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Queda da libido após a menopausa atinge 6 em cada 10 mulheres, mostra estudo brasileiro

  • Destaque 2-envelhescência, Envelhescência, Sub-Editoria Envelhescência
  • 2026-01-14
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Especialista explica como o climatério impacta corpo e mente e destaca que manter a vida sexual ativa contribui para a saúde física e emocional

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO), periódico científico da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), aponta que cerca de 60% das mulheres relatam redução da atividade sexual após a menopausa. O dado evidencia como o climatério, período de transição da fase reprodutiva, pode impactar diretamente a sexualidade e a qualidade de vida feminina.

Segundo a ginecologista Dra. Vanessa Apfel, que atua no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, na zona oeste do Rio de Janeiro, essa redução não está ligada apenas ao avanço da idade, mas a alterações hormonais específicas desse período.

“O climatério é marcado pela queda progressiva dos níveis de estrogênio e progesterona, hormônios que exercem papel fundamental na lubrificação vaginal, na elasticidade dos tecidos genitais, na resposta sexual e também no equilíbrio emocional”, destaca.

Ela explica que quando esses hormônios diminuem, é comum que a mulher perceba mudanças que afetam o desejo e o conforto durante a relação sexual.

Na prática clínica, a médica observa que sintomas como ressecamento vaginal, dor durante a relação, diminuição da libido, alterações do sono, ondas de calor e oscilações de humor costumam se sobrepor.

“Esses fatores muitas vezes se retroalimentam. O desconforto físico leva à evitação da relação, o que pode gerar frustração, insegurança e queda da autoestima. Sem orientação adequada, muitas mulheres passam a acreditar que perder o interesse sexual é algo inevitável nessa fase”, pontua Dra. Vanessa.

No entanto, evidências científicas recentes indicam que essa perda não é uma regra. Um estudo publicado em 2023 na revista científica oficial da The Menopause Society, uma das principais entidades médicas globais dedicadas ao estudo da menopausa, mostrou que mulheres que mantêm atividade sexual regular durante o climatério e a pós-menopausa apresentam melhor função sexual, com resultados mais favoráveis em domínios como excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação, quando comparadas àquelas com vida sexual infrequente.

“Esses achados reforçam algo que observamos no consultório: a sexualidade também é uma função que responde ao estímulo e ao cuidado”, afirma a médica.

“Manter a intimidade ativa contribui para a saúde da mucosa vaginal, para a resposta do corpo ao estímulo sexual e para o fortalecimento do vínculo emocional, além de impactar positivamente o bem-estar psicológico”, completa.

Para a especialista, o acompanhamento médico individualizado é essencial para atravessar o climatério com mais qualidade de vida.

“Existem diferentes estratégias terapêuticas, que vão desde o uso de hidratantes vaginais e mudanças no estilo de vida até, em casos bem indicados, a terapia hormonal”, salienta.

O mais importante, segundo ela, é que a mulher saiba que não precisa conviver com dor, desconforto ou perda do desejo como se isso fosse parte obrigatória do envelhecimento.

De acordo com a ginecologista, é fundamental ressaltar que o climatério não representa o fim da sexualidade, mas uma fase de transformação. “Com informação de qualidade, escuta qualificada e cuidado integral, é possível viver essa etapa com prazer, autonomia e saúde emocional”, finaliza.

Sobre o Hospital da Mulher Mariska Ribeiro
O Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, localizado na zona Oeste do Rio de Janeiro, é um complexo materno infantil gerenciado pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

Sobre o CEJAM

O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado, em 2025, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.

Neste ano, a organização lança a campanha CEJAM 2026: respeito à vida, respeito ao planeta. 365 dias cuidando do presente, transformando o futuro!

Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição.

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