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Rachel Reis sobre a representatividade na música: “Meu trabalho mostra para as meninas negras que é possível”

  • Música, Ribalta, Secundário 1, Sub-Editoria Ribalta
  • 2026-10-02
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Crédito: Érico Toscano

De Feira de Santana para o mundo, a ‘Sereiona’ retorna ao Festival Sangue Novo, no dia 18 de outubro, quatro anos após apresentar seu primeiro disco no evento.

De Feira para o mundo, a voz da “Sereiona” Rachel Reis vem ampliando o alcance da música brasileira, sem abrir mão das referências que formam sua identidade nos palcos. Após apresentar seu primeiro disco no Festival Sangue Novo há cerca de quatro anos, a cantora retorna ao “maior palco da temporada” com a Divina Tour, no próximo dia 18 de outubro, no Trapiche Barnabé, em Salvador. 

A trajetória da cantora ganhou destaque nacional com músicas como “Maresia”, que já ultrapassa 36 milhões de streams no Spotify, e “Bateu”, parceria com os Gilsons que supera 25 milhões de reproduções na plataforma. O sucesso não demorou para chegar. Hoje, a cantora já acumula duas indicações ao Grammy Latino pelos álbuns “Meu Esquema” e “Divina Casca”, ampliando a presença em espaços de destaque da música brasileira. 

“Pra mim é uma troca muito bonita. Meu trabalho mostra para as meninas negras que é possível, assim como tem sido possível pra mim, e a minha música carrega isso também. E elas me devolvem tudo em acolhimento e carinho. A mensagem que eu deixo é simples: confie no seu instinto”, afirma Rachel.

Mesmo com a expansão para diferentes públicos, palcos e regiões do país, a Bahia continua presente na construção musical da cantora. Rachel transita por referências como axé, afrobeats, reggae e pop eletrônico, mantendo a identidade regional como parte natural de seu processo criativo.

“Eu sou regional, assim como sou cosmopolita. Meu trabalho é de raiz e de antena. Eu mantenho minhas raízes visíveis independentemente do que eu esteja cantando e do que o momento pede. Isso é inerente a mim e acontece de forma completamente natural: sou só eu sendo eu, musicalmente, desde 2020 quando me lancei no autoral. Minha música parte da Bahia e circula entre universos musicais diferentes, porque sou muito atenta a tudo ao meu redor, e é isso que traz frescor pro meu trabalho. Sou a cantora que sou muito porque vim de um lugar extremamente musical e cheio de camadas. Tudo isso vai na bagagem na hora de construir minha música”, afirma.

Retornando ao palco que marcou um momento importante de sua trajetória, Rachel Reis se junta a doze artistas na 8ª edição do Festival Sangue Novo, que acontece nos dias 17 e 18 de outubro. 

“Sinto que agora, com o show da Divina Tour, a Sereiona tá mais realizada e pronta. Mais confortável, mais madura e mais mulher também. Foram anos de estrada, anos na construção desse novo disco que é tão querido pelo meu público, então eu espero que as pessoas recebam o show do “Divina Casca” com a mesma euforia e carinho que receberam “Meu Esquema”, eles são irmãos!”, brinca Rachel.

Com uma programação que reúne nomes de diferentes regiões do país, o line-up desta edição traz Céu, Rachel Reis, Juliana Linhares, Bia Soull, Getúlio Abelha, Zé Ibarra, Guigga Maraká, DJ Nate Mônaco, DJ Ubunto, Brega a Dois, Totô de Babalong e DJ Rick Nogueira.

O projeto tem patrocínio da Tim e do Estado da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria da Cultura e Secretaria da Fazenda. Apoio ProCultura, com realização da Maré Produções Culturais.

SERVIÇO:

[Festival Sangue Novo VIII]

Local: Trapiche Barnabé –  Av. Jequitaia, 5 – Comércio, Salvador – BA;

Datas: 17 e 18 de outubro;

Ingressos: via Sympla.

Artistas confirmados (13): Céu, Rachel Reis, Juliana Linhares, Bia Soull, Getúlio Abelha, Zé Ibarra, Guigga Maraká, Zaynara, DJ Nate Mônaco, DJ Ubunto, Brega a Dois, Totô de Babalong e DJ Rick Nogueira. 

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