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Educação financeira infantil pode desenvolver bom planejamento e autocontrole

  • Destaque 1-palavras, Educação, Palavras, Sub-Editoria Palavras
  • 2024-06-11
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Especialista compartilha dicas de como introduzir o ensino financeiro para cada faixa etária das crianças

Atualmente, 77,8% da população brasileira possui algum tipo de dívida não quitada, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Já em relação ao número de inadimplentes, o resultado é o maior desde 2010, chegando a 29,5%. 

Para Vagner Antiqueira, coordenador pedagógico do Colégio Anglo Leonardo da Vinci, unidade Jabaquara, muito deste cenário pode ter interferência pela falta do tema nas escolas, passando desde a educação básica: “A introdução de conceitos financeiros nas primeiras fases da educação é capaz de proporcionar um impacto significativo na formação de jovens mais conscientes e preparados para os desafios econômicos do futuro”. 

Conforme o coordenador, promover uma compreensão saudável das finanças desde cedo pode capacitar as crianças não apenas a administrar seu dinheiro, mas também enfrentar desafios, de relacionar com os outros e tomar decisões informadas. Além disso, trabalhar o autocontrole, com um bom planejamento financeiro, definindo metas e economizando para alcançar os objetivos são pontos importantes neste ensino ressaltados pelo especialista. 

“Ao incorporar algumas estratégias, os educadores conseguem garantir que a educação financeira seja acessível e envolvente para todos os alunos, independentemente de seus estilos de aprendizagem ou experiências profissionais. Essa abordagem diversificada ajuda no entendimento dos conceitos financeiros e promove habilidades de vida valiosas, como pensamento crítico, colaboração e resiliência”, complementa Vagner. 

Como exemplo, o coordenador separou dicas de como introduzir a educação financeira infantil em cada faixa etária: 

3 a 4 anos: trabalhar o ensinamento do que é moedas e cédulas, para que entendam os respectivos valores. Para isso, uma boa opção é brincar de lojinha, onde as crianças podem comprar e vender brinquedos. Junto a isso, é possível ensinar a ideia de poupar dinheiro, introduzindo um cofrinho no cotidiano. 

5 a 6 anos: nesta fase, pode-se implementar a ideia de planejamento de compras, diferenciando as necessidades de desejo com a pergunta “Você precisa disso para viver ou é algo que gostaria de ter?”. Após, estabeleça uma pequena quantia para que as crianças possam gastar em algo que querem, complementando com a ideia do troco. Além disso, explicar que, ao fazerem tarefas de casa, também estão contribuindo e aprendendo sobre responsabilidades, mostrando como trabalho e dinheiro é importante. 

7 a 8 anos: já com a ideia construída das tarefas que podem ser feitas em casa, as crianças podem ser apresentadas à mesada, vinculada a pequenas tarefas de casa. É um bom momento para ensiná-los a gerenciar o dinheiro para durar todo o mês. Ainda, é possível estabelecer metas de economia e de poupança para comprar o que desejam. 

“Outras estratégias, também exemplificadas pelo educador dentro da sala de aula, para abordar essa questão são: aprendizados baseados em projetos, personalização do conteúdo, simulação de jogos, aprendizado social e colaborativo, entre outros. Essa complexidade prepara as novas gerações para enfrentar desafios econômicos e se torna ainda mais essencial”, finaliza o coordenador.

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