Anestesiologista explica como o diálogo com a equipe e medidas de acolhimento podem ajudar a reduzir a ansiedade
A simples visão de uma agulha é suficiente para causar desconforto em muitas pessoas. Para algumas, porém, esse medo vai além da apreensão comum e pode desencadear reações intensas de ansiedade, suor excessivo, tontura, palpitações e até desmaios. Conhecida como aicmofobia, a condição pode representar um desafio durante exames, vacinação, coleta de sangue e procedimentos cirúrgicos, exigindo atenção especial das equipes de saúde.
De acordo com o anestesiologista Nazel Oliveira Filho, diretor de Compliance e Comunicação da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas da Bahia (Coopanest-BA), o medo de agulhas pode estar relacionado a experiências traumáticas anteriores, relatos negativos ou mesmo a uma predisposição individual à ansiedade. Em situações que envolvem cirurgias, a preocupação pode se intensificar, já que o paciente costuma associar o procedimento a punções venosas, aplicações de medicamentos e outros cuidados que utilizam agulhas.
“Reconhecer esse medo e comunicá-lo à equipe médica é um passo importante para reduzir o sofrimento. A aicmofobia é uma condição real e que merece acolhimento. Muitas vezes, o paciente sente vergonha de falar sobre o assunto, mas quando a equipe é informada, pode adotar estratégias para tornar o atendimento mais confortável e seguro”, afirma Nazel.
Segundo o anestesiologista, o diálogo entre paciente e profissionais de saúde é fundamental para criar um ambiente de confiança. Explicar cada etapa do procedimento, esclarecer dúvidas e respeitar o tempo de cada pessoa contribuem para diminuir a ansiedade e aumentar a sensação de controle.
“Uma abordagem humanizada faz toda a diferença. O paciente precisa se sentir ouvido e compreendido. Pequenas medidas, como evitar que ele veja a agulha, utilizar técnicas de distração e oferecer informações claras sobre o procedimento, ajudam a reduzir significativamente o estresse”, destaca o anestesiologista.
O preparo emocional também pode ser um aliado importante. Técnicas de respiração, relaxamento e acompanhamento psicológico, quando necessário, podem auxiliar pessoas que apresentam reações mais intensas. Em alguns casos, o anestesiologista pode avaliar medidas adicionais para garantir maior conforto durante o atendimento.
Apesar do receio, Nazel reforça que o medo de agulhas não deve impedir a realização de exames ou tratamentos essenciais para a saúde. “O mais importante é que o paciente converse abertamente com os profissionais responsáveis pelo seu cuidado. Existem formas de minimizar o desconforto e tornar a experiência mais tranquila. O medo não precisa ser um obstáculo para receber a assistência necessária”, conclui o diretor da Coopanest-BA.
Sobre a Coopanest-BA
A Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas da Bahia (Coopanest-BA) reúne profissionais especializados em anestesiologia e atua há décadas promovendo assistência segura e de qualidade em hospitais e unidades de saúde do estado. Além da atuação assistencial, a cooperativa desenvolve ações de educação em saúde e conscientização da população sobre temas relacionados à anestesiologia, segurança do paciente e cuidados perioperatórios, contribuindo para um atendimento mais humanizado e eficiente.








