Especialista destaca que atividade física regular, controle do estresse e hábitos diários são decisivos para prevenir a doença que atinge milhões de brasileiros
No Dia Mundial da Prevenção e Combate à Hipertensão, celebrado em 26 de abril, a discussão vai além do cuidado com o consumo excessivo de sal ou sobre genética. Cada vez mais, estudos apontam que o estilo de vida tem papel central no desenvolvimento e, principalmente, na prevenção da pressão alta, condição que afeta cerca de um em cada quatro brasileiros adultos, segundo dados do Ministério da Saúde.
Para Juliana Romantini, treinadora corpo & mente e especialista em Medicina do Estilo de Vida pela Harvard University, é preciso ampliar o olhar sobre a doença. “A hipertensão não surge de forma isolada. Ela é resultado de um conjunto de fatores que envolvem estresse crônico, sedentarismo, sono desregulado e um ritmo de vida acelerado. O corpo responde a esse cenário”, afirma.
De acordo com a especialista, a atividade física é uma das ferramentas mais eficazes nesse processo. Pesquisas já demonstram que exercícios aeróbicos regulares podem reduzir significativamente os níveis de pressão arterial, além de melhorar a função vascular e a eficiência do coração.
“O movimento é um regulador natural do organismo. Um treino bem orientado, com intensidade adequada, contribui diretamente para o equilíbrio do sistema cardiovascular e para a prevenção da hipertensão”, explica.
Mas não é só o corpo que precisa se movimentar: a mente também exige atenção. O estresse constante mantém o organismo em estado de alerta, elevando a liberação de hormônios que impactam diretamente a pressão arterial. Nesse contexto, práticas como o mindfulness ganham espaço não apenas como tendência, mas como estratégia validada cientificamente.
“A gente vive em um nível de aceleração que o corpo não foi projetado para sustentar o tempo todo. A pressão alta, muitas vezes, começa nesse excesso de estímulos e na falta de pausa. Técnicas de atenção plena ajudam a regular o sistema nervoso, melhoram a respiração, o sono e reduzem essa sobrecarga interna”, destaca.
Contato com a natureza – Outro fator que vem sendo cada vez mais associado à saúde cardiovascular é o contato com a natureza. Estudos indicam que ambientes naturais contribuem para a redução do estresse e favorecem respostas fisiológicas positivas, como a diminuição da frequência cardíaca e da pressão arterial.
“Pequenas mudanças de rotina já fazem diferença, como por exemplo, caminhar ao ar livre, contemplar a natureza nas pausas pós-almoço, realizar práticas respiratórias com métricas que ajudam o equilíbrio do estresse, além de manter uma alimentação natural sem ultraprocessados, observando o excesso de sódio e açúcar, são atitudes acessíveis que têm impacto real na saúde”, reforça a especialista.
Para Romantini, a prevenção da hipertensão passa, necessariamente, por uma mudança de comportamento. “Não é sobre tratar apenas um número no exame. É sobre entender como você vive. A saúde cardiovascular está diretamente ligada à forma como lidamos com o tempo, com o estresse e com o nosso próprio corpo. Prevenir é, antes de tudo, ajustar esse estilo de vida”, conclui.
Juliana Romantini – É referência em desenvolvimentofísico-mental com 25 anos de experiência em integração de corpo e mente. Especialista em Mindfulness e certificada em Medicina do Estilo de Vida pela Harvard University, possui ampla experiência em promover práticas que equilibram o bem-estar mental e físico na busca por uma vida mais equilibrada e saudável. Graduada em Educação Física e pós-graduada em Reabilitação Cardíaca e Grupos Especiais (obesos, gestantes, hipertensos), é criadora do método Prática Integral, que há 10 anos vem transformando vidas ao promover saúde e expansão de consciência.

Sobre a Prática Integral
Método de treinamento físico e mental para auxiliar a atingir o potencial máximo em saúde, bem-estar e equilíbrio através dos seguintes pilares: movimento, viver no agora, contato com a natureza, senso de comunidade, autoconhecimento, equilíbrio, generosidade e comportamento alimentar.
















