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EXCLUSIVA – resenha de Bruno Passos sobre “O Menino e a Garça”

  • Audiovisual, Destaque 2, Sub-Editoria Tela, Tela
  • 2024-03-25
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Escrever e comentar sobre qualquer filme dos Studios Ghibli é uma tarefa complicada. As obras do gênio Hayao Miyazaki e companhia são de complexidades e profundidades únicas. Nada é comum aqui. Só para citar alguns dos melhores: “Princesa Mononoke”, “Os Serviços de Entregas da Kiki”, “Vidas ao Vento”, “Meu Amigo Totoro”. Todos disponíveis na Netflix.

Muita gente os chama de “A Disney Japonesa”. Ok, é compreensível. São grandes estúdios de animações, com importantes lições e seguem um estilo próprio, mas as semelhanças param por aí. Enquanto a marca do Mickey emociona com belas histórias e lições bem redondinhas para a família, as produções do estúdio oriental mergulham fundo na fantasia, na criatividade e na arte como forma de ver o mundo, seja numa fuga ou num mergulho de autoconhecimento (quem vai decidir isso é o espectador). Além de ter como base principal a alta qualidade dos seus projetos e a sua autenticidade.

Vamos pegar como exemplo o mais recente, e talvez derradeiro, filme de Myazaki. “O Menino e a Garça”, ganhador do Óscar de animação de 2024. Mas poderíamos também usar o outro espetacular e, olha só, também ganhador do Óscar de animação em 2003, “A Viagem de Chihiro (disponível na Netflix). Os dois são uma profunda e alegórica história sobre amadurecimento, luto, transformação, amizade, fuga e aprendizado. Tudo nos melhores e mais sensacionais tons de fantasia.

Neste “O Menino e a Garça”, disponível nos cinemas, acompanhamos a história de Mahito, um garoto que está passando por uma fase dificílima da sua vida, sua mãe morreu, seu pai vai se casar com a irmã da esposa falecida e eles vão se mudar… nova vida, nova fase, luto e o medo da guerra. Uma realidade ameaçadora, na qual uma criança deve buscar refúgio no imaginário… ou em alguma realidade alternativa (jamais saberemos). 

Ao se mudar para essa nova casa, Mahito conhece novos personagens bem peculiares, como as tias e, principalmente, a garça do título. Se você pensa que ela será uma grande parceira de aventuras do protagonista e que eles vão construir um forte laço de amizade… bem, pense de novo. A Garça é um personagem bizarro e curioso (ela tem dentes!). A partir dela, novos caminhos se abrirão.

São tantos símbolos e alegorias que é fácil se perder. Mas isso é bom, nem tudo tem uma explicação redonda, ou uma explicação qualquer. Não deixa de ser proposital, já que com essa confusão mental nós somos levados, intimamente, para o lado do nosso protagonista, que também está vivendo essa grande fase de transformação através de elementos inéditos e surreais. E tendo que aprender tudo enquanto os vive.

A estética do filme é, como sempre, marcante. A fluidez dos movimentos dos personagens parece uma coreografia natural, para isso, ele foi todo desenhado à mão (como curiosidade, basta saber que, para animar cada minuto do filme, foi necessário um mês de trabalho). Elementos de cena minimalistas proporcionam uma aura de leveza, mesmo com coisas bem estranhas acontecendo. A fotografia é iluminada e belíssima, cada fotograma desse filme pode ser impresso, emoldurado e pendurado na sala de estar. A trilha sonora é sutil, imersiva, não chama atenção mais que a história e sim ajuda a contá-la. Uma obra prima!

A angústia, o sofrimento, o desejo de estar em outro lugar e o apego aos entes queridos que se foram movem essa trama. A jornada do menino tem um propósito, mas não tem forma, nem objetividade. A cada passo que ele dá, as coisas se complicam e ele parece se afastar do fim desejado, e muitas vezes ele parece não se importar, como se entendesse que a vida tem os seus caminhos tortuosos e imprevisíveis e não há como controlar isso.

Acredito que uma obra de arte deve ser apreciada independentemente dos bastidores da sua criação. O que vale é o que chega para o público. Mas, como quero aqui, também, homenagear o criador, é quase impossível não pensar na sua figura, aos 83 anos, criando esse filme e analisando a sua própria finitude, pensando no que o espera do outro lado e qual o peso do seu legado. E se isso é terapêutico para ele, é um deleite para nós, que temos o privilégio de acompanhar.

Miyazaki vai, se não agora, em breve, se aposentar. E em algum momento vai sair desse plano para um outro que não sabemos qual vai ser, mas graças a sua obra podemos ter uma ideia. Ele já é imortal, pela sua arte, pelos mundos de fantasia que criou e nos apresentou. Seu legado são obras incríveis que fizeram adultos e crianças de todas as idades refletirem sobre a vida e, principalmente, sobre os limites e o fim desta.

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