O Relatório ‘The Fearless Future: 2025 Global AI Jobs Barometer’, da PWC, revela um aumento nas habilidades dos colaboradores, cujas cargas possuem maior grau de exposição à inteligência artificial.
Desde o surgimento do ChatGPT (OpenAI) até o mais novo lançamento do VEO3 (Google), o mercado de trabalho tem passado por uma ressignificação profunda de carreiras e habilidades na “Era das I.As”. O fato é ilustrado através do relatório ‘ The Fearless Future: 2025 Global AI Jobs Barometer ‘, da PWC, onde foi constatado um aumento de 135% nas habilidades dos colaboradores , cujas cargas possuíam maior grau de exposição à inteligência artificial .
Isso significa que a mão de obra não é apenas mais complicada, mas também simpatizante ao importante da ‘ transição de carreira ‘. A partir da tecnologia tecnológica, as Gerações Z, Y e X remodelaram seus currículos e viram o mesmo acontecer com as organizações. O levantamento da PWC segue mostrando que tal aparência não se restringe apenas aos colaboradores, já que o crescimento dos postos de trabalho relacionados à IA no Brasil, é evidente nos setores de Agricultura , Mineração e Extração ; Lazer e Cultura ; Transporte e Armazenamento ; Energia e Abastecimento de Água .
No entanto, as transformações no mercado de trabalho não se limitaram às inteligências artificiais. As recentes geopolíticas no Oriente Médio e Europa escancararam a necessidade das ‘ habilidades humanas ‘ nos currículos, tendo em vista o cenário de incertezas. É por isso que o Fórum Econômico Mundial (WEF), através do relatório ‘ The Future of Jobs Report 2025 ‘, destaca o aumento da demanda por habilidades centradas no ser humano , como resiliência, flexibilidade e agilidade, liderança e influência social , em paralelo à requalificação tecnológica .
A nova força de trabalho global, portanto, deve ficar atenta à transformação dos modelos de negócios , que alcançarão 34% das organizações até 2030 , ainda de acordo com o WEF. É nesse cenário que o especialista em transição de carreira e diretor da Transite , Vinicius Walsh , destaca o foco na ‘empatia’, ‘criatividade’ e ‘capacitação tecnológica’ , como forças motrizes do novo mercado.
“Até 2030, habilidades como ‘empatia’ e ‘criatividade’, sem abrir mão do desenvolvimento tecnológico pessoal, serão diferenciais poderosos do mercado de trabalho. A empatia é o que nos permite entender as necessidades reais do público-alvo, e isso faz uma diferença imensurável para uma gama de profissionais. Nenhuma IA consegue replicar, com precisão, o contexto emocional ou cultural de um cliente, ainda que se utilize de GenIA’s (I.A’s Generativas). A criatividade, por outro lado, é atrelar essa proximidade real com a capacidade de gerar ideias, adaptar conceitos e encontrar soluções inesperadas no mercado cientes de que precisarão ir além de atender ‘requisitos técnicos’ .
Vinicius afirma que as ‘ transições de carreira ‘ auxiliam profissionais a ressignificar atividades mecânicas, reduzindo o tempo médio das operações junto com GenIA’s e chatbots. As habilidades humanas, segundo o profissional, serão justamente essa “ponte” para a geração de insights , a partir da automação dos trabalhos. Mais perto do que nunca da realidade, a PWC mostra que esse número de empregos expostos à IA Generativa já cresceu em 261% , desde o ano de 2021.
O diretor da Transite revela que a difusão alarmante da IA como ‘ameaça ao trabalho’ foca não que será automatizada, mas esquece da quantidade de empregos que surgirão ou que serão ressignificados e impulsionados, nessa primeira etapa, até 2030 . “Para quem está recebendo o futuro do trabalho, as expectativas é que nos próximos cinco anos, ocorrem um crescimento significativo nos setores da economia assistencial, impulsionando a carreira de profissionais de enfermagem, assistentes sociais, conselheiros, auxiliares de cuidados pessoais e até na área da educação. Isso sem mencionar os trabalhadores rurais, entregadores melhores ou profissionais da construção civil. Já vivemos na ‘era das inteligências artificiais’, e é por isso que tais ferramentas são úteis quando complementam e potencializam as habilidades humanas. O foco, portanto, é o que nos diferencia para gerar valor no futuro do trabalho” , aconselha.
Para o profissional, as habilidades humanas se tornaram ainda mais valiosas no ‘novo mercado’, já que se distinguem das máquinas por não serem replicadas ou automatizadas com exatidão. Ó especialista em transição de carreiras explica que as competências primordiais como empatia, criatividade, comunicação interpessoal, pensamento crítico e a capacidade de lidar com ambiguidades são habilidades que geram valor às marcas, visto que as ferramentas mecânicas já ocuparam seus espaços nos postos de trabalho.
“O foco agora é na preparação, pela forma como educamos e estimulamos essas habilidades . conclui.















