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Trombose tem mais de 36 mil casos registrados no Brasil até junho de 2025

  • Destaque 2-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2025-09-12
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Presidente da SBACV faz alerta para sintomas e oferece orientações de prevenção. Conheça ainda a história da jornalista Márcia Sad que foi diagnosticada recentemente com a doença

Celebrado em 16 de setembro, o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose chama a atenção para uma condição que ainda recebe pouca visibilidade, mas que pode trazer consequências graves, como derrame cerebral, infarto, embolia pulmonar e até amputações. A trombose ocorre quando há a formação de coágulos que impedem o fluxo normal do sangue nas veias ou artérias, e está associada a fatores como idade avançada, histórico familiar, obesidade, câncer, uso de anticoncepcionais combinados ao tabagismo, cirurgias, imobilidade prolongada e gestação. 

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 75 mil casos de trombose em 2024, e apenas nos primeiros seis meses de 2025, já foram contabilizados mais de 36 mil novos diagnósticos. 

Esse cenário se reflete em histórias como a da jornalista Márcia Sad, 37 anos, que descobriu há poucas semanas que estava com trombose e conta que os primeiros sinais foram sutis. “Começou com uma mancha vermelha na parte interna da coxa esquerda que doía ao toque. Depois de três dias, a dor desceu para a panturrilha, e comecei a ter dificuldades para andar”, relata. O diagnóstico foi confirmado por exame de Doppler, que identificou trombose em duas veias da perna esquerda. 

Márcia permaneceu internada por três dias e iniciou tratamento com anticoagulantes ainda no hospital. “Era uma dor como se o músculo estivesse repuxando e latejava bastante. Ficou um pouco inchado, mas foi a dificuldade para caminhar que me fez procurar a emergência”, relembra. 

Hoje, ela encara a doença como um alerta para o autocuidado. “Não sei ao certo se a trombose foi por conta da cirurgia que fiz na vesícula, pelo uso de anticoncepcional ou pela obesidade. Mas o que mais me surpreendeu foi perceber que é essencial conhecermos os sinais do corpo e buscarmos ajuda ao notar algo diferente. Pode acontecer com qualquer um, a qualquer momento”, diz. 

Para marcar o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, Márcia reforça a importância da atenção aos sintomas: “esteja atenta aos sinais do corpo e procure um médico assim que notar algo fora do normal. Quanto mais cedo o tratamento começar, melhores serão os resultados”. Após a experiência, ela mudou hábitos: “vou continuar a medicação por seis meses, fazer exames de rotina, parei com o anticoncepcional e voltarei a praticar exercícios físicos para melhorar a circulação”. 

Para o presidente da SBACV, Dr. Armando Lobato, relatos como o de Márcia reforçam a importância da data. “Trombose é uma condição séria que ainda recebe pouca atenção, dificultando seu diagnóstico precoce. Iniciativas como o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose são fundamentais para lembrar a população da importância de cuidar da saúde vascular, estar atento aos sinais do corpo e buscar acompanhamento médico regular”, afirma. 

5 dicas para prevenir a trombose: 

1. Mexa-se com frequência
Evitar longos períodos sentado é fundamental para reduzir o risco de trombose venosa profunda (TVP). Levante-se e caminhe a cada 1–2 horas, alongando-se e ativando as panturrilhas, por exemplo, elevando calcanhares e pontas dos pés. Durante voos, prefira assentos no corredor e faça pausas para caminhar; em viagens de carro, programe paradas regulares para alongamento e movimentação. 

2. Mantenha hábitos saudáveis
Praticar atividade física regularmente, manter boa hidratação e controlar o peso são medidas que ajudam a prevenir a TVP. Além disso, é importante evitar o tabaco e o consumo excessivo de álcool, que aumentam o risco de complicações trombóticas. 

3. Considere o uso de meias de compressão graduada
Em situações de risco, como voos com mais de quatro horas, o uso de meias de compressão graduada pode ser recomendado. Estudos clínicos mostram que elas ajudam a reduzir a ocorrência de TVP assintomática em viagens longas. Para que sejam eficazes, devem ser utilizadas com orientação médica e no tamanho correto. 

4. Avalie o risco após cirurgias ou imobilizações
Pessoas que passaram por cirurgias, internações prolongadas ou imobilizações, como uso de gesso, devem solicitar avaliação médica para identificar o risco de TVP. A profilaxia inclui estratégias como deambulação precoce, dispositivos mecânicos e, quando indicado, anticoagulação, contribuindo para a redução de eventos trombóticos. 

5. Conheça fatores de risco e sinais de alerta
É fundamental reconhecer fatores de risco como cirurgia recente, imobilização, câncer, gravidez ou puerpério, uso de hormônios com estrogênio e histórico prévio de TVP. Fique atento a sinais de alerta, incluindo dor ou inchaço assimétrico nas pernas, calor e vermelhidão local. Procure atendimento imediato se houver falta de ar súbita ou dor torácica.

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