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As caixas cheias de arte de Bob Pires

  • Decoração, Destaque 1-tela, Sub-Editoria Tela, Tela
  • 2023-12-15
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Por Morgana Montalvão

Foi durante o isolamento social, ocasionado pela pandemia do Covid19, que o jornalista Roberto Pires decidiu que a ansiedade e a depressão não tomariam conta dele, que é conhecido como Bob Pires e, possui especialidade em jornalismo de moda, e agora produz caixas artísticas com colagens sobre os mais variados temas.

Pires encontrou nas colagens artísticas uma válvula de escape que une criatividade e inventividade com calma e esperança. Além de ser um entusiasta da moda e da arte, o jornalista é  um “apaixonado” por perfumes. Ele estuda  sobre o universo da perfumaria e reúne coleções de livros e frascos das mais diversas fragrâncias. Nesta entrevista concedida ao Site Doris Pinheiro, Bob Pires revela como as colagens em caixas o ajudaram a dar serenidade aos pensamentos e o seu processo de criação.

 As caixas colagens também podem ser uma boa ideia de presente de natal. Além de serem modelos únicos, esses objetos unem imagens, textos, palavras e letras. Uma junção perfeita para os olhos e o espírito.

MORGANA MONTALVÃO – Como decidiu trabalhar com este tipo de arte?

BOB PIRES – Durante a pandemia, em isolamento social, procurei fazer atividades que mantivessem meu espírito distante de ansiedade, pânico e depressão, pois moro sozinho. Assim, fazer colagens manuais ocupa o meu tempo, traz alegria, criatividade, calma, esperança e resiliência. Essa atividade artística foi, nesse momento, retomada por mim de maneira funcional, entretanto já a pratico desde o começo dos anos 1980.

Criar colagens é poder juntar as mais diversas figuras, elementos, inventar cenas e situações, dando asas à imaginação. É, portanto, uma excelente e saudável válvula de escape da realidade dura dos nossos dias atuais, com guerras, crise econômica e outros problemas conjunturais. Fazer colagem é uma maneira de me expressar artisticamente. Porque, como sabemos, a arte salva. Além do mais, a colagem envolve reciclagem de material, e, mais do que nunca, reciclagem é vital.  Aliás, como jornalista que sou, com quase 40 anos de carreira, trazer à tona meu lado de artista é uma enorme realização.

MM – Por que escolheu as caixas e o que elas significam?

BOB PIRES –  Sou o “louco das caixas”. Adoro! Já usei vários suportes para as minhas colagens, como papel e tecido. Então, decidi experimentar em caixas também. Legal que a tampa onde é criada a colagem pode ser exposta na parede, como um quadro.

MM –  De onde vem a sua inspiração?

BP –  É um verdadeiro turbilhão. Sento com papel, tesoura e cola e aí começa a loucura! Tudo me inspira. A vida real, as pessoas, a ficção, os filmes, os livros, as músicas. Enfim, é um liquidificador de referências que venho acumulando durante a minha existência.

MM – Qual o seu critério para a escolha dos materiais?

BP –  Gosto muito de papel bom, revista boa, sabe? O trabalho fica mais bacana. Mas misturo tudo, sem restrição nem preconceito: imagem de jornal, panfleto de ofertas, entre outros. Detonei minhas revistas de moda importadas, maravilhosas. Aliás, eu ressignifiquei, reciclei, estou dando outro sentido a esse material. Renovação é sempre uma boa prática para manter a cabeça e a casa arejadas.

MM –  As caixas têm um tamanho padrão? Por quanto você as comercializa?

BP –  Não. Os tamanhos e formatos das caixas são bem variados. Tem para todos os gostos. Elas começam a ser vendidas a partir dos R$100 reais. São peças exclusivas, que dão um trabalhão pra realizar.

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