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Entenda por que a Anvisa aumentou o controle sobre a venda das canetas emagrecedoras  

  • Destaque 2-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2025-07-04
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Canetas emagrecedoras: assim são conhecidos os medicamentos injetáveis desenvolvidos originalmente para o tratamento do diabetes, mas que vêm sendo usados por muitas pessoas com o objetivo de emagrecer. Visando um maior controle sobre esses produtos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou recentemente uma exigência de prescrição médica, com venda controlada dos mesmos moldes dos antibióticos, incluindo a retenção de uma das vias da receita.  

Segundo a professora do curso de Farmácia da Wyden , Rafaela Freitas, a preocupação da Anvisa e do Governo tem o objetivo de coibir o uso envolvido e a banalização desses medicamentos. “Elas foram projetadas para o tratamento do diabetes tipo 2, mas passaram a ser indicadas também no tratamento da obesidade em pessoas com IMC elevado ou com comorbidades associadas, como hipertensão, apneia do sono ou dislipidemias. No entanto, muitos pacientes passaram a usar as canetas para fins estéticos, mesmo sem diagnóstico de obesidade ou sobrepeso”, explica o docente.  

O especialista pontua ainda que, com a popularização das canetas emagrecedoras, aumentam também os efeitos adversos associados ao seu uso. “Os efeitos adversos mais comuns incluem náuseas, vômitos, diarreia, constipação e dor abdominal”, enumera. Em alguns casos, podem ocorrer hipoglicemia, pancreatite, distúrbios renais e problemas na vesícula biliar. Além disso, há risco de perda de massa magra, desnutrição e distúrbios alimentares quando o uso é feito de forma irresponsável. “Sem acompanhamento profissional , o paciente não é monitorado quanto a possíveis reações adversas ou à adequação da dose, o que aumenta ainda mais os riscos”, complementa.  

USO CORRETO  

A forma correta envolve prescrição médica, com base em critérios clínicos como o IMC e a presença de doenças associadas. O tratamento deve fazer parte de um plano multidisciplinar, com acompanhamento de nutricionista, educador físico e, em alguns casos, psicólogo.  

A aplicação é subcutânea, geralmente diária ou semanalmente, conforme a substância utilizada. A dose deve ser ajustada gradualmente pelo médico, de acordo com a tolerância do paciente. “Além disso, o acompanhamento contínuo é fundamental para avaliar a eficácia, a segurança e a necessidade de manter ou ajustar o tratamento”, finaliza o profissional.  

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