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Cuidar da boca é cuidar do cérebro. E o que isso tem a ver com o Alzheimer

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  • 2025-06-27
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Se a saúde começa pela boca, na hora de olharmos para ela com a importância que merece

Por Jamil Shibli 

Pouca gente sabe, mas uma simples gengivite pode ter impactos muito além da cavidade oral. Estudos recentes vêm demonstrando uma conexão importante e preocupante entre doenças periodontais e distúrbios neurológicos, como o Alzheimer. E embora ainda estejamos distantes de afirmar que uma causa a outra, a ciência já aponta que manter a boca saudável pode ajudar a proteger também o cérebro. 

A doença periodontal é uma inflamação crônica causada por um grupo específico de bactérias presentes naturalmente na boca. Quando não tratada, ela pode levar à perda dos dentes, dor e sangramentos, mas o problema não termina aí. Já sabemos, há algum tempo, que ela está relacionada a condições como diabetes, doenças cardiovasculares e partos prematuros. Agora, a conexão com doenças neurodegenerativas ganha força na literatura médica. 

Pesquisas publicadas desde 2021 identificaram a presença da Porphyromonas gingivalis, a principal bactéria associada à periodontite, em regiões do cérebro de pacientes com Alzheimer. O que se estuda, agora, é como essa bactéria poderia “viajar” da boca até o cérebro e contribuir para o processo inflamatório que acelera a degeneração neural.

É importante esclarecer: a doença periodontal não é causa direta do Alzheimer. A demência de origem neurodegenerativa tem múltiplos fatores de risco, como predisposição genética, resistência à insulina, obesidade, sedentarismo e idade avançada. No entanto, o quadro inflamatório gerado por uma infecção crônica na gengiva pode atuar como um fator agravante da progressão da doença. Em outras palavras, pode ser o gatilho que acelera um processo que já estaria em curso. 

Essa ligação reforça uma mensagem essencial: saúde oral é saúde sistêmica. Não é apenas sobre dentes bonitos ou hálito fresco. É sobre qualidade de vida, prevenção e longevidade. A negligência com a boca cobra um preço alto em outras partes do corpo. Manter uma rotina de escovação adequada, visitar regularmente o dentista e tratar doenças periodontais com seriedade é investir na saúde como um todo. 

A longevidade da população exige que repensemos a forma como integramos diferentes áreas da medicina. Precisamos romper a visão fragmentada entre o “bucal” e o “sistêmico”, e isso passa por incluir a odontologia de forma mais ativa em políticas públicas de saúde e estratégias de prevenção em todas as faixas etárias, especialmente entre idosos e grupos de risco. Se a saúde começa pela boca, está na hora de olharmos para ela com a importância que merece.

*Jamil Shibli é professor responsável pelos programas de mestrado e doutorado em Implantodontia da Universidade Guarulhos (UNG), onde atua há mais de duas décadas. É também professor associado da Harvard School of Dental Medicine, professor visitante da Universidade de Leuven (Bélgica) e docente da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein. Reconhecido como um dos pesquisadores mais produtivos da Odontologia mundial, Shibli tem forte atuação em pesquisa clínica, com ênfase em Periodontia e Implantodontia. É head do Conselho científico da Plenum, empresa brasileira de biotecnologia especializada em biomateriais e implantes 3D. Com uma trajetória marcada por contribuições relevantes para a ciência e a prática clínica, Jamil Shibli é referência global na integração entre inovação, pesquisa e ensino em Odontologia.

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