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Como a cerveja impacta o corpo? Veja dicas para comparar produtos e escolher qual tomar

  • Banquete, Bebida, Destaque 2-banquete, Sub-Editoria Banquete
  • 2026-08-11
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Pexels

Médica nutróloga Suzana Viana explica como o álcool interfere no metabolismo, o que observar nos rótulos e como consumir a bebida sem comprometer a saúde

A cerveja costuma ocupar um lugar de destaque em encontros com amigos, comemorações e momentos de lazer, mas também é frequentemente apontada como uma das grandes responsáveis pelo ganho de peso. Apesar da fama, a bebida, por si só, não explica o aumento na balança. A quantidade consumida, a frequência, os acompanhamentos e até a escolha do produto fazem toda a diferença.

Segundo a médica nutróloga Suzana Viana, uma lata de cerveja tradicional de 350 ml possui, em média, entre 140 e 160 calorias, mas esse valor pode variar conforme o estilo da bebida e o teor alcoólico. “As cervejas artesanais e algumas versões especiais costumam apresentar maior teor de álcool e de carboidratos, o que também aumenta a quantidade de calorias. Por isso, vale a pena comparar os rótulos antes de escolher qual consumir”, explica.

Além das calorias, o álcool provoca alterações importantes no metabolismo. Isso porque o organismo passa a priorizar sua eliminação, reduzindo temporariamente a utilização da gordura como fonte de energia. “Enquanto o corpo metaboliza o álcool, a queima de gordura fica em segundo plano. Se houver excesso de calorias nesse período, principalmente provenientes de alimentos gordurosos, a tendência é favorecer o armazenamento de gordura corporal”, afirma Suzana.

Outro fator que contribui para a fama da cerveja como vilã da dieta são os petiscos que normalmente acompanham a bebida. Frituras, embutidos, carnes gordurosas e salgadinhos podem representar uma quantidade de calorias muito maior do que a própria cerveja. “Na maioria das vezes, o problema está no conjunto da obra. É comum que a pessoa consuma várias horas de bebida acompanhadas de alimentos altamente calóricos, o que aumenta bastante a ingestão energética total”, destaca.

A especialista ressalta que existe uma diferença importante entre o consumo ocasional e o frequente. Beber uma ou duas cervejas em situações esporádicas dificilmente terá impacto significativo para quem mantém uma alimentação equilibrada e pratica atividade física regularmente. Já o consumo excessivo ou repetido ao longo da semana pode dificultar o emagrecimento e favorecer o ganho de peso. “O organismo responde ao padrão de consumo. Quando o álcool passa a fazer parte da rotina em grandes quantidades, os prejuízos metabólicos e calóricos se acumulam”, explica.

Para quem não deseja abrir mão da bebida, Suzana recomenda algumas estratégias simples, como estabelecer um limite para o consumo, alternar cada dose com um copo de água, evitar beber em jejum e optar por acompanhamentos mais leves, ricos em proteínas e vegetais. “Não existe alimento proibido. O segredo está na moderação e em fazer escolhas mais conscientes para que o consumo da cerveja não comprometa a saúde nem os objetivos de quem busca emagrecer ou manter o peso”, orienta.

Na hora da compra, a leitura dos rótulos também pode fazer diferença. A nutróloga recomenda observar o valor calórico por porção, o teor alcoólico, a quantidade de carboidratos e o tamanho da porção utilizada pelo fabricante como referência. “Nem sempre uma embalagem corresponde a apenas uma porção. Além disso, bebidas com maior teor alcoólico costumam concentrar mais calorias”, explica.

As cervejas sem álcool, por sua vez, nem sempre são automaticamente a melhor opção. Embora eliminem os efeitos do álcool sobre o metabolismo e, em muitos casos, apresentam menos calorias, algumas versões podem conter quantidades semelhantes ou até maiores de carboidratos e açúcares. “A cerveja sem álcool pode ser uma excelente alternativa para quem deseja reduzir o consumo de álcool, mas isso não significa que todas sejam mais saudáveis. Comparar os rótulos continua sendo a melhor estratégia para fazer uma escolha adequada às necessidades de cada pessoa”, conclui Suzana Viana.

Sobre Suzana Viana

Suzana Viana é médica formada pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (2013), com pós-graduação em Gastroenterologia pela Faculdade IPEMED (2019) e nutróloga titulada pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Atua como nutróloga, auxiliando pacientes com problemas gastrointestinais, lipedema, disbiose, obesidade, menopausa e fertilidade, além de aplicar tratamento estético regenerativo de escultura corporal. 

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