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Saúde feminina:  veja quais vacinas não podem ficar de fora

  • Destaque 1-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2026-05-04
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Imunização tem papel estratégico na prevenção de doenças e na proteção da saúde feminina ao longo da vida

A vacinação costuma ser associada à infância, mas especialistas alertam que ela continua sendo uma ferramenta de prevenção em todas as fases da vida. Além de reduzir o risco de infecções e complicações respiratórias, manter o calendário vacinal em dia pode proteger futuras gestações e contribuir para a prevenção de doenças graves, como o câncer do colo do útero.

Segundo Dr. José Geraldo Leite Ribeiro, epidemiologista do Grupo Fleury, detentor da Diagnoson a+ na Bahia, homens e mulheres seguem, em grande parte, as mesmas recomendações vacinais, mas algumas etapas da vida feminina exigem atenção redobrada à imunização. “Há vacinas que assumem papel estratégico em certos períodos, tanto pela proteção individual quanto pelos efeitos positivos sobre uma futura gestação e pela prevenção de doenças ao longo dos anos”, explica o médico.

Adolescência: fase decisiva para prevenção do HPV

A adolescência é um dos períodos mais importantes para revisar o calendário vacinal. Entre as vacinas prioritárias está a contra o HPV, responsável por prevenir infecções pelo papilomavírus humano e reduzir o risco de câncer do colo do útero. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o Brasil deve registrar 19.310 novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028.

A versão mais recente da vacina, conhecida como HPV-9, amplia a proteção contra nove subtipos do vírus. O especialista destaca que, nessa fase, também é importante verificar vacinas como rubéola e varicela. “São vacinas com vírus atenuados e que não podem ser aplicadas durante a gravidez. Por isso, atualizar a proteção antes da vida adulta evita riscos futuros”, afirma o Dr. José Geraldo.

Gravidez: proteção para mãe e bebê

Durante a gestação, a vacinação passa a ter um impacto adicional, pois, além de proteger a mãe, contribui para a defesa imunológica do bebê nos primeiros meses de vida. “Quando a gestante se vacina, ela produz anticorpos que atravessam a placenta e ajudam a proteger o recém-nascido em um período em que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento”, orienta o epidemiologista.

Entre as vacinas recomendadas nesse período está a dTpa, indicada em todas as gestações a partir da 20ª semana. Também fazem parte das recomendações a vacina contra influenza, que pode ser aplicada em qualquer fase da gravidez, e a vacina contra COVID-19.

A partir da 28ª semana, também deve ser indicada a vacina contra o vírus sincicial respiratório, importante na prevenção de quadros respiratórios graves nos primeiros meses de vida do bebê.

Vacinação ao longo da vida

Na vida adulta, manter o cartão vacinal atualizado continua sendo essencial. Entre as principais vacinas recomendadas estão: hepatite B (três doses), reforço contra difteria, tétano e coqueluche a cada dez anos, sarampo, caxumba e rubéola, febre amarela, hepatite A e vacinas meningocócicas dos tipos ACWY e B.

A vacinação anual contra gripe também segue recomendada em todas as faixas etárias, especialmente para reduzir o risco de complicações respiratórias.

Outro destaque é a Qdenga, indicada em duas doses para mulheres com menos de 60 anos, inclusive para quem já teve dengue anteriormente. A vacina, porém, é contraindicada durante a gravidez.

Consulta ginecológica também pode ser oportunidade para revisar vacinas

Para o especialista, a consulta com o ginecologista pode ser uma aliada importante nesse processo. Como muitas mulheres mantêm acompanhamento regular com essa especialidade, o momento é oportuno para revisar pendências vacinais.

A baixa cobertura entre adultos ainda é um desafio no país. Dados recentes mostram que, em 2025, apenas as vacinas BCG e hepatite B para recém-nascidos superaram a meta de cobertura vacinal estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações. “A vacinação não termina na infância. Esse ainda é um dos principais equívocos que dificultam a proteção adequada da população adulta”, conclui o médico.

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