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Perimenopausa e os seus principais sintomas, mitos e avanços no tratamento

  • Destaque 2-envelhescência, Envelhescência, Sub-Editoria Envelhescência
  • 2025-09-15
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

A perimenopausa é uma fase natural e pouco reconhecida que antecede a menopausa e pode se iniciar por volta dos 40 anos, mesmo com exames normais e ciclos menstruais regulares. Sintomas como ansiedade, insônia, irritabilidade e alterações de libido costumam surgir muito antes da última menstruação, mas são frequentemente tratados de forma equivocada ou isolada. Neste material, reunimos as 12 principais verdades sobre a perimenopausa, com orientações da ginecologista Dra. Ana Maria Passos, que esclarece desde o diagnóstico clínico até os avanços na reposição hormonal e os impactos na vida profissional, emocional e social das mulheres.

1 – Perimenopausa não é menopausa. Começa bem antes com muitos sinais

A perimenopausa é a fase que antecede a menopausa e pode começar de 8 a 14 anos antes do fim dos ciclos menstruais. Mesmo com exames normais e menstruação regular, os sintomas já aparecem, o que dificulta o diagnóstico. “Na perimenopausa inicial, os exames costumam vir normais, e por isso o diagnóstico muitas vezes não é feito”, explica a Dra. Ana Maria Passos. A fase se divide em inicial, com ciclos regulares, e tardia, quando eles começam a espaçar até cessarem por completo. Sintomas como ansiedade, irritabilidade, fadiga, insônia e alterações de libido são comuns e, muitas vezes, tratados de forma inadequada. “O ideal seria iniciar a reposição hormonal, já que o diagnóstico é clínico e deve considerar a idade e os sintomas”, reforça a especialista.

2 – Sintomas físicos e emocionais podem surgir muito antes da menopausa

Durante a perimenopausa, é comum que ocorram alterações no ciclo menstrual, como atrasos, fluxo mais intenso ou espaçamento entre os ciclos. A TPM também pode se intensificar, com sintomas como dor nas mamas e dor de cabeça. “Essas mudanças são sinais importantes, mesmo quando os exames estão normais”, explica a Dra. Ana Maria Passos. No aspecto emocional, sintomas como ansiedade, irritabilidade, insônia, cansaço e desânimo são frequentes. “A mulher começa a perder motivação e energia, o que pode ser confundido com depressão ou estresse”, alerta. Identificar esses sinais é fundamental para buscar o tratamento correto e evitar abordagens inadequadas.

3- Reconhecer a perimenopausa é essencial para evitar tratamentos equivocados

Reconhecer os sinais da perimenopausa é essencial para preservar a qualidade de vida. Essa fase costuma começar por volta dos 40 anos, mas muitas mulheres não sabem identificá-la e acabam tratando os sintomas de forma inadequada. “Se a mulher não reconhece que está na perimenopausa, ela perde tempo e acaba tratando os sintomas de forma inadequada”, afirma a Dra. Ana Maria Passos. Ansiedade, insônia e desânimo são comuns e frequentemente tratados com medicamentos que não resolvem o problema. “É fundamental entender que esses sintomas têm origem hormonal, e só com esse reconhecimento é possível buscar o tratamento correto”, reforça. A informação é o primeiro passo para um cuidado eficaz.

4- A perimenopausa pode afetar diretamente a vida profissional/pessoal e gerar prejuízos financeiros

Sem o acompanhamento correto, a perimenopausa pode afetar o desempenho profissional e gerar prejuízos financeiros. Sintomas como cansaço, insônia, dificuldade de concentração e alterações de memória comprometem a produtividade. “A névoa mental e a falta de foco fazem com que muitas mulheres não consigam executar suas tarefas com a mesma eficiência”, explica a especialista. Isso é especialmente crítico para quem empreende ou ocupa cargos de liderança. “Muitas acabam perdendo oportunidades ou até o emprego por não entenderem que esses sintomas têm origem hormonal”, reforça. O impacto financeiro é resultado direto da falta de diagnóstico e tratamento adequado. Outro fator importante é conversar com familiares, amigos e colegas para ajudar a criar um ambiente de acolhimento. “Essa fase pode ser vivida com mais leveza quando há compreensão e tratamento adequado”, reforça a especialista.

5- Alimentação, atividade física e suplementação são pilares no cuidado com a perimenopausa

É importante combinar cuidados médicos, terapias complementares e mudanças no estilo de vida. “Uma alimentação anti-inflamatória e a prática regular de atividade física são fundamentais para o manejo dos sintomas”, orienta a especialista. Muitas mulheres também apresentam deficiências nutricionais que intensificam os desconfortos. Suplementos como vitamina D, complexo B, ômega 3, coenzima Q10 e creatina podem ajudar a aliviar os sintomas e reforçar o tratamento hormonal. “Esses suplementos ajudam na resolução dos sintomas e complementam o tratamento hormonal quando necessário”, reforça. Essa combinação de cuidados contribui para mais bem-estar e qualidade de vida.

6- Diagnóstico é clínico e exige especialista

Exames complementares como perfil glicêmico, lipídico e marcadores inflamatórios ajudam a avaliar a saúde geral. Consultas com ginecologistas especializados em perimenopausa são essenciais. “Sem essa expertise, muitas mulheres são encaminhadas para psiquiatras, quando o problema é hormonal”, alerta a especialista.

7- Sintomas da perimenopausa podem afetar o desempenho profissional, mas há tratamento

A perimenopausa pode afetar a produtividade profissional devido à névoa mental, dificuldade de concentração, alterações na memória e perda de fluência verbal. “Funções antes simples passam a ser desafiadoras, gerando insegurança”, explica a Dra. Ana Maria Passos. Com tratamento adequado, esses sintomas são reversíveis e a mulher pode recuperar seu desempenho.
 

8- Novas terapias tornam o tratamento mais seguro e acessível

Os avanços na medicina trouxeram hormônios bioidênticos, idênticos aos produzidos naturalmente pelo corpo, que não oferecem os riscos dos sintéticos usados no passado. “Hoje, podemos repor estradiol, progesterona e testosterona com segurança”, explica a Dra. Ana Maria Passos. A via transdérmica, em forma de gel ou adesivo, também ampliou as opções de tratamento, especialmente para mulheres com tendência à trombose. Além disso, suplementação com ômega 3, coenzima Q10, creatina, colágeno, ferro, complexo B e vitamina D, aliada à alimentação anti-inflamatória e ao cuidado com a tireoide, contribui para um tratamento mais completo e eficaz.

Sobre a Dra. Ana Maria Passos

Com mais de 19 anos de atuação como Ginecologista e Obstetra em Porto Alegre (RS), a Dra. Ana Maria Passos atende em sua AME Clínica, onde realiza um cuidado integral na saúde da mulher. Com pós-graduação em Nutrologia e em Longevidade Saudável, ela traz um olhar atento à alimentação equilibrada e à suplementação, focando na prevenção e nos cuidados para um envelhecimento saudável. Especialista em saúde da mulher, atua com ênfase em perimenopausa, menopausa, endometriose, síndrome dos ovários policísticos, gestação e puerpério. Reconhecida por sua abordagem humanizada e atualizada, utiliza suplementação e reposição hormonal para promover o bem-estar feminino, especialmente em mulheres acima dos 40 anos. É uma fonte confiável para entrevistas, artigos e conteúdos sobre saúde feminina, buscando ampliar o acesso à informação e promover qualidade de vida por meio de acompanhamento médico regular e terapias inovadoras.

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