A notícia sobre o pedido de interdição envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso trouxe visibilidade para um tema que costuma gerar dúvidas entre famílias de todo o país: afinal, o que é necessário para que uma pessoa seja interditada judicialmente? A medida representa a perda total da autonomia ou existem diferentes graus de proteção previstos pela legislação? O assunto abre espaço para explicar como a Justiça avalia a capacidade civil de idosos e pessoas com enfermidades, quais provas são exigidas, qual o papel da perícia médica e em quais situações a curatela pode ser concedida para preservar patrimônio, garantir cuidados e evitar riscos à própria pessoa.
A discussão ganha relevância em um contexto de envelhecimento acelerado da população brasileira. Em 2025, as pessoas com 60 anos ou mais passaram a representar 16,6% da população do país, alcançando 35,2 milhões de brasileiros, segundo dados do IBGE divulgados em 2026. A advogada Tatiana Naumann, sócia do Albuquerque Melo Advogados e especialista em Direito de Família e Sucessões, pode esclarecer quem pode pedir a interdição, quais são as etapas do processo, como funciona a atuação do Ministério Público e quais mecanismos existem para equilibrar proteção e autonomia. Quais situações efetivamente justificam uma interdição? Como a Justiça avalia a capacidade civil de uma pessoa? Quais direitos permanecem preservados após a nomeação de um curador? E qual é o verdadeiro objetivo da medida: restringir a autonomia ou garantir proteção jurídica e patrimonial?
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