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Pessoas idosas sentem menos sede; por que isso acontece e como evitar a desidratação?

  • Destaque 2-envelhescência, Envelhescência, Sub-Editoria Envelhescência
  • 2026-01-30
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Manter o consumo adequado de água é fundamental para prevenir complicações de saúde

A partir dos 60 anos de idade, nosso organismo sofre uma diminuição natural do número e da sensibilidade de receptores corporais que controlam a sede e, sem perceber, passamos a sentir menos vontade de beber água. Apesar disso, a necessidade de uma uma boa quantidade de líquidos permanece a mesma para que todas as funções do corpo funcionem bem. 

“Com o avançar da idade, o corpo da pessoa idosa sofre alterações que aumentam o risco de desidratação, como a própria redução da sensação de sede e algumas doenças crônicas. Manter uma boa hidratação é essencial para prevenir complicações como infecções, problemas renais, confusão mental, entre outras”, explica Ryuichi Ferreira Osiro, da equipe de nutricionistas da Terça da Serra, rede de residenciais seniores referência no Brasil, com mais de 160 unidades no país. 

No dia a dia das mais de duas mil pessoas idosas atendidas pela Terça da Serra, uma equipe multidisciplinar monitora cuidadosamente a hidratação de cada residente. 

“Utilizamos diferentes estratégias para incentivar a ingestão de líquidos, como oferecer água, natural e/ou saborizada, sucos naturais e chás ao longo do dia. A equipe possui horários pré estabelecidos para essa oferta, lembrando que, como o idoso não sente sede, em muitos casos a água precisa ser entregue ao idoso, entendendo qual a melhor forma de estimulá-lo a tomar”, explica Viviani Gomes, gerontóloga da Terça da Serra.

A especialista cita como estratégia dizer à pessoa idosa: “está aqui a água que você me pediu”. Dessa forma, ela não se sentirá invadida, mas sim protagonista daquela ação, sempre respeitando a individualidade de cada um. “A hidratação é um cuidado simples, mas que faz toda a diferença na qualidade de vida das pessoas idosas”, completa Viviani. 

Incentivar o hábito da ingestão de água com regularidade é um grande desafio para quem cuida de um idoso. Na maioria das vezes, eles reclamam da quantidade de água por precisarem ir ao banheiro com frequência, mas, com o tempo, o organismo tende a se adaptar. Um bom lembrete pode ser oferecer o líquido sempre que alguém passar pela cozinha. 

Vale ressaltar que o consumo correto de água ajuda também a afastar problemas de constipação (intestino preso), confusões mentais, infecções urinárias, entre outras complicações que atrapalham o bem-estar na velhice. 

Para casos de constipação, por exemplo, a recomendação do Ministério da Saúde é a presença de alimentos com fibras nas refeições para que a pessoa idosa não sofra com a prisão de ventre, porém, ela só é aliada quando a ingestão de água é correta, porque isso fará com que o organismo funcione corretamente. 

Entre os especialistas da área, há um consenso de que a quantidade ideal de ingestão de água pela pessoa idosa seja, no mínimo, de 1,5 litros por dia. 

Sobre a Terça da Serra:

A primeira unidade do Terça da Serra Residencial Sênior foiinaugurada em 2014, após a médica Joyce Duarte Caseiro constatar a falta de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) que oferecessem serviço humanizado de qualidade na região de Campinas. As casas contam com estruturas adaptadas, equipes qualificadas e oferecem atividades com foco na saúde e bem-estar dos hóspedes. O Terça da Serra é a maior rede de residencial sênior da América Latina, referência em cuidado humanizado com o público idoso, com mais de 160 unidades no Brasil.

Além dos residenciais, a Terça da Serra inovou ao criar um ecossistema de longevidade, incluindo investimentos em um hospital de transição, o Revitare, e no Fiuza Centro de Convivência para Idosos, uma iniciativa no modelo day use para idosos independentes.

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