Plataforma com soluções afrocentradas, Diaspora.Black, possui roteiro exclusivos para o estado da Bahia
Considerada a cidade mais negra fora da África, Salvador tem mais de 80% da população autodeclarada afrodescendente. Sua história, marcada pela presença e resistência de povos africanos escravizados, fez da capital baiana o berço da cultura afro-brasileira. Nesse contexto, o afroturismo surge como uma poderosa ferramenta para valorizar essa herança ancestral e manter viva a memória dos povos negros.
Segundo António Pita, COO e cofundador da startup Diaspora.Black, “Salvador é uma ótima cidade para se conectar com os ancestrais e conhecer a verdadeira cultura afro-brasileira. Alguns pontos inclusive são marcos centrais no turismo brasileiro e até indicações para visitantes estrangeiros, como é o caso do Pelourinho, por exemplo”. A empresa, especializada em experiências afrocentradas, possui oito roteiros turísticos exclusivos que convidam os visitantes a mergulhar na riqueza da história negra da cidade.
Esses roteiros percorrem locais emblemáticos como a Praça Castro Alves, Praça Municipal, Elevador Lacerda Memorial das Baianas, Terreiro de Jesus, Largo do Pelourinho, Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e Casa do Benin, espaços onde a presença e resistência negra são marcantes. As experiências são conduzidas por guias negros, conhecedores do território, das tradições e da ancestralidade, garantindo uma imersão profunda e autêntica.
As atividades incluem desde visitas a centros culturais afro-brasileiros, vivências gastronômicas e encontros com comunidades locais. Tudo é pensado para ir além da contemplação turística: o foco está na interação, escuta, valorização da identidade negra e fortalecimento da cultura afro-brasileira.
Para além do turismo, a Diaspora.Black atua como uma plataforma de impacto social. A startup prioriza o fortalecimento do empreendedorismo negro, a geração de renda local e o protagonismo das comunidades que constroem esses territórios. Como ressalta Pita: “O afroturismo vai além do simples turismo, ele é uma ferramenta de valorização cultural, de empoderamento econômico e de reconexão com a ancestralidade”.

















