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Sabores que contam histórias! A presença afro na gastronomia brasileira

  • Banquete, Comida, Destaque 1-banquete, Sub-Editoria Banquete
  • 2025-11-20
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Fotos: Eduardo Batista/ Senac

No Dia da Consciência Negra, Senac destaca a força ancestral que tempera o Brasil; chef Eduardo Batista fala sobre aromas, sabores, resistência e ensina duas receitas emblemáticas

O Senac, integrante do Sistema Fecomércio MG, celebra o Dia da Consciência Negra (20 de novembro) destacando uma das expressões mais vivas da herança africana no país: a culinária. Muito além de receitas e ingredientes, a gastronomia afro-brasileira é um patrimônio imaterial que transcende séculos, conectando fé, memória e identidade.

Para o docente Eduardo Batista, da Faculdade Senac de Gastronomia BH, essa herança é o alicerce da cozinha nacional. “A culinária afro-brasileira é a alma que dá ritmo ao sabor do nosso país. Ela preenche o prato e a nossa história. É memória, resistência, afeto e fé cozidos juntos. Sem a presença africana, nossa mesa seria silenciosa! É ela quem nos dá cor, perfume, intensidade e sentido.”

Entre os ingredientes que aportaram com os povos africanos, estão o feijão-fradinho, o quiabo, o amendoim, o coco, o gengibre e o marcante azeite de dendê — elementos que moldaram não só o paladar, mas a forma de cozinhar. Técnicas como o uso do pilão, as frituras rituais, o preparo de caldos e mingaus, além do costume de cozinhar com as mãos e utilizar folhas, expressam um modo de vida transmitido de geração em geração.

Em Minas Gerais, essas influências se misturam ao barro das panelas, ao fogo lento e à religiosidade das irmandades negras. “Nosso dendê pode ser mais tímido que na Bahia, mas nossa memória é profunda. Minas guarda África no modo de receber, na fartura fraterna, na cozinha que é terreiro e altar”, define Eduardo.

Ele explica ainda que o ensino da gastronomia tem papel essencial na preservação e valorização dessa herança. “Reconhecer a contribuição africana é devolver nomes às mãos que historicamente foram caladas. É mostrar que técnica sempre existiu, que ciência culinária já vivia nos terreiros, nas feiras e nos quintais. Ensinar é dar visibilidade, voz e história a quem sempre cozinhou com consciência.”

E para quem deseja celebrar o Mês da Consciência Negra à mesa, o docente sugere dois pratos emblemáticos da culinária afro-brasileira: o acarajé e o vatapá.

Sabores da ancestralidade
 

Acarajé

Rendimento: 2 porções | Tempo de preparo: 24h (pré-preparo) + 40min

Ingredientes:

  • 250g de feijão-fradinho
  • 1 cebola média
  • Sal a gosto
  • ½ cebola descascada (para fritar)
  • Azeite de dendê (para fritar)

Modo de preparo:

Bata o feijão-fradinho seco rapidamente no liquidificador, apenas para quebrar os grãos. Deixe de molho por 24 horas. Escorra, retire as cascas e bata novamente com a cebola até obter uma massa homogênea. Bata bem a massa em uma tigela até ficar aerada e acrescente sal.
Aqueça o azeite de dendê com meia cebola para perfumar e frite os bolinhos modelados com duas colheres até dourarem. Sirva puro, com molho de pimenta ou recheado com vatapá, caruru e salada de tomate verde.


Vatapá

Rendimento: 1 a 2 porções | Tempo de preparo: 60min

Ingredientes:

  • 100g de pão dormido
  • 100ml de leite de coco
  • 15g de camarão seco (sem cabeça)
  • 25g de amendoim torrado (sem pele)
  • 25g de castanha de caju
  • 50ml de azeite de dendê
  • 50g de cebola ralada
  • 5g de gengibre ralado
  • 200ml de caldo de cabeça de peixe
  • Sal a gosto

Modo de preparo:

Deixe o pão amolecer em água. Bata o camarão seco no liquidificador ou pilão até virar pó e reserve. No liquidificador, bata o pão com o amendoim e a castanha de caju. Refogue a cebola e o camarão em azeite de dendê. Adicione o pão batido e o gengibre, mexendo sempre. Acrescente o caldo e o leite de coco, cozinhando até soltar da panela. Finalize com o restante do dendê.

Gastronomia Afrodescendente 

Diversos chefs celebram a ancestralidade. No país, chefs brasileiros têm se destacado por valorizar e difundir a gastronomia afrodescendente, transformando a cozinha em um espaço de resistência e afirmação cultural. Entre eles estão Carmem Virgínia, que traduz a ancestralidade em criações vibrantes; Aline Chermoula, referência na cozinha de matriz africana; Benê Ricardo, considerada a primeira chef de cozinha do Brasil, inspiração e pioneira na valorização da identidade negra na gastronomia. Outros nomes como João Diamante, que alia trabalho social à pesquisa das origens africanas, e Dandara Batista, representante da nova geração de chefs negros, reafirmam o protagonismo da cultura afro-brasileira na formação do paladar nacional.

“A cozinha brasileira é uma grande roda de conversa. A mandioca indígena se encontra com o pilão africano; as panelas portuguesas se enchem de tempero negro; e dessa mistura nasce um país. A culinária afro-brasileira não vem sozinha. Ela tece pontes, cria caminhos e faz do Brasil um lugar onde tradição vira reinvenção a cada panela”, finaliza Eduardo Batista.

Para conhecer mais sobre o curso de graduação em Gastronomia, acesse o site do Senac.

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