SBCP esclarece diferenças entre tipos de lipoaspiração e reforça que escolha da técnica deve respeitar o objetivo e a anatomia de cada paciente
A lipoaspiração segue como a cirurgia plástica mais realizada no Brasil. Em 2024, foram registrados 289.766 procedimentos, o equivalente a 12,3% do total das intervenções feitas no país, segundo dados da ISAPS, a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética.
Apesar dos números elevados e da alta demanda, a popularização de diferentes nomes para o procedimento, como lipo HD, lipo LAD, vibrolipo e minilipo, tem aumentado a dúvida entre pacientes sobre o que realmente muda entre as técnicas. Segundo o cirurgião plástico e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Dr. Juliano Pereira, essa multiplicidade de termos pode gerar a falsa impressão de que são cirurgias diferentes. “Nem toda lipo é igual na forma como é divulgada, mas a base do procedimento é a mesma. O que muda não é o conceito da cirurgia, e sim a forma de execução e, principalmente, a indicação para cada paciente”, explica.
De acordo com o especialista, as diferenças estão mais relacionadas ao objetivo do resultado do que ao procedimento em si. “A lipoaspiração convencional envolve a retirada mecânica da gordura independentemente dos acidentes anatômicos do paciente, isto é, das curvas naturais do corpo. Ela é indicada para quem deseja apenas reduzir a quantidade de gordura corporal.”
Já a lipoaspiração de definição, conhecida como lipo HD, busca evidenciar linhas musculares. “Ela costuma ser indicada para pessoas com perfil mais atlético que desejam ressaltar a musculatura já existente.” O médico esclarece que é preciso cautela para evitar resultados artificiais. “Essas linhas precisam estar em harmonia com a estrutura anatômica de cada paciente.”
Ele reforça que o que diferencia as técnicas está no objetivo e na tecnologia utilizada, que pode variar de acordo com cada caso. A lipoaspiração não deve ser confundida com método de emagrecimento. “Não é uma cirurgia para perda de peso, mas sim um procedimento de remodelação corporal em pacientes adequados.”
Com o avanço das tecnologias, diferentes recursos podem ser associados ao procedimento, como laser, ultrassom, radiofrequência e vibrolipoaspiração. Em alguns casos, também podem ser utilizados dispositivos voltados à retração da pele, como o plasma de argônio e o plasma de gás hélio. “Essas tecnologias podem ser aplicadas em etapas específicas da cirurgia e, em alguns casos, ajudam na melhora da flacidez”, afirma.
Ele destaca que a segurança do procedimento é determinante no resultado. “É fundamental avaliar se o cirurgião é especialista, se o procedimento será realizado em ambiente adequado e se há indicação real para aquele paciente.”
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) orienta que a lipoaspiração seja realizada apenas em ambiente hospitalar ou em clínicas autorizadas, após avaliação médica criteriosa. “Mais importante do que o tipo de lipo é a indicação correta do procedimento para cada paciente. É isso que garante um resultado natural e seguro”, conclui Dr. Juliano Pereira.
Sobre a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) é uma das maiores associações mundiais da especialidade. Fundada em 1948, é o órgão oficial da Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina a conferir o título de especialista em cirurgia plástica.
SBCP é uma associação civil sem fins lucrativos, de caráter científico e âmbito nacional, que tem como missão zelar pelo renome e conceito da cirurgia plástica no Brasil, bem como contribuir para o seu progresso, promovendo o aperfeiçoamento dos conhecimentos especializados e incentivando a formação de especialistas.
















