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Nutrição como chave para a longevidade ativa: como a geração 30+ está redefinindo o envelhecer

  • Destaque 2-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2026-07-30
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé, Gisele Pavin, destaca que o cuidado preventivo focado em proteínas, micronutrientes e na saúde da microbiota é o novo pilar para a autonomia funcional

O Brasil vive um processo de envelhecimento exponencial. Com a expectativa de vida projetada para chegar a 83,9 anos em 2070, época em que os idosos representarão quase 38% da população, a forma como o brasileiro encara a passagem do tempo está mudando drasticamente. Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé destaca um panorama sobre os novos comportamentos em relação à saúde e lança um alerta profundo sobre os perigos da perda muscular e da desnutrição silenciosa, causada pelo consumo insuficiente de nutrientes através da alimentação

Segundo ela, a saúde preventiva deixou de ser apenas uma tendência e virou um comportamento dominante, sendo fortemente impulsionada pelo público na faixa dos 30 aos 49 anos. “Essa geração sabe que vai viver o dobro e quer viver melhor desde já. Eles não buscam uma saúde idealizada, mas sim uma saúde prática que caiba na agenda, priorizando o descanso, a atenção para as atividades cotidianas e a performance mental”, explica Gisele. “Esse grupo influencia duas gerações simultaneamente: eles usam a conexão digital para o próprio autocuidado, enquanto guiam as escolhas de saúde dos pais idosos e inspiram os seus filhos”, completa.

O perigo silencioso: músculo é sobrevivência

Um dos maiores mitos sobre a terceira idade é a ideia de que o corpo passa a precisar de menos alimento. Pelo contrário, as necessidades de consumo de proteína aumentam ao longo da vida, saltando de 0,8g/kg no adulto jovem para até 1,5g/kg no idoso, a depender das condições clínicas.

A perda de massa magra, ou sarcopenia, traz consequências vitais graves. Perder apenas 10% da musculatura já compromete o sistema imunológico e aumenta o risco de infecções. Perdas na casa dos 30% diminuem a capacidade de cicatrização de feridas, e uma perda de 50% causa fraqueza excessiva e aumenta drasticamente o risco de pneumonia, podendo chegar à mortalidade.

“A matemática do envelhecimento exige proteína”, reforça a executiva. “Um estudo recente publicado no The American Journal of Clinical Nutrition que acompanhou mais de 3.700 adultos saudáveis revelou que substituir apenas 3% da energia diária (cerca de 60 calorias) por proteínas vegetais eleva as chances de um envelhecimento saudável em 38%, enquanto a substituição por proteínas lácteas aumenta essa chance em 14%”, comenta Gisele. Essa diferença mostra que cada tipo de proteína desempenha um papel distinto na saúde ao longo da vida.

  • Proteínas lácteas são consideradas completas, pois contêm todos os aminoácidos essenciais, os nutrientes que formam as proteínas e que o corpo não consegue produzir sozinho.
  • Proteínas vegetais, por outro lado, podem ser incompletas em alguns aminoácidos, exigindo atenção na combinação de fontes (como leguminosas e cereais) para garantir o aporte adequado.

Ainda assim, o estudo evidencia que mesmo pequenas substituições por proteínas vegetais podem trazer benefícios significativos para o envelhecimento saudável, reforçando a importância de uma dieta variada e equilibrada.

A “fome oculta” na terceira idade

Outro alerta crítico de saúde pública, segundo Gisele, diz respeito ao grave déficit nutricional da população idosa brasileira. Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE revelam um cenário de inadequação quase total de vitaminas essenciais: o consumo inadequado de Vitamina D atinge 100% dos homens e 100% das mulheres com 60 anos ou mais. O problema se repete com vitaminas como a E (inadequação de 98% nas mulheres) e minerais essenciais.

No caso do cálcio, a inadequação chega a 94,4% para homens e 98,5% para mulheres. “Pelo menos 80% das pessoas não consomem a necessidade diária recomendada de 1.000 mg de cálcio, o que, somado à falta de vitamina D, eleva exponencialmente o risco de fraturas e osteoporose”, pontua a head da Nestlé. A especialista enfatiza que garantir a ingestão de micronutrientes e antioxidantes é a melhor forma de combater o estresse oxidativo e a inflamação.  

Sobre a Nestlé

A Nestlé tem mais de 100 anos de atuação no Brasil e segue renovando seu compromisso com a sociedade, como força mobilizadora que contribui para levar nutrição e bem-estar para bilhões de pessoas, criar um ambiente de inclusão e oportunidade para milhares de brasileiros e ser o produtor de alimentos mais sustentável do país. A empresa emprega mais de 30 mil pessoas direta e indiretamente no Brasil e tem 18 unidades industriais em operação localizadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, além de 12 centros de distribuição e mais de 70 brokers (responsáveis por vendas, promoções, merchandising, armazenamento e distribuição). 

Comprometida com boas práticas que vão do campo à mesa do consumidor, a companhia conta com milhares de produtores fornecedores participando de programas de qualidade nas cadeias de cacau, café e leite, que garantem uma produção sustentável e que trazem modernidade ao campo. Além disso, mantém iniciativas nas fábricas como minimizar a utilização de água e energia e reduzir as emissões, ações de reflorestamento e inovações contínuas em embalagens cada vez mais sustentáveis. A Nestlé Brasil está presente em 99% dos lares brasileiros.

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