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ChatGPT não é terapeuta. Entenda os riscos de usar a IA para lidar com emoções

  • Atitude, Comportamento, Secundário 1, Sub-Editoria Atitude
  • 2025-08-15
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Foto: Freepik

Especialista alerta para os riscos de buscar apoio emocional em inteligências artificiais

O uso de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, tem se popularizado em diversas áreas, inclusive como uma forma de ‘desabafo virtual’. Muitos usuários relatam buscar conselhos, apoio emocional e até ‘sessões de terapia’ com o robô, mas especialistas fazem um alerta: embora úteis em muitas tarefas, essas plataformas não substituem a atuação de um profissional da saúde mental. 

Segundo a coordenadora do curso de psicologia da Faculdade Anhanguera, Marina Souza Silva, é importante entender os limites da IA. “O ChatGPT pode ser uma ferramenta interessante para responder perguntas gerais ou sugerir caminhos para reflexão, mas não tem sensibilidade humana nem compreensão emocional verdadeira. Usar a ferramenta como substituto de terapia pode ser arriscado, especialmente em casos de sofrimento psicológico mais intenso”, afirma. 

A IA não substitui o cuidado humano

A inteligência artificial é treinada com base em textos, dados e padrões, mas não possui empatia, escuta ativa nem pode avaliar o histórico ou a realidade emocional de uma pessoa. Isso significa que, mesmo com respostas aparentemente coerentes, ela não tem a capacidade de oferecer o suporte necessário em momentos de crise ou sofrimento. 

“Uma conversa com IA pode até aliviar momentaneamente, mas não resolve questões profundas, nem promove o desenvolvimento emocional como acontece na psicoterapia. Para isso, é fundamental contar com um profissional qualificado, que saiba escutar, interpretar e orientar de forma ética e responsável”, reforça a docente. 

Quando procurar ajuda 

Sentimentos de tristeza constante, ansiedade excessiva, dificuldade para dormir ou se concentrar, além de pensamentos negativos persistentes, são sinais de alerta que não devem ser ignorados. Nesses casos, procurar um psicólogo ou psiquiatra é sempre a melhor decisão. 

“O acesso à tecnologia é positivo, mas precisa ser usado com consciência. A terapia exige vínculo, confiança e um olhar humano que nenhuma máquina é capaz de oferecer”, conclui. 

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