Com debates e performances, as sessões reúnem artistas, especialistas e pesquisadores ao redor dos temas: PCDs, LGBTQIAPN+ e Neurodivergências e Saúde Mental
Criado em 2016 pelo Teatro Vila Velha para discutir temas politicamente relevantes nos mais diversos setores da sociedade – e especialmente do cenário artístico e cultural – o Palco Aberto realiza mais três edições neste mês de agosto, com os seguintes temas: “PCDs: um diálogo sobre políticas e direitos”; “LGBTQIAPN+: um diálogo sobre políticas e direitos”; e “Neurodivergências e Saúde Mental: um diálogo sobre políticas e direitos”. Os encontros acontecem no Teatro Gregório de Mattos (nos dias 12 e 26/08) e no Museu de Arte da Bahia (no dia 18/08), sempre às 19h. Com entrada gratuita.
Os eventos são parte do projeto TEMPO: “Disseminação Cultural e Inclusão Social no Teatro Vila Velha”, projeto 21.792, que tem parceria com a Fundação Banco do Brasil, e se destina a promover o acesso de comunidades vulneráveis à arte e à cultura a partir do Teatro Vila Velha. Além do investimento em quatro edições do Pé de Feijão – Arte e Educação, com suas ações de formação que beneficiaram em torno de três mil crianças e educadores e também a turma 2025/2026 da universidade LIVRE, que apresentou “Odisséia + Paisagem com Argonautas” no Espaço Cultural da Barroquinha; e apoiou a organização, digitalização e disponibilização do acervo do Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha: Nós, Por Exemplo” e várias pesquisas através dele.
Estas ações compõem ainda o programa “O Vila Ocupa a Cidade”, que mantém o movimento de expansão das atividades do Teatro Vila Velha. Através dele, o Vila vem ocupando diversos lugares, levando sua programação a diferentes museus, teatros, ruas, comunidades, cinemas, entre outros espaços da Bahia, do Brasil e do mundo.
Vale ressaltar que o Vila já abriu as suas portas para inúmeros debates e continua sendo um espaço de defesa da liberdade, desde a sua inauguração em 31 de julho de 1964. Nos anos 1970 e 80, o teatro acolheu artistas e estudantes perseguidos pelo regime militar, abrigou encontros do movimento estudantil e foi sede da Anistia Internacional. No palco do Vila foram julgadas e aprovadas as anistias políticas do cineasta Glauber Rocha e do guerrilheiro Carlos Marighella. Em 2012 e 2013, abrigou o Movimento Desocupa, contrário aos abusos feitos pela administração municipal e, junto a ele, realizou o projeto “A Cidade que Queremos”, que discutia o futuro de Salvador. Mais tarde, também em 2013, apoiou o Movimento Passe Livre, que tinha o Passeio Público como quartel general.
Para ficar atualizado e bem informado sobre todos os eventos e projetos, acesse o instagram @teatrovilavelha e o site www.teatrovilavelha.com.br e acompanhe as novidades da programação.
O Palco Aberto conta com o apoio do Teatro Gregório de Mattos, Museu de Arte da Bahia, CCBB Salvador e Fundação Banco do Brasil.
O Teatro Vila Velha conta com apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.
CONFIRA AQUI A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO PALCO ABERTO
12/08 – quarta-feira, 19h – Tema: “PCDs: um diálogo sobre políticas e direitos”
Convidados:
Edu Ó
Artista da dança, performance, teatro, escritor e professor da Escola de Dança da UFBA. Doutor em Difusão do Conhecimento (PPGDC/UNEB-2023) Mestre em Dança (PPGDANCA/UFBA-2014) com especialização em Arteterapia (UCSal-2004). Diretor do Grupo X de Improvisação em Dança.
Edinilson Sacramento
Graduando em Produção em Comunicação e Cultura (2018) pela UFBA. Graduado em Jornalismo (2017) pela UFBA. Bacharel em Humanidades (2013) pela UFBA. Licenciado em História (2010) FTC. Tem estudos e pesquisas nas áreas de acessibilidade cultural, direitos humanos, mídia e diversidade.
Ninfa Cunha
Ninfa Cunha é artista, militante do movimento de pessoas com deficiência (PCDs), dançarina, produtora cultural e gestora do Espaço Xisto Bahia.
PERFORMANCES
Edu Ó
Elinilson Soares
Elinilson Soares é artista surdo, performer, dançarino, ator, intérprete de Libras, mediador cultural, professor e pesquisador na relação entre elementos da cultura afro-brasileira com a cultura surda. Mestre em Dança pelo PRODAN/UFBA, graduado em Letras/Libras pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci. Fez curso de direção cinematográfica pelo projeto Cinerê da Produtora Pé de Erê Produções. Promove formações artísticas para surdos em Salvador, desde 2018.
Alice Browne
PCD: deficiência física, mobilidade reduzida sem utilização de suporte
Graduada em Comunicação Social / Publicidade e Propaganda pela Ucsal, pós
graduada em Gestão da Comunicação Organizacional pela Escola de Administração da Ufba.
18/08 – terça-feira, 19h – Tema: “LGBTQIAPN+: um diálogo sobre políticas e direitos”
Convidados:
Matheuzza
Matheuzza é uma artista que reside entre o Brasil e os Estados Unidos desde 2022. Atriz, escritora, dramaturga, roteirista, diretora, curadora e pesquisadora. Possui mestrado em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e atualmente é doutoranda pela UFBA e Universidade da Califórnia, Berkeley (UCB).
Petra Péron
Dragqueen, agitadora cultural e defensora dos direitos humanos, Petra niciou sua militância no movimento estudantil da Ufba e já atuou como conselheiro estadual, nacional, assessor parlamentar e coordenador do segmento LGBT da SETUR-Ba. Hoje está colaboradora da Escola Luiza Mahin, coordenação do CPDD-Ba e secretária LGBT do PT Bahia.
Bárbara Alves
Graduada em Administração com Habilitação em Marketing pela Faculdade Visconde de Cairu (2005) e Pós Graduada em Relações Pública pela UNEB (2008). Autodenomina-se lésbica, não-branca, oriunda de comunidade popular e sujeito político dos movimentos sociais, particularmente do movimento LGBT+ e do movimento feminista, além de militante do Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras (PT).
PERFORMANCES
Miguel Campelo
Miguel Campelo é ator, diretor e dramaturgo carioca radicado em Salvador. É idealizador e coordenador artístico do Coletivo As Rainhas do Centro. Criador e intérprete das personagens drag Beatrice Papillon e Nicolai Molotov.
Com 25 anos de experiência em teatro popular para rua, teatros e casas de shows, integrou importantes companhias nacionais como o Grupo Tá Na Rua (RJ) e a Companhia Teatro dos Novos (BA).
Bruno Santana
Mestrando em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); Especialista em Gênero, Diversidade e Direitos Humanos pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB); Licenciado em Educação Física pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Tem experiência como professor atuando na Educação Infantil no Centro de Educação Básica (CEB\CRECHE-UEFS) e na Escola Afro-brasileira Maria Felipa, desenvolvendo atividades pedagógicas relacionadas aos elementos da cultura corporal e as questões de raça, gênero e sexualidades.
26/08 – quarta-feira, 19h – Tema: “Neurodivergências e Saúde Mental: um diálogo sobre políticas e direitos”
Convidados:
Vania Vieira (Apabb)
Gerente de Núcleo da Apabb Associação de Pais, Amigos e Pessoas com deficiência dos Funcionários do Banco do Brasil e Comunidade
Mais 8 anos de experiência no atendimento do Público de Pessoas com Deficiência.
Tereza Calderón
Bacharela em Economia, Professora especialista em Educação Inclusiva e no Atendimento Educacional Especializado-AEE. Sócia Fundadora da Associação Baiana de Síndrome de Down-Ser Down. Diretora de Atualização Cientifica da Ser Down. Conselheira ( suplente) do COEDE e Mãe de Pedro Calderon.
PERFORMANCES
Vivian Assis
Vivian de Assis é atriz e mediadora, autista nível 1, com trajetória artística iniciada no teatro em 2016, aos 14 anos de idade. Foi integrante da Universidade LIVRE, onde ampliou sua formação e vivência nas artes cênicas. Em 2018, iniciou seus estudos em canto, incorporando a música ao seu percurso artístico.
João Pedro Nascimento
João Pedro Nascimento, 19 anos, é músico, cantor coralista e instrumentista baiano. Integra o Coro Infantojuvenil do NEOJIBÁ (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia), atuando no naipe dos Baixos. Jovem neurodivergente com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), traz em sua trajetória a música como campo de sensibilidade, alta performance e protagonismo.













