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  • História e Patrimônio, Palavras, Principal, Sub-Editoria Palavras
  • 2025-05-26
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

O Brasil tem a maior diversidade genética do mundo

Da Redação

“Nós revelamos uma notável diversidade genômica dos brasileiros, com a identificação de mais de 8 milhões de novas variantes.” Essa frase abre um estudo revolucionário publicado na prestigiada revista Science e resume o impacto de uma das maiores investigações genéticas já realizadas na América Latina. Conduzido por 24 cientistas de 12 instituições, o projeto sequenciou o genoma completo de 2.723 indivíduos de todas as regiões do Brasil — e revelou um mosaico genético sem precedentes no planeta.

Mais do que um feito científico, os resultados lançam luz sobre a história do país, desafiam o eurocentrismo dos bancos genéticos globais e pavimentam o caminho para avanços na medicina de precisão no Brasil.

Um DNA como nenhum outro

O DNA humano é 99,9% idêntico em todos os indivíduos. É nos 0,1% que residem as variações que definem nossas características físicas, predisposições a doenças e até respostas a medicamentos. No caso dos brasileiros, essas variações são especialmente gerais e complexas: o estudo convenções 8.721.871 mutações inéditas , nunca antes registradas em bancos de dados internacionais.

Esse número impressionante é consequência direta da origem miscigenada da população brasileira , formada por séculos de entrelaçamento genético entre indígenas, africanos, europeus e, em menor escala, asiáticos e outros povos. Ao comparar o material genético dos brasileiros com o de 270 mil pessoas de outras nacionalidades, os pesquisadores não apenas encontraram essas variantes únicas, como constataram que o Brasil possui a maior diversidade genética do mundo .

DNA que conta histórias

O projeto “DNA do Brasil”, iniciado em 2019 e abraçado pelo Ministério da Saúde em 2020, foi além da técnica de análise. Ele trouxe à tona a própria história do país — não a contada apenas nos livros, mas aquela gravada nas moléculas que compõem nossos corpos.

O DNA revelou, por exemplo:

·          Fragmentos genéticos de povos indígenas extintos na colonização, ainda presentes na população atual;

·          Combinações de genomas africanos únicos , formadas pela mistura de grupos distantes entre si no continente africano, mas que foram encontradas no Brasil escravocrata;

·          Uma assimetria genética de gênero : 71% das linhagens do cromossomo Y (herança paterna) são europeias, enquanto 42% das mitocôndrias (herança materna) são africanas e 35% indígenas — reflexo direto da violência sexual durante a colonização.

“É o DNA confirmando aquilo que a história já contava. Uma cicatriz de violência do nosso país”, diz a geneticista Maria Cátira Bortolini, coautora do artigo.

Impactos na medicina e na saúde pública

As descobertas não são apenas acadêmicas. Elas têm implicações práticas diretas na saúde dos brasileiros . O estudo envolve 36.637 variantes genéticas ambientais nocivas — mutações que podem influenciar o risco de doenças como hipertensão, colesterol alto, obesidade, malária, hepatite e tuberculose.

Esses dados, antes de ausentes dos bancos internacionais focados em questões brancas europeias ou norte-americanas, permitirão:

·          Testes genéticos mais precisos , com bases de comparação com a diversidade brasileira;

·          Diagnósticos mais confiáveis para doenças raras e complexas;

·          Desenvolvimento de medicamentos e tratamentos personalizados , com base nas variantes mais comuns no Brasil;

·          Formulação de políticas públicas em saúde , voltadas às necessidades reais da população.

A geneticista Lygia da Veiga Pereira, coordenadora do projeto, destaca: “Agora temos uma base sólida que representa quem somos de verdade. Isso nos permitirá compensar diagnósticos e terapias para a realidade brasileira.”

Evidências de seleção natural

Além das doenças, o estudo também encontrou sugestões de seleção natural em ação no DNA brasileiro . Algumas variantes foram demonstradas associadas à fertilidade (idade da menarca e menopausa, número de filhos), ao metabolismo (índice de massa corporal, níveis de colesterol) e ao sistema imunológico (resistência a retrovírus e infecções).

Essas variações, que se mostraram vantagens no passado, podem ter novos significados hoje. “Um gene que retardava o metabolismo da gordura, benéfico em tempos de deficiência, hoje pode estar associado à obesidade”, explica Pereira.

Diversidade por região

O mapeamento métrico detalhado também revelou diferenças regionais marcantes no Brasil:

·          Norte : maior presença de ancestralidade indígena;

·          Nordeste : forte influência africana;

·          Sul : predominância europeia (sobretudo do sul da Europa);

·          Sudeste e Centro-Oeste : maior mistura das três origens.

Apesar disso, mesmo dentro de cada região, há grande variabilidade. A história da miscigenação é também a história da mobilidade, da migração internacional e da diversidade cultural brasileira.

O futuro começa agora

A primeira etapa do projeto analisou 2,7 mil pessoas. Em breve, uma nova leva com mais de 12 mil genomas , incluindo populações tradicionais como quilombolas, ribeirinhos e caiçaras, deve ser incorporada ao banco nacional — o primeiro do tipo na América Latina.

Esse banco, administrado pelo Ministério da Saúde, estará aberto a pesquisadores do Brasil e do mundo, democratizando o acesso aos dados e incentivando descobertas futuras.

O objetivo é claro: usar a ciência para transformar vidas , com uma medicina mais justa, inclusiva e eficaz.

“O brasileiro é um mosaico genético único. Conhecer nossa genética é conhecer melhor a nós mesmos — e cuidar melhor da nossa saúde”, conclui Tábita Hünemeier, uma das cientistas à frente do projeto.

Foram identificadas 8,7 milhões de variações genéticas nunca antes catalogadas;

O Brasil tem o DNA mais diverso do mundo;

As descobertas ajudam a explicar a história do país e podem revolucionar a medicina no Brasil;

A pesquisa traz luz para doenças antes ignoradas e abre caminhos para tratamentos mais eficazes.

Fontes: Revista Science, pesquisadores do projeto DNA do Brasil, Ministério da Saúde, USP, UFRGS

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