Ir para o conteúdo
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
Facebook Instagram

Para refletir! Antes era fosfato de pensamento, hoje é o império da enganosa dopamina

  • Atitude, Comportamento, Principal, Sub-Editoria Atitude
  • 2024-07-08
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Por Danilo Suassuna e Ricardo Reuters

Assistimos a uma transformação notável na maneira como a sociedade valoriza o pensamento e a interação com informações. Anteriormente, numa era que podemos chamar de “fosfato de pensamento”, o raciocínio profundo e a reflexão crítica eram altamente estimados. Hoje, porém, vivemos sob o “império da enganosa dopamina”, onde predominam as gratificações imediatas e superficiais.

Aqui se perde o eixo do que chamamos de vocação. Envolve-se menos com algo, envolve-se pouco com muito e não há relação suficiente para geração de reconhecimento e identificação. Nos relacionamos menos com a nossa origem, nos desconectamos de onde estamos e ficamos sem caminho para construir o nosso “para onde vamos”, a parte do nosso destino que é desenvolvida por nós. Nos perdemos em nós mesmos, pela inundação de pseudo possibilidades. Uma sociedade que eu chamo de “tutti fruti”, que não consegue distinguir o que é o que, mas acha-se tudo “gostosinho” – enquanto não acaba o gosto, é claro.

A passividade e as pseudo-recompensas

Elementos como curtidas em redes sociais, notificações instantâneas e conteúdos rapidamente consumíveis são engenhosamente projetados para acionar a liberação de dopamina, cativando-nos a permanecer atrelados a plataformas e atividades que premiam esforços mínimos com gratificação imediata. Tal mecanismo fomenta uma passividade perigosa, onde o indivíduo pode se tornar reticente em buscar desafios mais significativos ou envolver-se em atividades que demandam um investimento mental ou físico mais substancial. Este cenário desafia a noção tradicional de engajamento e produtividade, colocando em questão a qualidade e a profundidade de nossas interações e realizações no mundo moderno. E a pergunta fica… será que se produz? Se sim, o que?

Estamos aceitando não sermos nós mesmos, entramos num ciclo vicioso de autenticidade coletiva. Achamos que estamos sendo autênticos, quando estamos somente nos familiarizando com um grupo de pessoas que possuem o mesmo set de entregas no algoritmo. Academias, trends, e muito mais…. Pessoas achando que são autênticas, mas estão somente se enquadrando numa embalagem pasteurizada. Ou seja, se torna ser sobre o que você aceita o seu cérebro fazer com você. Não se desenvolve personalidade. Sem personalidade definida, fica muito difícil desenvolver a identidade produtiva que nos guia como um norte a ser seguido, aquilo que nos motiva a construir os nossos objetivos de vida.

A ascensão da dopamina no cotidiano

A dopamina, um neurotransmissor ligado ao prazer e à recompensa, tem um papel crucial em nosso sistema de recompensa cerebral. Ela é liberada em atividades prazerosas, que vão desde comer um doce até receber curtidas nas redes sociais. Esta busca incessante por prazer tem reformulado profundamente nossas interações sociais e nosso consumo de informação, favorecendo o entretenimento rápido e acessível em detrimento de conteúdos que demandam maior profundidade e reflexão.

Isso causa um impacto determinante nas buscas inerentes à nossa existência, dano irreparável na verdadeira motivação. A busca por recompensas é fruto do esforço de construção, como a segurança, conforto, relevância social e outras conquistas individuais com impactos coletivos.

Implicações psicológicas da “dopaminização”

Do ponto de vista psicológico, a prevalência da dopamina traz implicações significativas. A exposição constante a estímulos que liberam dopamina pode levar a uma adaptação cerebral, exigindo sempre mais estímulos para obter o mesmo nível de satisfação. Esse fenômeno, conhecido como habituação, pode reduzir a nossa capacidade de manter a atenção prolongada e empobrecer nosso pensamento crítico.

Além disso, essa ênfase na dopamina pode encobrir emoções mais profundas e complexas, fazendo com que muitos evitem confrontar ou processar sentimentos negativos. A opção pela distração imediata é sempre mais acessível, podendo ter impactos negativos na saúde mental a longo prazo, pois o processamento emocional é vital para o bem-estar psicológico. 

Desenvolve-se uma estrutura que se baseia na pessoa dizendo involuntariamente para si própria: “Tenho uma identidade virtual para alimentar, não tenho espaço para o ambiente, o contexto e nem para o outro”.

Mimamos as mentes de uma forma praticamente irreparável. Perdemos a capacidade de discernir a diferença entre a identidade de consumo e a identidade produtiva. Eu defendo essa diferenciação para que possamos resgatar a mentalidade de produção e contribuição relacional, social e coletiva das pessoas. Precisamos compreender que a mente consumidora é mimada pelos estímulos comerciais que recebe e que a mente produtiva tem que ser objetiva, capacitada e determinada. 

Com o aumento da exposição das pessoas aos estímulos da mente consumidora, temos Identidades produtivas afetadas, passivas e subservientes. 

O papel da Psicologia na era da dopamina

Temos um papel fundamental em oferecer estratégias para ajudar as pessoas a navegar e gerenciar essas influências, promovendo uma compreensão mais profunda de como a mente humana responde aos desafios modernos. É essencial reconhecer e abordar essas mudanças, incentivando práticas que fomentem o pensamento crítico e a reflexão, como a leitura, o debate e a meditação, para trazer equilíbrio a balança entre o prazer rápido e o pensamento substancial.

Em uma época onde ficou “chique” e importante dominar o vocabulário neurocientífico, como se conhecer termos como “dopamina” e “efeitos dopaminérgicos” nos transformasse em especialistas, devemos estar atentos à superficialidade. A verdadeira compreensão científica vai muito além do uso de jargões. Ela se constrói na capacidade de integrar esse conhecimento de maneira significativa às nossas vidas, promovendo não apenas o bem-estar, mas também um envolvimento mais rico e profundo com o mundo ao nosso redor.

Posso observar que o resultado coletivo disso tudo é uma sociedade apática, pasteurizada e problematizada. Precisamos da atuação do Psicólogo na compreensão desses ajustes que serão necessários no indivíduo. Temos que resgatar algo que está dentro das pessoas, a vontade de serem produtivas, colaborativas e a compreensão da real identidade de existência mais ampla, e não resumida ao que está sendo entregue naquele recorte da realidade que o algoritmo exibe nas telas.

Sobre Danilo Suassuna

Doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2008), possui graduação em Psicologia pela mesma instituição. Autor do livro “Histórias da Gestalt-Terapia – Um Estudo Historiográfico”. Professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e do Curso Lato-Sensu de Especialização em Gestalt-terapia do ITGT-GO. Coordenador do NEPEG Núcleo de estudos e pesquisa em gerontologia do ITGT. É membro do Conselho Editorial da Revista da Abordagem Gestáltica. 

Sobre Ricardo Reuters

Ricardo Reuters é Estrategista de Marketing e especialista em Desenvolvimento de Mercado.

Relacionado

Gostou do conteúdo?
Compartilhe:

PrevAnteriorO Suco de Bahia faz sua terceira edição na Cantina da Lua
PróximoSetor cultural impulsiona crescimento e geração de empregos no BrasilNext
Picture of Iven

Iven

Postagens Recentes

Teatro Castro Alves abre inscrições para cursos gratuitos de música sinfônica

25 de maio de 2026

Pernambucano se torna primeiro brasileiro a vencer tradicional concurso de composição nos EUA

25 de maio de 2026

Correr faz mal para o joelho? Ciência esclarece os impactos da corrida na saúde ortopédica

25 de maio de 2026

VSR avança entre crianças e influenza A cresce entre adultos, alerta especialista

25 de maio de 2026
Ver mais

Jornalista que gosta muito do que faz e que quer dar espaço para quem quer mudar o mundo para melhor.

Icon-facebook Instagram

Postagens Recentes

Correr faz mal para o joelho? Ciência esclarece os impactos da corrida na saúde ortopédica

VSR avança entre crianças e influenza A cresce entre adultos, alerta especialista

Converse, Los Angeles Dodgers e UNDEFEATED apresentam edição especial do Chuck 70

Conheça Doris e Equipe

Copyright © 2023. Todos os direitos reservados.

  • Política e Privacidade
  • Contato
  • Anuncie aqui

Carregando comentários...