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Livro conta história da Idade Média através das mulheres apagadas na “versão oficial”

  • Destaque 2-palavras, Literatura, Palavras, Sub-Editoria Palavras
  • 2025-07-23
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Em Femina, a historiadora Jamina Ramirez revisita o período medieval europeu para resgatar relevantes figuras femininas que moldaram o período e foram apagadas

“Femina é uma história revolucionária da Idade Média.” – PETER FRANKOPAN, autor best-seller de O coração do mundo

A Idade Média é vista como uma época sanguinária de vikings, santos e reis: uma sociedade patriarcal que oprimia e excluía as mulheres no que ficou conhecida como a “Idade das Trevas”. Apesar disso, ao investigar um pouco mais a fundo, percebe-se que a realidade não era bem assim: diversas mulheres foram importantes e influentes nos mais diferentes campos. Em Femina, que chega às livrarias pelo selo Crítica da Editora Planeta, a historiadora e documentarista Janina Ramirez propõe uma nova versão do período que revela como as mulheres foram excluídas da história e por que isso ainda importa nos dias de hoje.

Ao analisar documentos históricos, a autora desenterrou os nomes de inúmeras mulheres influentes riscados com a palavra “femina” anotada ao lado. Ou seja, ao ordenar que livros fossem queimados, obras de arte destruídas e novas versões de mitos, lendas e registros fossem produzidos, os guardiões do passado manipularam a visão da história para apagar os vestígios e a importância dessas figuras femininas. Indo além dos registros oficiais, a obra de Ramirez revela o verdadeiro impacto de mulheres como Jadwiga, a única rainha mulher da Europa; Margery Kempe, que explorou sua imagem e história para garantir sua notoriedade; Hildegarda de Bingen, a maior sábia e polímata medieval; Birka, uma guerreira viking cujo esqueleto havia sido atribuído a um homem; entre outras.

“Não estou reescrevendo a história. Uso os mesmos fatos, números, eventos e evidências aos quais sempre tivemos acesso, combinados com avanços e descobertas recentes. A diferença é que estou mudando o foco. Agora são os personagens femininos, em vez dos masculinos, que estão enquadrados. Ambos atuam nas narrativas, e só podemos compreender verdadeiramente uns em relação aos outros. […] Abordar o passado por meio das vidas e histórias de mulheres nos oferece um prisma único, através do qual é possível encontrar perspectivas inovadoras e ignoradas.”, escreve Janina Ramirez sobre seu trabalho em Femina.

FICHA TÉCNICA

Título: Femina

Autora: Janina Ramirez

Tradução: Ana Maria Fiorini

ISBN:

Páginas:

Preço livro físico: R$

Selo Crítica, Editora Planeta

SOBRE O AUTOR

Janina Ramirez é docente, pesquisadora, autora e apresentadora. Ela é pesquisadora de História da Arte no Harris Manchester College, da Universidade de Oxford, e professora visitante de Estudos Medievais na Universidade de Lincoln. Janina também é uma documentarista premiada, com 15 anos de experiência escrevendo e apresentando para a BBC, Sky Arts e Arte. Lecionou nas universidades de York, Warwick e Winchester, no Museu Vitória e Albert e na Universidade de Oxford. Ela também é membro da Royal Historical Society e da Royal Society for the Arts. Femina é seu primeiro lançamento pelo selo Crítica da Editora Planeta.

SOBRE O SELO CRÍTICA

Lançado na Espanha em 1976 e presente no Brasil desde 2016, o selo é referência em títulos de alta qualidade nas áreas de história, ensaios e divulgação científica. Com autores de renome internacional, como Niall Ferguson, Mary Beard e Noam Chomsky, também publica algumas das vozes mais influentes do pensamento brasileiro, incluindo Carlos Fico, Pedro Rossi, Tatiana Rossi e Marco Antonio Villa. Uma marca que combina excelência acadêmica com acessibilidade, trazendo ao público obras que informam, provocam e inspiram.

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