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Multivitamínicos e minerais ajudam a prevenir o declínio cognitivo em idosos

  • Destaque 1-envelhescência, Envelhescência, Sub-Editoria Envelhescência
  • 2025-10-09
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Outubro marca a celebração do Dia Internacional do Idoso e reacende um debate essencial: como garantir qualidade de vida e saúde cognitiva à medida que envelhecemos?

O envelhecimento populacional na América Latina está avançando rapidamente. Atualmente, 13% da população tem mais de 60 anos, e esse número deve chegar a 30% até 2060. Essa mudança demográfica traz consigo um aumento significativo no declínio cognitivo – uma condição que afeta a memória, a atenção e outras funções mentais essenciais.

Segundo um consenso recente sobre suplementação de micronutrientes e saúde cognitiva, publicado na revista Nutrients, as mudanças neurobiológicas relacionadas ao envelhecimento cerebral podem começar já aos 40 anos e se intensificar entre os 60 e 70 anos. Essas alterações representam grandes desafios para famílias, comunidades e sistemas de saúde.

Com base em um consenso científico liderado por nove especialistas em geriatria, neurologia e nutrição de Brasil, México, Colômbia, Argentina e Chile, foi identificado que deficiências em micronutrientes como vitaminas C, D, E, complexo B e minerais como cromo, cobre, ferro, magnésio, selênio e zinco estão amplamente presentes entre idosos latino-americanos e representam fatores críticos associados ao declínio cognitivo. O estudo destaca que, embora uma dieta equilibrada seja essencial, a suplementação com multivitamínicos e minerais (MVMs) pode ajudar a prevenir esse declínio, atuando como uma estratégia complementar para preencher lacunas nutricionais. Além disso, barreiras culturais, econômicas e estruturais dificultam a adoção de padrões alimentares saudáveis como a dieta MIND (Intervenção Mediterrânea-DASH para o Retardo Neurodegenerativo), reconhecida por seu potencial neuroprotetor.

“Embora a dieta MIND seja reconhecida por seu impacto positivo na saúde cognitiva, sua implementação na América Latina enfrenta desafios consideráveis. Fatores como o alto custo de alimentos específicos, a disponibilidade limitada e barreiras culturais dificultam a adesão a esse padrão alimentar. Por isso, torna-se relevante considerar alternativas complementares, como a suplementação com multivitamínicos e minerais, para ajudar a preencher lacunas nutricionais e apoiar a saúde cognitiva dos idosos”, observa Andrés Zapata, Diretor Médico da Haleon.

Multivitamínicos e Minerais: Uma Solução Baseada em Evidências

De acordo com o estudo O Papel da Suplementação de Micronutrientes na Promoção do Envelhecimento Cognitivo Saudável na América Latina, a suplementação diária com multivitamínicos e minerais (MVM) oferece uma estratégia prática, segura e baseada em evidências para preencher lacunas nutricionais e promover o envelhecimento cognitivo saudável. Os principais achados mostram que o uso de MVM pode contribuir para melhorias na memória, atenção e desempenho cognitivo, sendo considerado um componente valioso em estratégias de saúde pública voltadas para populações envelhecidas. Além disso, o estudo COSMOS-Mind indica que a suplementação com MVM pode retardar o envelhecimento cognitivo em até dois anos.

O impacto da suplementação vai além da correção de deficiências nutricionais e pode se tornar parte essencial das ações preventivas de saúde pública na América Latina – especialmente para apoiar famílias e comunidades que enfrentam desafios econômicos e acesso limitado a alimentos frescos e nutritivos.

A população idosa latino-americana apresenta altos níveis de deficiência de vitaminas e minerais, e atingir as recomendações diárias apenas com a dieta é um desafio. Nesse contexto, a suplementação com MVM se destaca como uma medida acessível que complementa a nutrição e contribui para a garantia de nutrientes essenciais, especialmente diante da insegurança alimentar e barreiras como subdiagnóstico e falta de recursos. Além disso, fatores como desnutrição, hábitos não saudáveis, tabagismo, consumo de álcool, obesidade e baixa conscientização agravam ainda mais o risco de comprometimento cognitivo em idosos.

Nas palavras do Dr. Andrés: “Enfrentar o desafio de envelhecer com saúde e dignidade exige uma abordagem holística que inclua educação, acesso a recursos e estratégias preventivas como a suplementação. Hoje, sabemos que é possível apoiar o bem-estar cognitivo dos idosos e oferecer-lhes uma melhor qualidade de vida.”

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