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“Provocações Abertas” do Vila ocupa o Cine Glauber Rocha, o Museu de Arte da Bahia e o Goethe-Institut

  • Destaque 1-palavras, Educação, Palavras, Sub-Editoria Palavras
  • 2026-05-09
  • Sem comentários
  • 6 minutos de leitura

Com filmes, performance, mostra multimídia e lançamento de publicações digitais, o projeto apresenta o resultado das pesquisas desenvolvidas no acervo do Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha: Nós, Por Exemplo

Fonte inesgotável de criação, formação e produção de conhecimento, o Teatro Vila Velha vem novamente a público apresentar obras que são frutos de provocação, pesquisa e processos criativos em diversas linguagens, formatos e linhas de investigação, nas áreas da Arte-Educação, Audiovisual, Multimídia e Literatura Digital. Através do Programa “Provocações Abertas”, sete pesquisadores fizeram, ao longo de quatro meses, uma imersão minuciosa e intensa no Centro de Pesquisa e Memória do Vila, garimpando arquivos, documentos, fotografias e uma série de registros.

Sob a curadoria de Ana Dumas, Gil Maciel, Thiago Romero e supervisão artística de Marcio Meirelles, o jornalista Lucas Fróes produziu o filme  “Nós, Por Exemplo…”, documentário que reconta o show histórico, em 1964, que lançou os eternos tropicalistas: Bethânia, Caetano, Gal Costa, Gilberto Gil e Tom Zé; a jornalista e diretora Hewelin Fernandes apresenta o filme “O Avesso da Atriz – Sônia Robatto”, que reconstrói a trajetória da artista, escritora e uma das fundadoras do Vila. 

Na vertente da Arte-Educação, a pesquisadora Débora de Souza presenteia o público com a publicação “A dramaturgia de Maria Manuela: cenas do Teatrinho Chique-Chique no Vila Velha” e a historiadora Denise Pereira Silva com a obra “Memória e História do Vila: juventude e cidadania”; tem ainda o artista visual Túlio Carapiá e a editora e roteirista Clara Cerqueira com “Um passeio fora da caixa: Dos Novos ao Vila”, um livro em quadrinhos sobre a criação do Teatro dos Novos e do Vila; e a apresentação e performance sobre o livro-objeto “Instruções para caminhar a contrapelo”, um caderno de artista criado a partir do livro de Carlos Marighella, do artista cênico equatoriano David Albarracin. As propostas foram selecionadas através de uma chamada pública lançada em setembro do ano passado e que recebeu 40 inscrições, entre os seguintes eixos temáticos: Palcos (Eixo 1); Plateias (Eixo 2); Palavras (Eixo 3); e Imagens (Eixo 4), 

Os eventos são parte do projeto TEMPO: “Disseminação Cultural e Inclusão Social no Teatro Vila Velha”, projeto 21.792, que tem parceria com a Fundação Banco do Brasil, e se destina a promover o acesso de comunidades vulneráveis à arte e à cultura a partir do Teatro Vila Velha.  Além do investimento em quatro edições do Pé de Feijão – Arte e Educação, com suas ações de formação que beneficiaram em torno de três mil crianças e educadores; nesta turma 2025/2026 da universidade LIVRE, que apresentou “Odisséia + Paisagem com Argonautas” no Espaço Cultural da Barroquinha; o projeto apoiou a organização, digitalização e disponibilização do acervo documental do Vila, e várias ações de pesquisa. 

O Teatro Vila Velha tem apoio financeiro para manutenção das suas ações continuadas, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Para ficar atualizado e bem informado sobre toda a programação, acesse o Instagram @teatrovilvelha e o site www.teatrovilavelha.com.br e acompanhe as novidades.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO 

Provocação Aberta – Multimídia 

DATA e HORÁRIO: 11 de maio – 19h

LOCAL: Goethe-Institut Salvador-Bahia –  Av. Sete de Setembro, 1809 – Vitória, Salvador – BA

INGRESSOS: Gratuito (acesso livre sujeito à lotação, chegar e entrar)

Apresentação e roda de conversa sobre “Um passeio fora da caixa: Dos Novos ao Vila”, um livro em quadrinhos sobre processos criativos, do artista visual Túlio Carapiá e a editora e roteirista Clara Cerqueira. E apresentação e performance sobre o  livro-objeto Instruções para caminhar a contrapelo, um caderno de artista criado a partir do livro de Carlos Marighella, no qual, por meio de fotografias, abas, pop-ups e colagens, a sensação de deriva é compartilhada junto às memórias registradas no diário de percurso, do artista cênico equatoriano David Albarracin.

  A proposta para apresentar o projeto se organiza em dois momentos: 

I. A performance: Ela é uma experimentação composta de dança e uma ação coletiva. Tempo de duração: 15 minutos.

II. Apresentação do livro-objeto: Uma fala sobre o livro e a experiência uns 5 a 10 minutos e a exposição do livro-objeto acontecendo ao longo da noite. 

O livro-objeto, é o produto da pesquisa e será exibido numa instalação onde possa ser olhado, tocado e vivenciado pelo público. A ideia é colocá-lo numa mesa para o acesso do público. 

CineVila Provocação Aberta 

Lançamento do documentário: Nós, Por Exemplo… e do curta-metragem O Avesso da Atriz – Sonia Robatto 

DATA e HORÁRIO: 12 de maio – 19h

LOCAL: Cine Glauber Rocha

INGRESSOS: Gratuito (mediante inscrição pelo forms + lista de convites institucionais do vila) https://forms.gle/EMEXuaEkxrhgXfaA9 

Exibição do vídeo documentário “Nós, Por Exemplo…”, uma dramaturgia do show de abertura do Teatro Vila Velha em 1964. E do curta-metragem: “O Avesso da Atriz – Sônia Robatto”, que mostra a importância da atriz e dramaturga e a paixão dela pelo teatro. Ambos resultados do trabalho de pesquisa do edital Provocação Aberta no Acervo do Vila Velha.  

Provocação Aberta – Arte e Educação 

DATA e HORÁRIO: 12 de maio – 15h

LOCAL: Museu de Arte da Bahia – Av. Sete de Setembro, 2340 – Corredor da Vitória, Salvador – BA

INGRESSOS: Gratuito (mediante inscrição pelo forms: https://forms.gle/n8oEXBr24hAXczBK6 

Apresentação de resultado final da pesquisa sobre a dramaturgia de Maria Manuela e o Teatrinho Chique-Chique desenvolvida a partir de documentos do acervo do Vila e palestra sobre Pesquisa, Memória e História do Vila: juventude e cidadania, um projeto que entrelaça memória familiar, história do Brasil e a potência da arte engajada.

O TEATRO VILA VELHA E A FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL 

O Teatro Vila Velha nasceu como um espaço de criação, rebelião e encontros. Ao longo de décadas, artistas, grupos e coletivos ajudaram a escrever uma história que atravessa gerações e permanece viva na memória da cidade. Essa trajetória está guardada no Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha: Nós, Por Exemplo. São documentos, imagens, cartazes, registros de espetáculos e arquivos que contam não apenas sobre o teatro, mas também sobre as transformações sociais e culturais da Bahia e do Brasil.

Agora, dentro do projeto TEMPO – Disseminação Cultural e Inclusão Social no Teatro Vila Velha, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, o Vila abre mais uma vez seus arquivos para convidar pesquisadores, estudantes, artistas da cena a se aproximarem desse acervo e a criarem novas leituras, outras narrativas e novos encontros a partir dele.

O processo inclui etapas de elaboração de um projeto de pesquisa, análise do acervo, criação de experimentos, realização de atividades públicas, culminando na produção de um material final que será publicado e compartilhado com o público, através da plataforma https://issuu.com/teatrovilavelha – onde há uma série de publicações a memória do Vila. 

Mais do que guardar memórias, o Teatro Vila Velha e a Fundação Banco do Brasil desejam ativá-las: fazer com que elas circulem, inspirem e se renovem em diálogo com as gerações. Esta Provocação Aberta é um convite para quem acredita que pesquisar memória é também inventar futuros, que olhar para os arquivos é também propor encruzilhadas entre o que já passou e o que ainda pode nascer.

O Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha: Nós, Por Exemplo guarda uma diversidade de documentos que remontam ao início do século XX, avançam ao longo de quase um século e colaboram para contar a história do teatro brasileiro desde então. 

O TEMPO também contempla o presente, na formação dos atuadores da universidade LIVRE do teatro vila velha; e o futuro, através do “Pé de Feijão – Arte e Educação”

SOBRE A FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL

Há 40 anos, a Fundação Banco do Brasil busca inspirar cada brasileiro a se tornar um agente de transformação da sociedade. A instituição acredita na força do coletivo para encontrar soluções viáveis na superação dos desafios e promoção do desenvolvimento sustentável, sendo uma das principais gestoras dos projetos socioambientais apoiados por meio do Investimento Social Privado – ISP do BB e de parceiros. Nos últimos 10 anos, foram investidos R$ 2,7 bilhões em 10 mil iniciativas que impactaram positivamente a vida de 6,8 milhões de pessoas de 3.400 municípios. 

SOBRE O TEATRO VILA VELHA

Com mais de 60 anos de história (completados em 31 de julho de 2024), o Teatro Vila Velha é um dos mais importantes e inovadores espaços de difusão artística do Brasil. Fundado em 1964 pela Sociedade Teatro dos Novos, está localizado no Centro de Salvador BA. Tem como missão fomentar a criação artística coletiva e comprometida com a reflexão e o respeito à diversidade. O Vila mantém intensa programação presencial e virtual, tem seus próprios programas de formação artística – a universidade LIVRE, que já revelou grandes nomes da arte nacional, e o Pé de Feijão que inicia crianças, adolescentes e professores no universo das artes da cena – e recebe espetáculos e artistas do mundo inteiro. Atualmente, o Vila começa a passar por uma reforma financiada pela Prefeitura de Salvador. Por essa razão, deu início ao programa ‘O Vila Ocupa a Cidade’, uma série de ações, criações e colaborações que mantém o Teatro Vila Velha atuante e presente, ao longo de 2024 e 2025, em diversos outros teatros e espaços culturais. A marca de um espaço sempre em experimentação, formação artística e constante diálogo com a sociedade.

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