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Alergias ou infecções? Saiba como diferenciar doenças respiratórias durante o outono

  • Destaque 2-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2025-04-14
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Só em 2025, foram registrados mais de 168 mil casos de covid-19

Com a chegada de temperaturas mais amenas provocadas pelo outono, alguns sintomas de diferentes doenças respiratórias podem confundir. “Cada condição deve ter atendimento adequado”, indicado pelo médico generalista e pneumologista do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), que explica o que deve ser levado em consideração neste período do ano.

Saiba quais são as doenças de outono:

– Alergias e os “Ites” crises de rinite, sinusite, faringite: por conta da maior concentração de poeira e poluentes no ar, ocorre com mais frequência os quadros alérgicos nesse período do ano. As mucosas ficam ressecadas e há aumento de crises de rinite, sinusite, faringite e asma.

O que difere as doenças é que a rinite é uma inflamação de crises alérgicas que acomete o nariz. Já a asma é uma doença inflamatória crônica que ataca o sistema respiratório, especialmente, os brônquios. A faringite, bem como a sinusite, são infecções que podem ser causadas por vírus e bactérias e não só uma simples alergia, inflamando a faringe e os seios da face, respectivamente.

– Resfriados e pneumonias: a baixa umidade durante os meses de outono pode irritar as mucosas das vias aéreas e aumentar a probabilidade de infecções por diversos vírus como rinovírus e adenovírus, responsáveis pelos resfriados e pneumonias.

O que pode contribuir para o aparecimento dessas doenças são as mudanças bruscas de temperatura. Neste ano, os extremos do clima como o calor intenso e a chegada abrupta de uma frente fria aumentam o risco de infecções virais.

O mesmo pode acontecer com o uso de ar condicionado, local onde pode haver ainda acúmulo de bactérias e outros agentes como legionella.

– Gripe / Influenza: Com a queda de temperatura, normalmente as pessoas tendem a ficar mais tempo em locais fechados, o que ajuda a proliferar o vírus influenza, que tem alta transmissibilidade por espirro e tosse. O contato direto das mãos e objetos comuns como corrimões e maçanetas também aumentam o risco de contágio da gripe.

– Resfriados: Os sintomas de mal-estar, espirros, coriza e obstrução nasal, febre se tornam leves depois de 48 horas, nos casos de resfriados. Já o quadro inicial da gripe se assemelha ao do resfriado, porém, o tempo do paciente sintomático é maior, tendo duração em torno de uma semana, podendo até levar a falta de apetite e a perda de peso.

– Viroses: O mesmo explicado no caso de gripe acontece em quadros de virose. O tempo seco de outono favorece a colonização de vírus e infecções respiratórias, que têm rápida transmissão entre as pessoas. É comum as viroses causarem diarréia, febre, vômito, enjôo, dor muscular, dor na barriga, dor de cabeça, secreção nasal e entre outros sintomas.

– Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC): é um grupo de doenças respiratórias muito relacionadas ao tabagismo. Com o ar seco e a inflamação de mucosas entre os meses março e junho, há maior incidência da bronquite crônica (estreitamento das vias aéreas) e do enfisema (danos irreversíveis nos alvéolos).

– Covid-19: além de todas as doenças do outono, após a pandemia iniciada em 2020, é possível ainda confundir os sintomas provocados pelo coronavírus. Para diferenciar, normalmente, há o aparecimento de quadro inflamatório da garganta, evoluindo para tosse seca, seguida de espirros, coriza, mal estar, febre, bem como fraqueza. É possível ainda identificar por meio da diminuição do olfato e paladar.



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