Da alimentação aos cuidados com a pele, confira tudo o que você precisa saber antes de embarcar para fazer uma viagem tranquila e chegar ao destino sem complicações.
Não há nada melhor do que viajar, mas se fosse possível, muitos escolheriam se teletransportar ao local de destino para evitar os ‘perrengues’ no aeroporto e principalmente o mal-estar durante a viagem de avião. Trombose, enjoo, diarreia dos viajantes, dores articulares e ressecamento da pele são alguns dos problemas envolvidos. Abaixo, confira as dicas de um time de especialistas para realizar uma viagem livre de complicações:
No avião, movimente-se: Um dos principais riscos da viagem de avião é a chamada trombose dos viajantes ou ‘síndrome da classe econômica’. “Em viagens longas, as pernas ficam para baixo e paradas na mesma posição por muito tempo. Sem contração muscular da panturrilha, o sangue não circula como deveria e acaba migrando para os tecidos ao redor, ocasionando inchaço”, explica a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), que alerta que, em casos extremos, esse inchaço pode causar coágulos sanguíneos, trombose ou até mesmo embolia pulmonar, principalmente em pessoas que já possuem predisposição ao problema. Por isso, é importante evitar permanecer muito tempo na mesma posição. “No avião, procure caminhar no corredor ou movimentar os membros inferiores no seu próprio lugar”, aconselha a médica.
Não coma nada que seja pesado demais: Programe a sua alimentação antes, durante e depois da viagem. “Aeroportos geralmente não têm muitas opções de alimentos saudáveis, então prepare-se e leve frutas, lanches naturais, barrinhas e outros snacks leves e saudáveis”, recomenda a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Durante a viagem, evite alimentos muito salgados ou doces, que desidratam o corpo, e refeições pesadas de difícil digestão. “Viajantes que querem se manter despertos também devem evitar massas, pães e farináceos refinados de alto índice glicêmico, que podem provocar sonolência após a ingestão”, aconselha a médica nutróloga. Mesmo ao chegar ao destino, o cuidado alimentar deve continuar. “Quando mudamos de localização sempre há risco de interação com microbiotas que vivem naquele novo ambiente, levando a reações físicas como a diarreia do viajante, reação comum após o consumo de alimentos próprios do local de destino. Mas o problema pode ser prevenido evitando alimentos muito elaborados de composição e procedência desconhecidas e dando preferência para o consumo de alimentos industrializados de composição conhecida, além de apostar na hidratação adequada com água mineral. Também é possível tratar preventivamente a microbiota com suplementos orientados pelo médico para enfrentar a mudança geográfica sem grandes consequências”, afirma a médica nutróloga.
Não esqueça da sua higiene oral: Não dá para esquecer dos produtos de higiene oral, para não ficar com mau hálito ou gosto ruim na boca. Para isso, o kit portátil de higiene oral Travel Set pode ajudar. “O Travel Set traz os já consagrados produtos Curaprox em versões portáteis, incluindo uma escova CS 5460 Ultra Soft desmontável, um creme dental Be You e duas escovas interdentais, garantindo assim uma higiene oral de qualidade em qualquer lugar”, explica o Dr. Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor em Odontologia pela USP. Mas atenção: a saúde oral deve ser realizada na hora certa. “A grande maioria dos alimentos e principalmente as bebidas (café, refrigerantes, energéticos, sucos cítricos e até mesmos os vinhos) têm um pH ácido (pH refere-se a uma medida que indica se uma solução é ácida ou não) e podem provocar a chamada erosão nos dentes, ou seja, perda de minerais da estrutura dental que, por consequência, causa perceptíveis mudanças na aparência e na sensibilidade do dente. O mais importante é aguardar um tempo de trinta minutos antes de se escovar os dentes quando se ingere substâncias ácidas, pois, após este tempo a própria saliva consegue elevar o pH oral e remineralizar os dentes”, orienta o Dr. Hugo.
Hidrate-se e evite o álcool: O consumo excessivo de bebidas alcoólicas não é recomendado em viagens de avião. “Bebidas alcoólicas em excesso devem ser evitadas por vários motivos, incluindo desidratação do corpo, intoxicação hepática e sintomas neurológicos, todos indesejáveis em períodos de viagens”, diz Dra. Marcella Garcez. O cuidado deve ser redobrado em viagens de avião, por conta da pressão da cabine com menor oxigenação. Ingerir bebidas alcoólicas também pode ocasionar uma piora dos sintomas de cinetose. “A cinetose é uma condição caracterizada pelo enjoo e desconforto que acontece a bordo de carros, navios, ônibus e aviões por questões neurológicas relacionadas ao equilíbrio, que depende da coordenação do cérebro a partir das informações recebidas do labirinto, da visão e do sistema proprioceptivo, formado pelos músculos, ligamentos e pele. Para lidar com a cinetose, além de não consumir álcool, é importante evitar substâncias estimulantes em excesso e não fazer refeições pesadas ou ficar muito tempo em jejum”, aconselha a Dra Marcella.
Cuide da pele e dos lábios: O clima seco do avião pode favorecer o ressecamento da pele. “Além da falta de umidade do ambiente, o próprio ar bombeado para dentro da aeronave causa ressecamento, pois chega a temperaturas bem baixas. Com isso, ocorre uma evaporação mais rápida da água presente na pele, levando à desidratação”, explica a Dra. Paola Pomerantzeff, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Isso pode afetar tanto a pele quanto a mucosa. Por isso, o item de beleza mais importante em viagens como essa, sem dúvidas, é o creme hidratante. Para evitar esses dois processos é importante, durante o voo, tomar muita água. Para o rosto, uma opção é o hidratante facial Gliventi Hydra Supreme, da Ada Tina. “O produto é capaz de aumentar intensamente a hidratação da pele desde a primeira aplicação graças à exclusiva tecnologia Glicoesquelano, que tem tripla ação hidratante para fortalecer a barreira cutânea, combater o ressecamento e tornar a pele mais macia, nutrida e protegida”, explica o farmacêutico Dr. Maurizio Pupo, especialista em cosmetologia e CEO da Ada Tina. Para os lábios, o cuidado também vale, com hidratantes específicos: “O hidratante labial pode ser reaplicado ao longo do dia quantas vezes forem necessárias para manter a hidratação adequada. Os melhores produtos para os lábios são os hidratantes com protetor solar. Cuidado com alguns batons ou gloss que acabam por ressecar mais do que hidratar. Existem produtos no mercado com ação anti-inflamatória, e regeneradora. Esses produtos são excelentes para as pessoas que estão com lábios ressecados ou rachados”, finaliza a Dra. Paola.
FONTES:*DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. Instagram: @drapaoladermatologista
*DRA. MARCELLA GARCEZ: Médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do Conselho Federal de Medicina (CFM), Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento. Instagram: @dra.marcellagarcez
*DRA. ALINE LAMAITA: Cirurgiã vascular, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, do American College of Phlebology, e do American College of Lifestyle Medicine, a médica é formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (2000) e hoje dedica a maior parte do seu tempo à Flebologia (estudo das veias). Curso de Lifestyle Medicine pela Universidade de Harvard (2018) e pós-graduação em Medicina Integrativa e Longevidade saudável. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina. RQE 26557. Instagram: @alinelamaita.vascular
*HUGO ROBERTO LEWGOY: Especialista, Mestre e Doutor pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo; Professor Colaborador do Instituto de Pesquisas Nucleares (IPEN) e do Mestrado Profissional em Biomateriais em Odontologia da Universidade Anhanguera (UNIAN); Pós-graduado em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); Instrutor da filosofia individually Training Oral Prophylaxis (iTOP); Pós-graduado em Implantodontia pela Miami University e University of Berna; Membro do International Team of Implantology (ITI); Consultor Científico da Curaden Swiss.













