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Estudos apontam o impacto dos alimentos ultraprocessados na artrose

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  • 2025-06-30
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Médico ortopedista explica por que a adoção crescente desse tipo de alimentação pode comprometer a saúde muscular e acelerar o desgaste das articulações

O consumo de alimentos ultraprocessados vem crescendo significativamente nas últimas décadas, e os impactos vão muito além da obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Um estudo apresentado na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA) trouxe um novo alerta: dietas ricas nesses alimentos estão associadas ao acúmulo de gordura intramuscular nas pernas, especialmente na região da coxa, o que pode contribuir para o desenvolvimento de doenças ósseas, como a osteoartrite (também conhecida como artrose).

O levantamento analisou a dieta e exames de imagem de mais de 600 pessoas com risco aumentado para osteoartrite, mas ainda sem sintomas da doença. A pesquisa revelou que, quanto maior o consumo de alimentos ultraprocessados, maior era a quantidade de gordura infiltrada nos músculos, independentemente da quantidade de calorias ingeridas ou do nível de atividade física.

Para entender melhor essa correlação entre alimentação e saúde osteomuscular, a Zimmer Biomet consultou o Dr. Mauro Meyer, médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho e quadril. Segundo ele, a infiltração de gordura nos músculos interfere diretamente no suporte das articulações, aumentando o risco de desgaste precoce da cartilagem.

“Melhorar a qualidade da dieta é uma das estratégias fundamentais para preservar a saúde muscular e articular. O aumento da gordura intramuscular compromete a função dos músculos e reduz a estabilidade das articulações. Músculos enfraquecidos não conseguem absorver adequadamente os impactos, o que gera sobrecarga em articulações como as do joelho. Essa sobrecarga, por sua vez, acelera o desgaste da cartilagem, o que pode levar à osteoartrite”, explica Dr. Mauro.

O que é a osteoartrite e por que os alimentos importam?

A osteoartrite, também conhecida como artrose, é a forma mais comum de artrite e está relacionada ao desgaste progressivo da cartilagem que recobre as articulações. Esse desgaste pode causar dor, rigidez e limitação de movimentos. Embora fatores como idade avançada e predisposição genética influenciem o surgimento da doença, o estilo de vida desempenha um papel crucial, especialmente o sobrepeso, o sedentarismo e a má alimentação.

Adotar uma dieta pobre em nutrientes anti-inflamatórios e protetores da cartilagem, como cálcio, vitamina D, ômega-3 e antioxidantes, pode acelerar esse processo. Alimentos ultraprocessados, por outro lado, são ricos em gorduras saturadas, açúcares e aditivos químicos, que aumentam a inflamação sistêmica e reduzem a qualidade dos tecidos musculares e articulares.

“Ter uma alimentação rica em vegetais, frutas, grãos integrais, fontes magras de proteína e gorduras boas ajuda a manter o peso sob controle, a reduzir processos inflamatórios e a fortalecer músculos e ossos. Associar isso à prática regular de exercícios físicos é essencial para evitar a sobrecarga articular e prevenir doenças como a osteoartrite”, recomenda o ortopedista.

Tratamentos e os avanços da cirurgia robótica

Nos estágios iniciais, a osteoartrite pode ser tratada com medidas paliativas, como medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, fisioterapia, perda de peso e fortalecimento muscular. No entanto, nos casos avançados em que o desgaste da cartilagem compromete severamente a mobilidade e a qualidade de vida, a intervenção cirúrgica se torna necessária.

Um dos procedimentos mais eficazes é a artroplastia do joelho, que consiste na substituição da articulação danificada por uma prótese. Com o avanço da tecnologia, a cirurgia passou a contar com o apoio de plataformas robóticas, como o sistema ROSA®, da Zimmer Biomet.

“Os médicos seguem no controle total da cirurgia, mas com o auxílio da robótica conseguimos uma precisão milimétrica no encaixe da prótese, personalizada de acordo com a anatomia de cada paciente. Isso permite menor tempo de internação, menos dor no pós-operatório, menos uso de analgésicos e, em muitos casos, o retorno para casa no mesmo dia da cirurgia, sem necessidade de muletas ou andadores”, destaca Dr. Mauro.

“Além disso, a robótica tem contribuído para aumentar a longevidade das próteses e a qualidade do resultado funcional. Cada paciente deve ser avaliado individualmente para receber a melhor indicação terapêutica”, conclui.

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