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EXCLUSIVO! Banda BR–44 fala sobre música, afeto e resistência feminina na MPB

  • Destaque 3, Música, Ribalta, Sub-Editoria Ribalta
  • 2025-11-01
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Com uma sonoridade que transita entre o lirismo e a potência, o grupo BR–44 vem conquistando espaço no cenário musical baiano com um projeto que celebra a diversidade e a força feminina na música popular brasileira. Formado por Roberta Dantas (teclado, arranjos e direção musical), Suzana Bello (voz) e Ingrid Steinhagen (flauta e sax), o trio propõe uma viagem pelas diferentes paisagens sonoras do país, evocando compositoras e intérpretes que, em distintas épocas, deram visibilidade à experiência lésbica na MPB.

Desde a estreia no Espaço Cultural Casa da Mãe, em Salvador, em 2023, o grupo vem encantando plateias e se preparando para lançar o single “Cedo Demais” em 2025. Nesta conversa, Roberta, Suzana e Ingrid falam sobre o processo criativo, as influências e o papel da música como espaço de afeto, resistência e liberdade.

Origem e conceito

Como nasceu a BR–44 e o que inspirou o nome da banda?

Roberta: Em 2023, uma amiga me convidou para fazer um tributo a Ângela Ro Ro, mas não me senti tentada. Nesse mesmo dia, tive o insight de criar um trabalho baseado na obra de compositoras e intérpretes assumidamente lésbicas. O nome veio na hora: BR, de música brasileira, e 44, uma referência ao termo “sapatão”.

O grupo surgiu inspirado em “Essa tal criatura”, de Leci Brandão. Que significado essa música tem para vocês?

Roberta: Leci é uma mulher grandiosa. Foi a primeira cantora brasileira a se assumir lésbica, em 1978, em plena ditadura. “Essa tal criatura” é uma pérola que fala abertamente do amor lésbico como algo simples e verdadeiro. Nosso som também é isso: forte e impregnado da nossa verdade.

Referências e repertório

Como vocês escolheram o repertório de compositoras e intérpretes da MPB?

Suzana: Quando fui chamada, já havia um repertório inicial — e foi isso que me fez aceitar o convite. Me identifiquei de imediato.
Roberta: A seleção nasceu da minha memória afetiva, dos LPs que eu ouvia em casa. São canções atemporais que marcaram época.

Foi difícil equilibrar homenagem e identidade própria?
Suzana: Acho que na BR isso acontece naturalmente. Os arranjos e a interpretação vocal trazem nossa personalidade, mesmo nas canções conhecidas.

Há alguma música que desperte uma conexão especial com o público?

Roberta: “Serra do Luar” sempre cria uma ligação imediata. A letra convida à pausa e à contemplação, o que é raro hoje.
Suzana: “Vá se Benzer” também é marcante. O arranjo traz um trecho de “Divino Maravilhoso” — “É preciso estar atento e forte” — e o público vibra com isso.

Música e representatividade

A BR–44 traz à tona o tema da visibilidade lésbica. Qual a importância disso hoje?

Ingrid: Apesar de o lesbianismo estar mais naturalizado entre as novas gerações, o preconceito ainda é forte — e o Brasil é um dos países mais homofóbicos do mundo. É importante lembrar que chegamos até aqui com muita luta. Queremos que a BR também seja símbolo dessa resistência.

De que forma a arte pode ampliar espaços de representatividade?

Ingrid: A arte é sempre um agente de mudança. Ela cria espelhos e dá voz a quem foi historicamente silenciado. No nosso caso, a música é essa voz.

Processo criativo e sonoridade

Os arranjos da BR–44 misturam frevo, samba-reggae, bossa e rasqueado. Como isso se constrói?

Roberta: Cresci ouvindo o melhor da MPB, então essa mistura de ritmos é natural pra mim. A marca da banda é justamente fundir essa diversidade com loops eletrônicos. E o mérito de equilibrar o repertório do show é de Suzana.

Como funciona o processo criativo entre vocês?

Roberta: É curioso — temos muito em comum, mas também diferenças. Às vezes esquenta, mas no geral é prazeroso. Suzana traz o jazz e a experiência com grandes nomes da MPB; eu venho do teatro; e Ingrid tem base de orquestra. Essa diversidade torna o processo rico e cheio de descobertas.

Caminhos e novidades

O novo single “Cedo Demais” já está em pré-produção. O que podem adiantar?

Suzana: É uma música inédita da artista Daniela Tourinho, que nos presenteou com a canção.
Ingrid: O arranjo une o timbre da trompa com a doçura da flauta, traduzindo um romance entre duas pessoas em tempos diferentes. É uma música muito sensível.

E o que vem pela frente?

Suzana: Estamos preparando um show de verão com repertório mais dançante.
Ingrid: E vamos iniciar um processo de curadoria para um repertório inédito — a BR sempre tem planos.

Se pudessem descrever a BR–44 em uma frase?

Roberta: Uma banda autêntica e visceral.
Suzana: Um novo caminho feito de encontros e vínculos.
Ingrid: A força da mulher na música.

E o que gostariam que o público sentisse ao final de um show?

Roberta: Que levem a emoção e a memória afetiva.
Suzana: Que saiam com vontade de voltar.
Ingrid: Que se emocionem — e fiquem com gostinho de quero mais.

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