Celebrado nesta sexta-feira (1º), o Dia do Trabalhador é uma das datas mais importantes do calendário brasileiro e internacional. O feriado marca a luta histórica dos trabalhadores por melhores condições de trabalho, redução da jornada e direitos trabalhistas.
No Brasil, o 1º de maio entrou oficialmente no calendário em 1924, por meio de uma lei assinada pelo então presidente Arthur Bernardes, após aprovação no Congresso Nacional.
No entanto, a condição de feriado nacional só foi reforçada posteriormente pela Lei nº 662, de 1949, e mantida pela Lei nº 10.607, de 2002, que segue incluindo a data entre os feriados oficiais do país.
Segundo registros do Senado Federal, a proposta tinha como objetivo celebrar a “confraternidade universal das classes operárias” e homenagear os chamados “mártires do trabalho”.
A origem da data, no entanto, é anterior à oficialização no Brasil e remete a uma grande greve realizada em Chicago, nos Estados Unidos, em 1886. Na época, trabalhadores protestavam contra jornadas exaustivas, que podiam chegar a 17 horas diárias, além de reivindicarem melhores condições laborais.
Os protestos acabaram se tornando um marco histórico para os movimentos trabalhistas em diferentes países e ajudaram a impulsionar debates sobre direitos dos trabalhadores ao redor do mundo.
Apesar de o feriado ter sido oficializado no Brasil apenas em 1924, registros históricos apontam que o Dia do Trabalhador já era celebrado desde 1891 em cidades como Rio de Janeiro e Porto Alegre, com manifestações e atos contra a exploração no trabalho.

















