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Doenças por falta de saneamento causam 11 mil mortes no Brasil em 2023

  • Destaque 1-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2025-04-10
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, dados alarmantes de um estudo do Instituto Trata Brasil revelam como a ausência de saneamento básico continua impactando a saúde brasileira. Em 2023, o Brasil registrou 11.544 óbitos por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI), evidenciando a precariedade da infraestrutura básica que afeta, principalmente, populações vulneráveis.

As DRSAI podem ser divididas em grupos específicos, com destaque para as doenças de transmissão feco-oral, responsáveis por 49,1% dos óbitos (5.673 casos), e as doenças transmitidas por inseto vetor, que representaram 46,7% das mortes (5.394 casos). 

Tabela 1 – Número de óbitos por DRSAI e seus grupos, unidades da Federação e Brasil, 2023

De acordo com a tabela acima, a região Sudeste concentrou o maior número de mortes (4.828), principalmente devido à dengue em Minas Gerais e São Paulo.

Já a região Nordeste registrou 28,6% das mortes (3.305 óbitos), com destaque para Bahia (1.135), Pernambuco (582) e Ceará (391). No Nordeste, diferentemente do Sudeste, 55,5% das mortes foram por doenças de transmissão feco-oral, com participações maiores desse grupo nos estados do Maranhão (80,1%), Piauí (70,9%), Ceará (73,9%) e Rio Grande do Norte (83,7%).

Diante desse cenário, urge a necessidade de avançar na melhoria dos serviços básicos para toda a população brasileira. Priorizar a universalização do saneamento básico poupa vidas, promovendo o aumento da expectativa de vida. Condições adequadas de saneamento podem contemplar a diminuição da degradação ambiental e melhoria da saúde da população, garantindo o futuro saudável dos cidadãos.

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