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Orquestra Afrosinfônica faz hoje concerto de reabertura da Cidade do Saber, em Camaçari

  • Destaque 1, Música, Ribalta, Sub-Editoria Ribalta
  • 2025-08-20
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Orquestra Afrosinfonica | Crédito: Pedro Soares

Sob o comando do maestro Ubiratan Marques, a Orquestra contará com participações de artistas locais e Russo Passapusso

A Afrosinfônica, conduzida pelo maestro Ubiratan Marques, será atração da cerimônia de reabertura da Cidade do Saber, na próxima quarta-feira (20), às 20h20, em Camaçari. No palco do Teatro da Cidade do Saber, a orquestra terá como convidados os cantores Elly Nascimento, Nadja Meireles, Edy Xote, Simpa e Itana Rosa; e Russo Passapusso, vocalista do BaianaSystem. A entrada é franca, com parte dos convites sendo retirados online no Sympla e a outra parte presencial, na quarta-feira, a partir das 10h, na bilheteria do teatro.

Os artistas de Camaçari sempre estiveram presentes nos eventos realizados pelo maestro na Cidade do Saber, onde criou e dirigiu um projeto de iniciação musical e a Orquestra Sinfônica Popular Brasileira. “Naquele período de 2011 a 2016, a Orquestra Popular Brasileira se apresentou com quase todos os artistas locais, inclusive os desconhecidos pelo público. Agora, vamos fazer a mesma coisa com a Afrosinfônica, recebendo alguns convidados e outros mais adiante. A ideia é realmente dar uma potencializada nesta cidade, que tem artistas incríveis”, afirma. 

Ao receber o convite para participar da reabertura da Cidade do Saber, Ubiratan Marques não esconde a emoção de estar presente no comando da Afrosinfônica. “Este é um momento de muita alegria para mim e para a orquestra. Na Cidade do Saber vivi um dos momentos mais bonitos que aconteceu em minha vida, porque trazia muita felicidade para o povo”, conta.

A presença da orquestra na volta do complexo cultural Cidade do Saber, criado em 2007, símbolo de transformação em Camaçari, fortalece a parceria com a organização social Casa da Ponte Maestro Ubiratan Marques, com sede no Largo do Pelourinho. A organização social, que abriga a orquestra, se dedica à formação musical, à valorização das culturas afro-brasileiras e à preservação do patrimônio cultural, em suas dimensões materiais e imateriais.

O projeto de formação musical desenvolvido pelo maestro na cidade e no litoral de Camaçari o inspirou a criar o “Ponte Para a Comunidade”, projeto desenvolvido pela Casa da Ponte, com cursos gratuitos e polos que fortalecem orquestras em territórios afrodescendentes de Salvador.

“Com a Cidade do Saber, Camaçari revolucionou em 2011 e, com certeza, vai revolucionar de novo, porque é um projeto que traz um olhar inspirador, um cuidado com o povo brasileiro e da cidade de Camaçari”, comenta Ubiratan Marques.

Afrosinfônica

A Orquestra Afrosinfônica, sob o comando de Ubiratan Marques, é um coletivo de pessoas negras que se expressa a partir de uma abordagem decorrente de pesquisas sonoras e conceitos intimamente ligados à música afro-brasileira. Reunindo cerca de 30 músicos e estruturada por piano, percussão, sopros, contrabaixos e vozes femininas, a orquestra leva o conceito “afrosinfônico”, designado pelo maestro, às últimas consequências pela consciência do processo cultural da diáspora africana e pelo processo de pesquisa e estudo de repertório.

Casa da Ponte

No Centro Histórico de Salvador, a Casa da Ponte Maestro Ubiratan Marques atua com base na convicção de que a cultura, a memória e o patrimônio são ferramentas efetivas de transformação social. Criada em 2018, a Casa da Ponte abriga o Núcleo de Difusão de Música Afrosinfônica e o Núcleo de Preservação do Patrimônio Cultural. No largo do Pelourinho, um casarão do século XVIII abriga a Orquestra Afrosinfônica, o NMM – Núcleo Moderno de Música, e um centro cultural que promove diálogos entre artistas, pensadores e comunidades de Salvador e de outras regiões. O Ponte Para a Comunidade, um de seus principais projetos, oferece cursos gratuitos e fortalece orquestras em territórios afrodescendentes. Em sua primeira edição, o projeto atendeu mais de 3 mil pessoas e entregou oito Orquestras Afrobaianas a instituições e blocos afro da cidade.

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