Com maior vulnerabilidade a complicações, públicos mais sensíveis se beneficiam de estratégias preventivas e acompanhamento contínuo, especialmente nos períodos de maior circulação viral
Crianças, idosos e pessoas com histórico de quadros respiratórios recorrentes estão entre os grupos que mais sofrem com o impacto das infecções de vias aéreas superiores, especialmente nos meses de maior circulação viral. Além do desconforto imediato, esses episódios frequentes costumam comprometer a rotina, aumentar a necessidade de medicações adicionais e agravar condições já existentes, o que reforça a importância da prevenção e do cuidado contínuo.
Segundo a Dra. Márcia Varejão, pediatra e especialista em homeopatia com ênfase em medicina integrativa, o tema precisa ser olhado com mais atenção, principalmente em pacientes mais vulneráveis. “As infecções respiratórias têm impacto direto na qualidade de vida, no sono, na disposição e na estabilidade geral da saúde. Em crianças e idosos, esse efeito costuma ser ainda mais sensível, porque estamos falando de organismos mais vulneráveis à recorrência, complicações e piora do quadro clínico”, afirma.
De acordo com a médica, a prevenção ganha relevância justamente nesse contexto. “Quando o paciente enfrenta episódios repetidos, o desafio não está apenas em tratar o quadro agudo. É preciso pensar em formas de reduzir a recorrência, apoiar o organismo e evitar que essas infecções se transformem em um ciclo constante de adoecimento. Por isso, a medicina integrativa aparece como um reforço para esses ciclos”, diz.
O uso da medicina convencional com terapias complementares baseadas em evidências é um dos pontos que a médica explora para aumentar a imunidade de crianças e idosos. Esse raciocínio aparece também em estudos observacionais reunidos por exemplo pela Boiron, farmacêutica francesa líder mundial em homeopatia, sobre o uso de Oscillococcinum, que auxilia na prevenção e no alívio de sintomas de gripe e estados gripais, como febre, dores no corpo e calafrios, especialmente importante em períodos de viagem e mudanças de clima, em diferentes populações. Um dos levantamentos, publicado em 2016 na revista científica Infectious Diseases and Therapy e conduzido por pesquisadores franceses, acompanhou durante dez anos 459 pacientes entre 1 e 84 anos de idade, dos quais 42% eram crianças. Nesse grupo, os tratados com o medicamento mantiveram média de 0,67 episódio de infecção de vias aéreas superiores por ano durante o acompanhamento, contra 1,17 episódio no grupo não tratado. O estudo também mostrou redução de 41,7% no número médio de episódios no grupo tratado em comparação com o período anterior, além de 16,9% dos pacientes sem novo episódio de complicação ao longo do seguimento.
Outro dado relevante do mesmo estudo foi o perfil de segurança do tratamento. Durante o período de observação, não foram relatadas reações adversas ou desconfortos entre os pacientes acompanhados.
Em outro estudo observacional, prospectivo e multicêntrico, publicado em 2019 na revista científica Respiratory Medicine, pesquisadores acompanharam 219 pacientes com DPOC na região da Cantábria, na Espanha. Durante o período analisado, o grupo que utilizou Oscillococcinum associado ao tratamento convencional apresentou cerca de 50% menos infecções das vias aéreas superiores em comparação ao grupo que recebeu apenas o tratamento habitual. Entre os pacientes com fenótipo exacerbador, também foram observadas aproximadamente 40% menos exacerbações e maior redução no uso de corticosteroides para o manejo desses episódios.
Um terceiro estudo, publicado em 2022 na revista científica Drugs in Context, conduzido na Tunísia durante o inverno de 2018 e 2019 com 106 pacientes com DPOC previamente vacinados contra influenza, também apontou resultados positivos. Nesse grupo, houve 2,4 vezes menos infecções de vias aéreas superiores entre os pacientes tratados com Oscillococcinum em associação aos medicamentos convencionais.
Para a Dra. Márcia, os dados ajudam a sustentar uma conversa mais ampla sobre saúde respiratória. “Quando falamos de prevenção, falamos também de reduzir o impacto dessas infecções na rotina e melhorar a experiência do paciente ao longo do tempo. Em públicos mais suscetíveis, qualquer redução de recorrência já representa um ganho importante”, afirma.
Na avaliação da especialista, a medicina integrativa contribui para esse olhar mais completo. “Ela ajuda a pensar em estratégias que valorizam prevenção, acompanhamento e qualidade de vida, sem limitar o cuidado apenas ao momento em que o quadro já está instalado. Esse raciocínio é especialmente importante em períodos de maior exposição a vírus respiratórios”, diz.
Os resultados observacionais reforçam a importância de olhar para crianças, idosos e pacientes com maior vulnerabilidade respiratória de forma mais cuidadosa, especialmente em um cenário em que gripes e infecções continuam entre as principais causas de desconforto, afastamento de atividades e piora da qualidade de vida.
Sobre a Boiron
A Boiron é uma empresa farmacêutica francesa com mais de 90 anos de história e líder mundial em homeopatia. Fundada em 1932 pelos farmacêuticos Jean e Henri Boiron, a companhia atua com foco em uma abordagem de saúde mais humana, respeitosa e sustentável. No Brasil desde 2006, a empresa oferece um portfólio de medicamentos homeopáticos e amplia agora sua presença com o lançamento de seu primeiro cosmético materno infantil no país.












