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Memória: fotografias do cotidiano também são fontes fundamentais para entender a História

  • Artes Visuais, Principal, Sub-Editoria Tela, Tela
  • 2025-12-12
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

The Conversation – Paulo Antonio Paranaguá Historiador, sociólogo e doutor em História da Arte, Sorbonne Université

Memória virou um mantra da nossa época: o dever da memória, a preservação da memória, a transmissão da memória, a memória nacional, a memória da comunidade. Essas expressões proliferam nos discursos oficiais, nos movimentos sociais e nos partidos políticos, às vezes numa batalha entre memórias conflitantes, acirradas pela caixa de eco das redes sociais. Até certo ponto, isso é natural, pois a memória é plural, não existe uma memória única, a memória está sempre em evolução.

O escritor argentino Jorge Luis Borges costumava dizer que a mutante memória está feita de esquecimento. O campo de batalha ideológico e cultural mostra hoje uma concorrência entre as memórias, o que é mais problemático, pois as memórias de diferentes setores não deviam ser excludentes numa sociedade democrática que respeita a diversidade.

Porém, a preservação e a transmissão dessas memórias às novas gerações passam pela conservação de objetos que condensam aspectos fundamentais do passado, como os acervos visuais e audiovisuais. E este é um desafio para o qual o Brasil e nossos vizinhos latino-americanos ainda precisamos nos preparar melhor.

Meu trabalho para o livro História da América Latina em 100 fotografias, lançado este ano pela editora carioca Bazar do Tempo, mostrou-me as luzes e sombras dos acervos fotográficos no continente.

No Brasil, o Instituto Moreira Salles (IMS) faz um trabalho exemplar com suas exposições e publicações, baseadas em coleções magnificas. Várias imagens do meu livro foram fornecidas pelo IMS. Em Montevidéu, em Caracas e na Cidade do México também há arquivos com o mesmo grau de desempenho.

Precariedade de acervos

Mas estas são exceções. O que predomina na América Latina ainda é a precariedade dos acervos. O restauro de coleções notáveis, como a do peruano Martin Chambi, mestre da fotografia latino-americana da primeira metade do século XX, foram possíveis apenas pelo empenho de seus herdeiros.

Acontece o mesmo no cinema. Os filmes de Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos e Joaquim Pedro de Andrade foram restaurados graças às suas famílias. “O problema é que os cinejornais, fonte fundamental para os historiadores, não contam com parentes que acreditem no seu valor”, disse-me certa vez Carlos Augusto Calil, da Cinemateca Brasileira, numa conversa em São Paulo.

No Brasil, com sua extensão continental e população diversa, precisamos de outras entidades como o IMS nos estados, regiões e municípios. Precisamos de mais instituições públicas e privadas dedicadas à coleta, conservação, restauro e valorização do patrimônio fotográfico. Isso significa recursos e instalações adequados, assim como a aquisição de uma expertise como a do pessoal que trabalha no IMS.

A magnifica exposição “Paiter Suruí: Gente de Verdade”, aberta ao público na sede do IMS em São Paulo, mostra o interesse das fotos de família, aqueles retratos que na era anterior ao Instagram as pessoas colavam em álbuns e mostravam às visitas e parentes.

Não são somente as imagens das comunidades indígenas que têm um interesse para o antropólogo, o historiador e o publico em geral. As coleções particulares, os álbuns de família, devidamente estudados e apresentados, podem contribuir à pesquisa sobre a história privada e sobre a evolução das mentalidades e costumes das nossas sociedades.

Muitos desses álbuns acabam no lixo quando morrem os idosos que os guardaram como fonte de lembranças e orgulho. São trechos de memória que desaparecem. O problema é que ninguém sabe o que fazer com esse material, não conhece o valor que representa para os demais e não encontra à mão uma entidade capaz de receber tal doação.

Considero que existe uma emergência patrimonial para coletar e preservar os negativos e copias em papel espalhados pelo Brasil e a América Latina, antes que acabem num lixão ou numa fogueira.

As coleções de fotógrafos famosos, valorizados pelo mercado da arte e os museus, os acervos de repórteres que registraram momentos do cotidiano ou da história, não são os únicos que merecem ser coletados e preservados. Nesta época de proliferação de imagens banais e efêmeras, esse material de amadores e profissionais tem um interesse que gerações futuras saberão apreciar, se for salvo a tempo.

Enquanto isso não acontecer, a memória será apenas uma palavra oca, um chavão retórico sem consequências. Imperdoável.

_Paulo Paranaguá é autor do livro “América Latina em 100 fotografias”, uma antologia de imagens que da história latino-americana, com foco em registros que evidenciam sua riqueza cultural e as disputas de poder que marcaram todos os seus países, em imagens que atravessam séculos. “É fundamental pensar a América Latina em termos de história comparada e global, em diálogo constante com outras regiões do mundo”, ressalta o autor.

No livro, Paulo dispõe de sua experiência como historiador e curador de acervos pictográficos para aplicar, a cada fotografia, uma pequena aula de história da América Latina, localizando a imagem tanto no seu contexto histórico mais amplo quanto nas particularidades do momento em que o registro foi feito, seus autores e, principalmente, os personagens e situações retratados.

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