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Alzheimer: Entenda como a doença que causou a interdição de FHC avança

  • Destaque 1-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2026-05-01
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Crédito: JF DIORIO/Agência Estado

O alzheimer é uma doença neurodegenerativa que tem progressão continuada, mas existem alguns estágios pelos quais ela passa, afirma o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o FHC, teve sua interdição concedida pela Justiça de São Paulo após o agravamento de um quadro de Doença de Alzheimer. A decisão prevê que seu filho, Paulo Henrique, atue como curador provisório, responsável por questões financeiras e cotidianas, função que já vinha exercendo nos últimos anos.

O caso de FHC reacende o debate sobre a progressão da doença e os impactos nas funções cognitivas, especialmente em estágios mais avançados, quando o paciente passa a depender de cuidados constantes.

De acordo com o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, o Alzheimer evolui de forma gradual, com diferentes níveis de comprometimento ao longo do tempo.

“O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que tem progressão continuada, não tem cura, mas existem alguns estágios pelos quais ela passa que quando bem mapeados e com um diagnóstico precoce podem ser manejados para dar uma melhor qualidade de vida ao paciente”, explica.

Fase inicial: sinais sutis
Nos estágios iniciais da condição, os sintomas podem ser leves e muitas vezes confundidos com esquecimentos comuns do envelhecimento. Dificuldade para lembrar compromissos recentes, perda de objetos e lapsos de memória são alguns dos primeiros sinais.

“Nessa fase, o paciente ainda mantém boa parte da autonomia, o que pode dificultar a identificação precoce da doença. Por isso, a observação de mudanças frequentes no comportamento é essencial para buscar avaliação médica”, destaca o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

Fase intermediária: perda de autonomia
Com a progressão da doença, os sintomas se tornam mais evidentes. O paciente pode apresentar dificuldades para realizar tarefas do dia a dia, desorientação no tempo e espaço e alterações no comportamento.

“É nesse estágio que a doença começa a impactar de forma mais significativa a independência do indivíduo.A necessidade de supervisão passa a ser mais constante, especialmente para atividades básicas”, afirma.

Fase avançada: Dependência total
Nos estágios mais avançados da condição neurodegenerativa, o comprometimento cognitivo é severo. O paciente pode perder a capacidade de reconhecer familiares, se comunicar com clareza e realizar atividades simples.

“Na fase avançada, há uma dependência quase total de cuidados, tanto físicos quanto emocionais. Esse cenário exige acompanhamento contínuo de familiares e profissionais de saúde”, explica Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

Impactos na vida familiar e legal
Além das consequências clínicas diretas ao paciente, o Alzheimer também traz implicações jurídicas, como a interdição. A medida é adotada quando a pessoa não tem mais capacidade de tomar decisões de forma autônoma.

“O suporte familiar é fundamental em todas as fases, tanto no cuidado quanto na tomada de decisões importantes”, reforça.

Casos como o de FHC evidenciam a importância de planejamento e acompanhamento ao longo da evolução da doença. Apesar da condição não ter cura, o diagnóstico precoce pode ajudar a retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

“Identificar a doença no início permite intervenções que ajudam a preservar funções cognitivas por mais tempo”, finaliza o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

Sobre Dr. Fabiano de Abreu AgrelaDr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues MRSB/P0149176 é Pós-PhD em Neurociências, eleito membro da Sigma Xi – The Scientific Research Honor Society (instituição na qual mais de 200 membros já receberam o Prêmio Nobel) e Sócio Agregado da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa (SCML) em Portugal (registo nº 6372). É também membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, da Royal Society of Biology e da The Royal Society of Medicine no Reino Unido, da The European Society of Human Genetics em Viena, Áustria, e da APA – American Philosophical Association nos Estados Unidos.

Mestre em Psicologia, Licenciado em História e Biologia, possui também o título de Tecnólogo em Antropologia e Filosofia, com diversas formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. Dr. Fabiano é membro de prestigiadas sociedades de alto QI, incluindo Mensa International, Intertel, ISPE High IQ Society, Triple Nine Society, ISI-Society e HELLIQ Society High IQ.

Autor de mais de 400 estudos científicos e 31 livros, atua como professor convidado na PUCRS e Comportalmente no Brasil, UNIFRANZ na Bolívia e Santander no México. Além disso, é Diretor do CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito e criador do projeto GIP, que estima o QI por meio da análise da inteligência genética.

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