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EXCLUSIVO! Os festejos do Ano Novo no Brasil Imperial

  • Destaque 1-palavras, História e Patrimônio, Palavras, Sub-Editoria Palavras
  • 2024-12-31
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Por Gina Marocci

Estamos nas oitavas de Natal, período entre os dias 24 e 31 de dezembro, ou seja, das festas de fim de ano que se encerram com o réveillon. O costume de festejar o ano-novo é milenar, e faz parte da cultura de povos espalhados pelo mundo. Na França do século XVII, as festas da nobreza que duravam a noite toda eram chamadas de réveillons, e eram comuns na véspera do Natal e do ano-novo. Herdamos de Portugal a festa do Ano-Bom que, a partir do século XIX, devido à grande influência cultural francesa, passou a ser chamado de réveillon.

Hoje trago uma descrição das festas publicada no início do século XX, creio que em 1901, pelo médico e historiador brasileiro, nascido em Salvador, Alexandre José de Melo Morais Filho. Cronista da vida carioca, ele retrata com riqueza de detalhes a festa de Ano-Novo:

Então, concluídas as magníficas ceias, as cantorias ao Menino em seu presepe, no fim das pilhérias dos velhos matutos, de diálogos extravagantes, os inocentes namoros ferviam nas salas, ao diapasão do barulho dos pratos que se lavavam nas cozinhas, das rascadas das senhoras com as negras, do ressonar dos meninos estirados nos sofás e nas cadeiras das salas da frente, à espera do sinal do Ano-Novo. Quando o relógio batia meia-noite, uma onda marulhosa de alegria espraiava-se pela assembléia, ao passo que as mucamas, os molecotes, as crias em fraldas de camisa, penduravam-se às sacadinhas das escadas que desciam para o quintal, pasmadas de nada descobrir, mas com os olhares fitos nas trevas que amortalhavam o ano velho. – Boas saídas e melhores! Diziam os pais aos filhos, as irmãs aos irmãos, os parentes e amigos entre si, abraçando-se, beijando-se, saltando de contentamento.

Nas casas em que havia bailes, o mesmo costume coroava a tradição, aos sons da música, ao brilho das serpentinas faiscantes, aos risos que corriam límpidos de uns lábios de rosa. Isso, porém, que prolongava a festa, mudava completamente no dia primeiro. Da manhã à tarde, as visitas faziam-se, desfilavam numerosos os portadores de presentes, sendo de preferência contemplados, nas freguesias, o vigário, o médico e os fiscais. As bandas militares tocavam às portas e nos saguões das casas dos generais, dos ministros, das pessoas gradas, dando as boas festas; compensando-lhes a atenção alguma cédula avultada ou peças de dinheiro em ouro.

Enquanto nos armazéns de comestíveis o comércio encaixotava dúzias de garrafas de vinho, acondicionava queijos do reino, presuntos, caixas de figo e ameixas, diversos gêneros destinados aos fregueses do ano; enquanto do convento da Ajuda, riquíssimas bandejas de prata, com a firma do indivíduo presenteado, armadas de doces, saíam umas após outras; era curioso de ver-se o que passava nas ruas, entretendo os abelhudos que comentavam dos sobrados. Por toda a par te encontravam-se negros do ganho, de camisa de algodão por fora da calça arregaçada, conduzindo em cestos um leitão de barriga para cima, amarrado de pés e mãos, com o focinho apertado com um barbante grosso, e guinchando, acercado de galinhas, patos e marrecos, com a cabeça pendente das beiradas do cesto e enfeitados nas asas com lacinhos de fita. Para contrapeso, o ganhador não deixava de levar um galo ou um peru na mão livre, também enfeitado de fitas estreitas verdes e azuis.

Pelo relato do escritor, as festas se estendiam para o dia primeiro, o que não mais acontece, como também as trocas de presentes. Apesar de muitas famílias, abastadas ou não, fazerem suas festas particulares, as queimas de fogos, precedidas de shows patrocinados pelas prefeituras municipais, são frequentadas por milhares de pessoas em muitas cidades do Brasil. Para muitos é apenas um dia após o outro; para outros, vale a penas virar o ano agradecendo e festejando a vida que segue.

REFERÊNCIAS

MORAIS FILHO, Alexandre José de Melo. Festas e Tradições Populares do Brasil. [1901]. Brasília: Senado Federal; Conselho Editorial, Coleção Biblioteca Básica Brasileira, 2002.

QUAL é o significado da palavra “réveillon”? Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/quem-inventou-o-reveillon. Acesso em: 28 dez 2024.

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