Série registra encontros musicais em diversas regiões do país, unindo artistas consagrados e novos talentos
Primeira temporada, dedicada à Bahia, terá episódios semanais no YouTube com a participação de Mariene de Castro, Melly, Lazzo Matumbi, Rachel Reis, Hiran, Sued Nunes, entre outros
O Prêmio da Música Brasileira (PMB), sob direção Zé Maurício Machline, lança a Casa PMB – uma série documental que celebra a música brasileira em toda sua diversidade regional através de encontros de diferentes gerações de talentos. A Casa PMB consiste em mini documentários episódicos, cada um voltado para um polo musical do país, passando por diversos estados. A temporada de estreia, intitulada “Bahia” , reúne três episódios que serão lançados aos domingos canal do PMB no YouTube, sempre às 20h . A proposta da série é promover encontros entre artistas veteranos e novos nomes da música brasileira, revelando diálogos musicais que mesclam trajetórias, sonoridades e visões de mundo.
Com direção de Marcio Debellian, Casa PMB é uma coprodução do Prêmio da Música Brasileira e K2D Produções.
Temporada Bahia: encontro de gerações musicais em Salvador
Na temporada de estreia gravada em Salvador, a série conta com a participação de artistas consagrados como Lazzo Matumbi , Mariene de Castro e Ju Moraes , ao lado de uma nova geração que vem renovando a cena local, a exemplo de Rachel Reis , Hiran , Sued Nunes , Yan Cloud e Melly . Uma interação entre eles cria um recorte único do momento atual da música na baiana, conectando ancestralidade, presente e futuro.

Foto: Fernando Gomes
No episódio de estreia, em um registro de bastidores, Machline destaca a alma da música baiana: “A música da Bahia vem de dentro pra fora, é por isso que é tão boa. Não tem nada de fora pra dentro, tudo vem da alma de cada um desses artistas. agradeço muito ao Hiran, por exemplo, por ter me apresentado a Melly. Artistas que estão em praias musicais completamente diferentes e absolutamente ricas” .

Foto: Fernando Gomes
Lazzo Matumbi complementa de pronto, enfatizando o sentimento de união entre os artistas: “Sem querer ser bairrista, mas cada baiano é embaixador de outro baiano. Quando vai a um lugar, puxa o outro e diz ‘olha, conheça uma pessoa nova que você também tem que conhecer’. Porque essa coisa de ser um artista experiente e poder dizer ‘olhe, eu gosto muito desse som que está rolando aqui, venham ver’ pra mim é um prazer imenso. Penso sempre como é bom estar trocando com essa galera, aprendo o tempo todo. Me sinto honrado como a coroa no meio dessa garotada toda” .
Além das conversas que permeiam o encontro e as trocas estéticas entre os artistas, a primeira temporada traz diversas apresentações musicais em formato de jam session , incluindo:
- Mariene de Castro – interpreta “Ponto de Nanã” , de Roque Ferreira;
- Rachel Reis – canta “20h” ;
- Lazzo Matumbi – apresenta “Deusa do Ébano” ;
- Sued Nunes – canta “Amor que Benze” ;
- Melly e Hiran – fazem dueto em “Ceder” , contando os bastidores da composição em parceria;
- Yan Cloud – canta “Garota de Salvador” .
A série também abre espaço para relatos pessoais dos artistas, sobre vivências e dificuldades que persistem.
Mariene de Castro, por exemplo, relembra como iniciou sua trajetória musical ainda na adolescência, convidada aos 13 anos para cantar em bandas percussivas de Salvador. “Desde o início dos tambores me chamaram; já surgia essa espontaneidade de cantar para os orixás, antes mesmo de me iniciar no candomblé” , conta uma cantora, que precisou enfrentar resistência dentro de casa, numa família cristã que não apoiava seu caminho musical.

Mesmo diante dessas adversidades, Mariene persistiu em seguir sua arte. “Foi como se essa luta começousse de dentro pra fora” , afirma, ressaltando que não se deixou deter pelos modismos da época. Ela chegou a ouvir críticas de que “cultura popular não vende, que não deveria cantar samba de roda ou louvores aos orixás porque não vão pra lugar nenhum” ou “não tocam no rádio” . Mas sua verdade falou mais alto: “Eu sou teimosa, então eu disse: ‘aí é que eu canto!’” , declara, exemplificando a força e desvantagens da cena baiana que a Casa PMB busca evidenciar.
Mais do que uma série, a Casa PMB se coloca como um projeto de circulação de ideias, afetos e filhos – reforçando o papel do PMB como uma plataforma permanente de valorização da música brasileira. A iniciativa propõe “muitas casas” em diferentes regiões do país, cada uma dedicada a escutar, revelar e celebrar os talentos espalhados pelo Brasil. A Bahia é o ponto de partida de um percurso que seguirá por outras cidades e territórios, revelando os múltiplos rostos de nossa música nacional em toda sua riqueza e diversidade.
Sobre o Prêmio o Prêmio da Música Brasileira
Estabelecido em 1987, o Prêmio da Música Brasileira (PMB) é uma das mais importantes celebrações da riqueza e diversidade da música nacional. O Prêmio homenageia artistas, compositores, produtores e todos os profissionais que valorizam a excelência da música brasileira. Dedicado a preservar e promover nossa herança cultural, o PMB celebra a história da música enquanto investe em seu futuro, oferecendo uma plataforma de soluções relacionadas à promoção da música brasileira.
Além de sua renomada estreia anual, o PMB também se dedica à produção de programas como “Por Acaso” e “Casa PMB”, que oferecem experiências musicais únicas e aproximam artistas e público. Por meio desses e de outros projetos, o PMB continua a enriquecer o cenário musical brasileiro, promovendo a criatividade e a inovação, e fornecendo uma ampla plataforma de soluções para a produção de formatos e apresentação musical.
Desde sua criação, o PMB tem sido um palco para celebrar talentos consagrados e emergentes, e suas produções visam não apenas considerar a excelência artística, mas também fomentar diálogos e oportunidades para os criadores. Junto a parceiros estratégicos, como referência na indústria musical, o PMB trabalha continuamente para inspirar e promover um ambiente vibrante para criadores e amantes da música.















