Ir para o conteúdo
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
Facebook Instagram

Qual a influência do Renascimento na Arquitetura e Engenharia na Europa?

  • História e Patrimônio, Palavras, Sub-Editoria Palavras
  • 2023-12-22
  • Sem comentários
  • 5 minutos de leitura

Parte 2

Os tratadistas italianos do Renascimento influenciaram na formação dos profissionais
da arquitetura e da engenharia em toda a Europa. No século XVI, os portugueses Francisco de
Holanda e Antonio Rodrigues gozaram do privilégio de uma bolsa de estudos para a Itália, de
onde absorveram fortes características do espírito humanista renascentista e tentaram repassá-
lo aos seus contemporâneos. Tudo indica ter sido Holanda um autodidata e que ao partir para
a Itália, com apenas 20 anos (1538), já havia adquirido uma significativa bagagem cultural e
prática nas técnicas pictóricas.

Sua viagem aconteceu num período em que na arte portuguesa estava se processando a substituição do Gótico e do Manuelino pela arte proveniente da península italiana, adotada oficialmente, a partir de 1540, por D. João III (VILELA, 1982). Foi Holanda quem levou a obra de Dürer (De proportione) e o tratado de Serlio para Portugal. Concluiu o Tratado da Pintura Antigua em 1548, em Lisboa, obra que se compõe de dois livros que se complementam e tratam do panorama artístico europeu. Em Portugal foi criada em 1562 a Escola Particular dos Moços e Fidalgos (Escola do Paço da Ribeira) de importância incontestável para a definição do perfil do arquiteto e do engenheiro militar em
Portugal.
Antonio Rodrigues (1520-1590) começou sua formação profissional no canteiro de
obras de Tomar, sendo ampliada no intercâmbio com a Itália, onde esteve em viagens de
estudos, no reinado de D. Sebastião, que intensificou a contratação de profissionais italianos
da arquitetura e da engenharia militar. Pompeu Arditi e Tommaso Benedetto da Pésaro,
Filippo Terzi e Pietro Vignarelli de Urbini foram alguns dos italianos contratados, e Antonio
Rodrigues, Baltasar de Arruda, João Baptista Lavanha e Baltasar Álvares foram portugueses
enviados ao intercâmbio e que reforçaram a consolidação de um novo profissional em
Portugal, o engenheiro militar (BUENO, 2003).

A partir de 1573, Rodrigues assumiu as aulas no Paço da Ribeira, período em que iniciou a escrever o Tractado de Arquitectura (duas versões incompletas, datadas de 1576 e 1579) com o intuito de servir de suporte à Lição de Arquitectura Militar, sob sua responsabilidade. O tratado de 1576 versa sobre Arquitetura Militar, Geometria, Trigonometria e Perspectiva. O segundo, de 1579, pode ser considerado uma nova versão do primeiro, com mais ênfase na Geometria. Seus tratados foram utilizados como apostilas das Aulas do Paço da Ribeira. Questões teóricas e práticas eram colocadas aos alunos como proposições e possibilitavam a disseminação dos conhecimentos adquiridos em sua estada na Itália (BUENO, 2003).

No século XVII, Matheus do Couto e Luís Serrão Pimentel foram as principais
referências e atuaram em um momento complicado, que foi o período da Restauração. Serrão
Pimentel foi o precursor dos novos profissionais, e o principal nome referendado pelas novas
Aulas de Fortificação e Arquitetura Militar instituídas a partir de 1644, na metrópole, e de
1696 nas colônias. Matheus do Couto aparece como partidista da Aula do Paço da Ribeira em
1616, e em 1631, já lecionando arquitetura, escreveu o Tractado de Arquitectura. O tratado é
dividido em quatro livros, incluindo um que versa sobre perspectiva, que funcionavam como
apostilas para as aulas de arquitetura. No Livro I o autor cuida da escolha do melhor lugar
para edificar cidades, vilas e lugares, tema que se repete em outros tratadistas. Bolonhês de
nascimento, foi o primeiro arquiteto português a sistematizar uma Teoria das Ordens, com
clara influência da obra de Serlio, e apresentar uma dimensão teórica condizente com as
discussões coetâneas (BUENO, 2003).
Luis Serrão Pimentel (1613-1678) foi o primeiro lente da Aula de Fortificação e
Arquitetura Militar, criada por D. João IV em 1641, logo após a Restauração. Sua formação
em Cosmografia possibilitou o desenvolvimento da Cartografia, da Corografia e da
Topografia, conhecimentos estratégicos para a Coroa portuguesa. Em 1680 foi publicado seu
livro Methodo Lusitanico de Desenhar as Fortificaçoens Regulares, & Irregulares, Fortes de
Campanha, e outras Obras pertencentes a Architectura Militar, uma síntese da sua atividade
de docência por mais de 30 anos. A maior contribuição é que o seu tratado trouxe a Portugal
as inovações propostas pelos engenheiros militares franceses e holandeses (CARVALHO,
2000). Assim, somaram-se aos conhecidos estudos e tratados do século XVI, os novos
tratados de Antoine de Ville (1639), Adam Fritach (1642), Samuel Marolois (1615, 1628) e
Blaise François Pagan (1645).
O século XVIII iniciou com o brilho do reinado de D. João V e com a ampliação da
rede de Aulas Militares de formação dos já gabaritados engenheiros militares portugueses. O
estrangeirado Manuel de Azevedo Fortes ainda é considerado o maior nome dos tratadistas
portugueses. Ele representa os homens letrados influenciados pelo Iluminismo, e sonhavam
em promover uma sociedade ilustrada. Fortes escreveu diversas obras das quais se destacaram
o Tratado do modo facil e o mais exato de fazer as cartas geographicas (1722), Lógica
racional, geométrica e analytica (1744) e o Engenheiro Portuguez (1728, 1729), sua mais
conhecida obra. O Tratado sobre Lógica foi o primeiro em língua portuguesa. O Engenheiro
Portuguez, obra dividida em dois volumes, foi elaborado para orientar a formação dos
engenheiros e demais oficiais militares. O primeiro volume, Tomo I, é um compêndio de
Geometria Prática, baseado nos mais diversos tratadistas, visando à instrução desses profissionais com o que havia de mais recente sobre a arte de fortificar.

No prólogo, Fortes expõe que a obra não foi elaborada para o público em geral, pois nasceu dos seus estudos, passados em apostila para “servir de Methodo aos Praticantes da Academia Militar e que estava sendo estruturado, por encargo do Rei, para publicação.” (FORTES, 1728)
Os pontos comuns entre os livros de Serrão Pimentel e Fortes é que eles apresentam o
estudo da Geometria Prática e sua complementação, bem como o estudo de uma tipologia
específica de edificação, a das obras de defesa. A produção teórica está voltada para a
engenharia militar e para os fundamentos da Geometria necessários à formação dos
profissionais na Arte da Guerra. O esforço empreendido por Serrão Pimentel e mais ainda por
Fortes foi devotado a uma racionalização da representação gráfica buscando documentar, de
forma mais precisa, o construído e o pensado (MAROCCI, 2011). Desse modo, acreditavam
promover o domínio de um conhecimento (planejar, projetar, executar) antes delegado a
poucos, mas de total importância para o efetivo domínio do território português, seja no
continente, seja nas diversas colônias.
A racionalização da representação gráfica não significou uma padronização dos
projetos em qualquer nível. Efetivamente buscou-se o domínio de uma linguagem como
componente fundamental para o sustento de uma concepção nova de compreensão da
sociedade portuguesa (MAROCCI, 2011). Fortes declara que a valoração do indivíduo está
diretamente ligada à sua importância para a concretização dos objetivos do Império colonial
português. Portanto, não depende diretamente da sua origem, mas, sim, da sua formação
intelectual. É uma concepção que está sincronizada com o pensamento de outros homens
letrados por toda a Europa.
A influência desses tratadistas na estruturação de um Brasil urbano se fez pela
formação dos engenheiros militares nas principais vilas cidades brasileiras no período
colonial.
REFERÊNCIAS
BUENO, B. P. S. Desenho e Desígnio: o Brasil dos engenheiros militares (1500-1822). 2001.
Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da
Universidade de São Paulo. São Paulo, 2003.
CARVALHO, Luís Serrão Pimentel, o Método Lusitano e a Fortificação. 2000.
Dissertação (Mestrado em Teoria da Arquitetura) – Universidade Lusíada, Lisboa, 2000.
FORTES, M. de A. de. O Engenheiro Portuguez. Lisboa Occidental: Officina de Manoel
Fernandes da Costa, Impressor do Santo Officio, Tomo I, MDCCXXVIII.

MAROCCI, G. V. P. O Iluminismo e a urbanística portuguesa: transformações em Lisboa,
Porto e Salvador no século XVIII. 2011. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) –
Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2011.
VILELA, J. S. Francisco de Holanda – Vida, Pensamento e Obra. Lisboa: Instituto de
Cultura e Língua Portuguesa/Ministério da Educação e Ciência, Biblioteca Breve, v. 62, 1982.

Relacionado

Gostou do conteúdo?
Compartilhe:

PrevAnteriorSaiba sobre a primeira formação em nível superior no Brasil
PróximoDolores Duran ganha filme inédito e exclusivo no canal Curta!Next
Picture of Iven

Iven

Postagens Recentes

Idosos de todo Brasil podem viajar sem gastos com passagem e sem burocracia em trajetos interestaduais

19 de março de 2026

Uso de canetas emagrecedoras por idosos acende alerta

19 de março de 2026

Editora Melhoramentos lança a coleção “Bicho Letrado” com foco na fase inicial da alfabetização

19 de março de 2026

Grupo Marujos Pataxó da Aldeia Mãe Barra Velha transformam ancestralidade em patrimônio  

19 de março de 2026
Ver mais

Jornalista que gosta muito do que faz e que quer dar espaço para quem quer mudar o mundo para melhor.

Icon-facebook Instagram

Postagens Recentes

Idosos de todo Brasil podem viajar sem gastos com passagem e sem burocracia em trajetos interestaduais

Uso de canetas emagrecedoras por idosos acende alerta

Editora Melhoramentos lança a coleção “Bicho Letrado” com foco na fase inicial da alfabetização

Conheça Doris e Equipe

Copyright © 2023. Todos os direitos reservados.

  • Política e Privacidade
  • Contato
  • Anuncie aqui