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Projeto “Brecht é Coisa Nossa” reestreia “Homem é Homem” com a Companhia de Teatro da UFBA

  • Destaque 2, Ribalta, Sub-Editoria Ribalta, Teatro
  • 2025-09-19
  • Sem comentários
  • 6 minutos de leitura

Crédito: Diney Araújo

Além das apresentações do espetáculo – que tem direção de Caio Rodrigo e Pedro Benevides – a programação inclui cinco oficinas gratuitas com grandes mestres das artes cênicas da Bahia

Criada em 1981, a premiada Companhia de Teatro da UFBA, que acumula dezenas de produções de sucesso, volta a cartaz com sua 59ª montagem: a comédia “Homem é Homem”, texto do dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898 – 1956), com encenação de Caio Rodrigo e Pedro Benevides. Indicada em quatro categorias da última edição do Prêmio Bahia Aplaude (Espetáculo, Direção, Ator e Especial), a peça debate com humor e crítica as formas de alienação, autoritarismo e manipulação social. As apresentações são de 03 a 26 de outubro (de sexta a domingo), às 19h30, no Teatro Martim Gonçalves (Canela). Entrada gratuita (senhas distribuídas na bilheteria 1 hora antes do espetáculo).

Escrita e reescrita ao longo de mais de três décadas – a versão final da peça “Homem é Homem” (do título original “Mann ist Mann) foi publicada em 1953, após diversas adaptações de contexto histórico, político e social. No enredo, a inusitada história de um estivador chamado Galy Gay, interpretado pelo ator Lúcio Tranchesi, personagem esta que sai de casa para comprar um peixe e, entre outras reviravoltas, acaba por assumir a personalidade de um soldado que é incorporado à guerra, no exército colonial inglês, porque, como já prenuncia a trama: “não sabe dizer não”. Nessa jornada, o público acompanha a morte simbólica da personagem para o nascimento de outra, com direito a enterro e novo documento de identidade.

“O texto resgata o momento que antecedeu a Segunda Guerra Mundial. Não são meras coincidências. Há poucos anos o governo brasileiro fomentou o sentimento de um estado militar e bélico para os civis. Temos sinais de uma possível terceira guerra, em que poderemos ser tragados, existem interesses globais neste sentido. Brecht exibe esses interesses na dramaturgia e nossa montagem encara também essa situação”, reflete Pedro Benevides.

A encenação de Caio Rodrigo e Pedro Benevides ressalta a reflexão da peça sobre a ilusão criada pelo mercado de trabalho, ao propagar a possibilidade de ascensão social ao alcance de todos, através do empreendedorismo. E o questionamento que, sem consciência de sua própria realidade e do meio onde vive, um homem pode ser facilmente substituído por outro. Nessa perspectiva, propõe pensar sobre uma educação que seja capaz de oferecer às pessoas caminhos para entender e intervir nessas estruturas, numa participação mais consciente e coletiva nos processos de transformação. Além disso, investe em detalhes que reforçam a atualidade do texto, mantendo a estratégia de Brecht, quando busca se distanciar do cenário onde ocorre a narrativa, para que essa associação possa ser feita com certa liberdade pelo público.

“O contexto político devolve à encenação o sentido de uma alegoria da guerra cultural, apontando as consequências da razão instrumental que é, ao mesmo tempo, causa e efeito das tendências totalitárias. A situação da peça nos remete a um traço tragicômico. Ao mesmo tempo que dizemos não ser possível um determinado acontecimento, aquilo que julgamos não ser possível, acontece”, constata Caio Rodrigo.

Projeto Brecht é Coisa Nossa

Celebrando a tradição de montagens do autor alemão na cidade de Salvador, o projeto Brecht é Coisa Nossa contempla também atividades formativas gratuitas em diferentes espaços culturais da capital. Além do Teatro Martim Gonçalves, no Espaço Boca de Brasa Centro, Espaço Boca de Brasa Subúrbio 360 e na Casa Preta Espaço de Cultura.

No total, são quatro oficinas gratuitas: Práxis Teatral e suas Raízes Visuais: Estratégias de Composição da Iluminação do Espetáculo “Homem é Homem”, de Bertolt Brecht (com Eduardo Tudella e Pedro Benevides, Espaço Boca de Brasa Subúrbio 360 – dia 06/10); Elocuções em Trânsito: Dinâmicas da Voz para uma Atriz Narradora (com Hebe Alves, no Teatro Martim Gonçalves dia 13/10); Entre o Ator e a Personagem (orientada por Lúcio Tranchesi, no Espaço Boca de Brasa Centro – 21/10); (DES)MONTAGEM: estratégias de encenação e direção de elenco no espetáculo Homem é Homem (com Caio Rodrigo, na Casa Preta Espaço de Cultura – 27/10). As inscrições serão gratuitas e on-line. Entre setembro e outubro/2025 serão divulgadas através do instagram: @teatroterceiramargem

Vale ressaltar que a projeto Brecht é Coisa Nossapassará por uma atividade de qualificação para atender o público com deficiência, por meio de uma consultoria em acessibilidade com a especialista em Acessibilidade Nathália Rocha.

Trocas entre diferentes gerações de artistas

“Homem é Homem” reúne nomes experientes e bem conhecidos do Teatro Baiano, como Hebe Alves e Lúcio Tranchesi, e uma nova geração de atores da Escola de Teatro da UFBA, integrando diferentes experiências. A montagem, que também é um projeto de extensão acadêmica, resulta numa troca constante entre elenco e equipe nos bastidores, onde todos ganham: equipe do espetáculo e, principalmente, o público.

Sobre o processo compartilhado e colaborativo da encenação, os diretores entendem que essa parceria é um constante diálogo, incluindo contradições que resultam em sínteses que, talvez, somente um deles não conseguisse alcançar separadamente. “Isso torna o processo vivo e rico em ideias. Acreditamos que, aliando conhecimento técnico e vigor criativo, conseguimos fazer frente aos desafios da nossa montagem”, concordam Caio e Pedro.

O projeto BERTOLT BRECHT É COISA NOSSA foi contemplado pelo Edital Territórios Criativos – Ano II com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Política Nacional Aldir Blanc de fomento à Cultura (PNAB), Ministério da Cultura, Governo Federal.”

SERVIÇO: Companhia de Teatro da UFBA estreia comédia “Homem é Homem”

Data: 03 a 26 de outubro (de sexta a domingo)

Horário: 19h30

Local: Teatro Martim Gonçalves, Av. Araújo Pinho, 292 – Canela, Salvador – BA

Entrada gratuita (senhas distribuídas 1 hora antes do espetáculo).

Mais informações no instagram @teatroterceiramargem

EQUIPE TÉCNICA

Direção Geral: Caio Rodrigo e Pedro Benevides

Elenco: Bira Freitas, Cícero Locija, Felipe Viguini, Gordo Neto, Hebe Alves, Jamile Dionísia Ferreira, João Victor Sobral, Kadu Lima, Lúcio Tranchesi, Maribá, Michel Santana e Sara Lima.

Direção Musical: Luciano Salvador Bahia

Arranjos musicais: Caio Rodrigo, João Victor Sobral e Luciano Salvador Bahia

Músico: Guiguiu

Operação de som: Álvaro

Cenografia: Caio Rodrigo e Pedro Benevides

Arte Designer: João Victor e Gordo Neto

Assistência de cenografia: Thays do Valle

Arte pintura: Luís Parras

Iluminação: Eduardo Tudella

Operador de Luz: André Oliveira

Produção Executiva: Maria Clara Cardozo

Figurinista: Hamilton Lima e Thiago Arrain

Costureiras: Marcia Cardoso, Graça Calanzans e Saraí Reis

Produção e assistência de figurino: Thiago Arrain

SOBRE A CIA. DE TEATRO DA UFBA

A Cia de Teatro da UFBA foi criada em 1981 e é formada por docentes, técnicos, estudantes, estagiários e artistas convidados. Seu foco é a criação e produção de espetáculos, buscando montagens de alto valor artístico e a divulgação de textos pouco conhecidos ou tendências emergentes na dramaturgia, além da releitura dos clássicos. Com 58 espetáculos produzidos, a Cia já recebeu mais de 20 prêmios, incluindo troféus locais, regionais e nacionais.

SOBRE CAIO RODRIGO

Diretor, Produtor, Mestre em Artes Cênicas pelo PPGAC-UFBA, em 25 anos de carreira, criador do Grupo Teatro Terceira Margem, participou de mais de 30 produções a saber: PÓLVORA E POESIA, Melhor espetáculo e direção em 2010, é indicado ao prêmio de melhor ator, AS CONFRARIAS, melhor espetáculo em 2013. CARTOGRAFIA DO ABISMO 2014, A MÁQUINA QUE DOBRA O NADA, vencedor do Prêmio Bahia Aplaude de Teatro na categoria melhor espetáculo infanto-juvenil em 2015, O BOBO, 2016 WOYZECK-ZÉ NINGUÉM, 2017, AS CIDADES, 2019, espetáculo que concorre ao Prêmio Bahia Aplaude de Teatro, na categoria Revelação, (texto), ENSAIO PARA UMA REDENÇÃO, Prêmio Bahia Aplaude de Teatro na Categoria Melhor Texto 2020/2021. Escreveu, atuou e dirigiu o espetáculo [SEM] DRAMA, sendo indicado ao Prêmio Bahia Aplaude de Teatro 2022/2023 nas categorias Melhor espetáculo, melhor texto e melhor direção. Pelo espetáculo HOMEM É HOMEM, foi indicado aos prêmios de melhor direção e revelação pela cenografia, além da indicação aos prêmios de melhor ator para Lúcio Tranchesi e melhor espetáculo do ano.

SOBRE PEDRO DULTRA BENEVIDES

Diretor, Iluminador, integrante do Teatro Terceira Margem, fez desenho de luz dos espetáculos Cartografia do Abismo, O bobo, Woyzeck- Zé ninguém, As Cidades, [SEM] DRAMA e quatro por liberdade Professor Assistente B2 na Universidade Federal da Bahia. Entre os anos de 2015 e 2020 foi membro efetivo do quadro de Professores da UnB (Universidade de Brasília) Mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas/UFBA e Bacharel com habilitação em Direção Teatral (2007)..Com três anos de indicações consecutivas, o Iluminador ganhou o Prêmio Braskem de Teatro 2011, na categoria especial, pelo Desenho de Luz do espetáculo “Protocolo Lunar “.

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