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Ritmo paraense, a Guitarrada é reconhecida como manifestação cultural do Brasil

  • Música, Ribalta, Secundário 1, Sub-Editoria Ribalta
  • 2025-08-31
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Foto: Agência Pará

Gênero criado por Mestre Vieira, em Barcarena, ganha reconhecimento oficial do presidente Lula como patrimônio cultural brasileiro

A guitarrada é, oficialmente, uma manifestação da cultura nacional. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reconheceu nesta sexta-feira (29.08) o gênero musical como expressão cultural brasileira. O ritmo paraense encanta com sua sonoridade singular e reforça a identidade cultural do Pará como patrimônio do Brasil. 

O reconhecimento valoriza uma das manifestações mais populares do estado paraense surgida no município de Barcarena, a 15 quilômetros de Belém, criada pelo Mestre Vieira. 

Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, a decisão tem significado especial. “A guitarrada carrega a alma do povo paraense e agora ganha o devido reconhecimento como patrimônio da cultura brasileira. É motivo de orgulho para o nosso estado e reforça o papel da Amazônia como berço de tradições únicas que encantam o Brasil e o mundo”, afirma. 

A guitarrada resulta da fusão de ritmos como choro, carimbó, merengue, cúmbia, mambo, bolero, jovem guarda e brega. Seu instrumento central é a guitarra elétrica, geralmente em papel solista, e o gênero também ficou conhecido como “lambada instrumental”. O marco inicial foi o lançamento do disco Lambadas das Quebradas, em 1978, de Mestre Vieira, considerado o primeiro a apresentar temas instrumentais para guitarra, valorizando ritmos amazônicos e caribenhos. 

Na sequência, surgiram nomes como os mestres Curica e Aldo Sena, que, ao lado de Vieira, influenciaram toda uma geração musical. Em 2003, o álbum Mestres da Guitarrada, idealizado e produzido pelo guitarrista Pio Lobato e lançado pela Funtelpa (rádio e TV Cultura do Pará), projetou nacionalmente o estilo e consolidou-o no cenário brasileiro. 

Entre os expoentes do gênero, também chamados de “guitarristas da primeira geração da lambada” (anos 1970 a 1990), destacam-se: Mário Gonçalves (irmão de Pinduca), Solano, João Gonçalves, Oséas (ex-integrante do grupo Lambaly), Magalhães, André Amazonas, Barata (irmão do tecladista Manoel Cordeiro), Didi (músico de estúdio do selo Gravasom nos anos 1980) e Marinho, conhecido como “guitarra de ouro”. Com o reconhecimento nacional, a guitarrada se firma como gênero musical paraense e brasileiro.

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