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O que fazer para sua criança comer melhor

  • Principal, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2025-09-30
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Descubra estratégias simples e afetuosas para transformar a hora da refeição em um momento saudável e prazeroso em família.

A obesidade e os maus hábitos alimentares têm múltiplas causas, mas algumas atitudes práticas no dia a dia podem fazer grande diferença. “O que a criança não conhece, não sente falta. Ela é como um livro em branco e precisa ser apresentada aos alimentos de forma positiva.

Até os 2 anos (ou preferencialmente até os 5), recomenda-se evitar doces, refrigerantes e ultraprocessados. Afinal, se a criança nunca experimentou, dificilmente vai sentir vontade. Para as que já foram expostas, vale organizar melhor os ambientes da casa, deixando frutas e legumes à vista e acessíveis.

Pensando em apoiar famílias que enfrentam esse desafio, reunimos 9 dicas eficazes para estimular a criança a comer melhor.

1. Explique que exceção não é regra
Pizza no jantar ou sorvete na sobremesa podem, sim, fazer parte — mas não todos os dias. Deixe claro que são momentos especiais e que o prazer está também nos alimentos naturais.

2. Dê o exemplo
Criança aprende muito mais pelo que vê do que pelo que ouve. Não adianta pedir que ela coma frutas se você está comendo bolo recheado. O prato dos adultos deve refletir o que se espera da criança.

3. Crie momentos agradáveis antes e durante a refeição
Convide seu filho para ajudar na cozinha, nem que seja para lavar folhas ou mexer a massa. Quando participam da preparação, eles tendem a experimentar com mais curiosidade.

4. Evite distrações
Televisão, celular e brinquedos afastam a atenção da comida. A prática da atenção plena, ou mindful eating, ajuda a criança a perceber melhor sabores, texturas e sinais de saciedade.

5. Tenha atitudes positivas sobre a comida
Nada de ameaças, chantagens ou brigas à mesa. Pressionar a criança só gera traumas e pode criar aversão a novos alimentos.

6. Leve a criança à feira ou ao mercado
Transforme a compra em aprendizado. Permita que ela escolha dois alimentos para levar e preparar em casa.

7. Invista em diferentes formas de preparo
Um mesmo alimento pode ser apresentado de diversas formas — cozido, assado, cru, ralado, em purê ou até em receitas criativas. Para dizer que realmente não gosta, a criança precisa experimentar várias vezes.

8. Não use o doce como chantagem
Evite frases como “se comer a salada, ganha sobremesa”. Esse hábito reforça a ideia de que verduras são ruins e só valem a pena se houver prêmio.

9. Foque no que a criança pode comer
Ao invés de destacar proibições, mostre variedade: frutas coloridas, legumes em diferentes cortes, pratos saborosos. Assim, ela percebe possibilidades, e não restrições.

Perguntas frequentes

  • Quantas vezes devo oferecer um alimento até meu filho aceitar?
    De 8 a 10 vezes, em diferentes dias e formas de preparo.
  • E se a criança recusar mesmo após várias tentativas?
    Continue oferecendo sem pressão. O tempo de aceitação varia.
  • Posso dar ultraprocessados de vez em quando?
    Sim, mas apenas como exceção e em versões menos artificiais.
  • E se meu filho só quiser os mesmos alimentos?
    Mantenha os preferidos, mas introduza novidades junto a eles. Isso dá segurança e abre espaço para a variedade.

Seletividade alimentar: quando o desafio é maior

Muitas famílias relatam que a hora da refeição vira uma verdadeira negociação. Segundo o NHS, serviço público britânico de saúde, mais da metade das crianças apresenta seletividade alimentar em algum momento. O que fazer?

  1. Dê autonomia – Permita que a criança escolha entre duas opções e não a force a comer.
  2. Não rotule alimentos como bons ou ruins – Ensine equilíbrio, não proibição.
  3. Faça da refeição um momento prazeroso – Converse, leia um livro junto, torne a mesa um lugar agradável.
  4. Respeite o apetite – O crescimento tem fases, e o apetite pode variar. Cabe aos pais definir horários e opções, mas a quantidade deve ser escolhida pela criança.
  5. Envolva-os no preparo – Desde pôr a mesa até ajudar a cortar legumes, a participação desperta interesse.

A refeição como experiência afetiva

Estimular a criança a comer melhor não significa apenas “colocar comida no prato”. É um processo contínuo que exige paciência, consistência e, principalmente, afeto. O segredo está em oferecer variedade, dar exemplo e transformar a mesa em um espaço de convivência positiva.

E você? Já colocou alguma dessas dicas em prática? Compartilhe sua experiência — ela pode inspirar outras famílias a tornar a alimentação infantil mais saudável e prazerosa.

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