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Enxaqueca e alimentação: dieta consciente pode aliviar as crises

  • Destaque 1-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2025-04-02
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 40% da população mundial sofre de distúrbios envolvendo dores de cabeça frequentes, sendo a enxaqueca a mais comum. No Brasil, estima-se que 31,4 milhões de pessoas convivam com essa condição, que, embora habitual, é extremamente debilitante.

Além dos fatores genéticos e ambientais, a alimentação desempenha um papel significativo no agravamento das crises. Certos alimentos podem atuar como gatilhos, estimulando o surgimento ou intensificação das crises de enxaqueca.

Alimentos processados

De acordo com Otávio Turolo, neurocirurgião do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), certos alimentos, principalmente os processados, podem ser o gatilho deflagrador da crise, devido às substâncias encontradas neles. Exemplos disso são a tiramina, presente em queijos amarelos, e os nitratos, comuns em alimentos como salsichas, salames e enlatados. “Essas substâncias podem aumentar a frequência e a intensidade das crises, por alterarem a atividade cerebral e os vasos sanguíneos”, explica.

Além disso, o consumo excessivo de sódio, presente em diversos alimentos processados, pode agravar consideravelmente as crises de enxaqueca. “Por isso, é fundamental reduzir a ingestão de alimentos industrializados e priorizar opções frescas e naturais sempre que possível”, orienta o médico. 

Chocolate e café

Outro alimento frequentemente associado às crises de enxaqueca é o chocolate. Porém, o neurocirurgião destaca que a relação não é simples. “O chocolate pode conter tiramina, e está relacionada ao gatilho de crise, mas isso varia de pessoa para pessoa”, explica. Portanto, se você sofre de enxaqueca, é importante observar como seu corpo reage ao consumo de chocolate e, caso seja um gatilho, evitá-lo.

A cafeína, presente em cafés e algumas bebidas energéticas, também tem um efeito contraditório. Em doses moderadas, pode ajudar a aliviar a dor da enxaqueca devido ao seu potencial analgésico. No entanto, o abuso de cafeína pode ter o efeito oposto. 

Alimentação consciente 

Embora não exista uma dieta específica para prevenir as crises de enxaqueca, o médico recomenda identificar os alimentos que desencadeiam as crises e evitá-los. Uma dieta balanceada, com baixo teor de gordura, é o ideal. Além disso, manter uma boa hidratação é fundamental. “Manter-se hidratado é um fator protetor para crise”, enfatiza o especialista. 

As refeições regulares também são importantes, pois o jejum prolongado pode ser um fator desencadeante das crises. Comer de maneira equilibrada e evitar longos períodos sem alimentação pode ajudar a reduzir as chances de uma crise. 

Medidas preventivas 

Turolo também destaca que, além da alimentação, fatores como o controle do estresse, a prática de atividades físicas regulares, a manutenção de um sono regular e a diminuição da exposição à luminosidade intensa, principalmente em telas, são essenciais no tratamento e prevenção das crises de enxaqueca. 

Por fim, o médico lembra que não existem exames que identifiquem exatamente quais alimentos são gatilhos para cada paciente. O método mais eficaz é manter um diário de crises, anotando os alimentos consumidos e os sintomas que surgem, ajudando a identificar padrões. Além disso, alguns suplementos, como magnésio e riboflavina, têm mostrado eficácia no controle da enxaqueca, mas sempre sob orientação médica, especialmente em casos de crises refratárias, que são aquelas que não respondem adequadamente ao tratamento convencional.

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