Ir para o conteúdo
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
Facebook Instagram

Futebol do fim de semana? Saiba como evitar lesões

  • Destaque 2-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2025-11-20
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Crédito - Freepik

Ortopedista David Sadigursky explica por que atletas recreacionais se machucam mais e quais cuidados ajudam a proteger o joelho durante a prática esportiva

O futebol de fim de semana é um hábito cultural no Brasil, um momento de reencontro, descontração e vínculo social entre amigos. No entanto, para quem passa a semana inteira sem atividade física estruturada, essa combinação de sedentarismo e esforço intenso pode se transformar em um terreno fértil para lesões, especialmente no joelho, a articulação mais exigida durante o jogo.

Para o ortopedista David Sadigursky, especialista em joelho e trauma do esporte, o risco aumenta de forma significativa entre os “atletas recreacionais”, termo usado para definir quem pratica atividade física de maneira esporádica e sem rotina estruturada de preparo. “O problema não está no futebol, mas no contraste entre o que o corpo está preparado para fazer e o que ele é exigido a executar em um curto espaço de tempo”, explica.

Durante a semana, a falta de estímulo provoca perda de força, rigidez articular, diminuição da propriocepção e redução da capacidade muscular de estabilizar o joelho. Quando o jogo começa, esses fatores se encontram com gestos esportivos de alta demanda: desacelerações bruscas, giros com o pé apoiado no chão, arranques, saltos e aterrissagens. 

As lesões mais frequentes nesse grupo envolvem tornozelo, joelho, coxa e panturrilha. As entorses (lesões causadas por torção brusca da articulação que estica ou rompe os ligamentos) lideram as ocorrências, seguidas pelas lesões do menisco — geralmente associadas a rotações abruptas — e pelas lesões ligamentares, como as que envolvem o ligamento cruzado anterior (LCA), comuns em movimentos de mudança rápida de direção. Estiramentos e rupturas musculares surgem devido à falta de força e flexibilidade, e quadros de sobrecarga, como tendinites e inflamações ósseas induzidas por impacto, aparecem em jogadores que realizam esforços incompatíveis com seu nível de condicionamento.

De acordo com David Sadigursky, a prevenção depende do equilíbrio entre movimento contínuo, força e recuperação. “Não se trata de impedir ninguém de jogar, e sim de preparar o corpo para a atividade. Quando há equilíbrio entre força, mobilidade e condicionamento, o risco de lesão cai drasticamente”, ressalta. Entre as principais recomendações estão:

  • Manter uma rotina mínima de exercícios durante a semana, mesmo que leve, evitando longos intervalos de inatividade.
  • Fortalecer coxas, quadris e core, musculaturas fundamentais para estabilizar o joelho durante movimentos de giro, desaceleração e mudança de direção.
  • Alongar-se de forma regular, e não apenas minutos antes da partida, preservando a mobilidade e reduzindo a rigidez articular.
  • Realizar aquecimento de 10 a 15 minutos antes do jogo, com corrida leve, mobilidade articular e ativação muscular.
  • Hidratar-se adequadamente, já que a fadiga favorece lesões musculares.
  • Usar calçados adequados ao tipo de gramado, garantindo mais tração e menor risco de entorses.
  • Aumentar a intensidade gradualmente, especialmente após períodos prolongados de sedentarismo.

“O corpo responde melhor ao movimento contínuo. Quando o ‘atleta recreacional’ cria uma rotina simples de preparo, ele ganha mais segurança e longevidade esportiva”, reforça o ortopedista. A procura por avaliação médica deve ser imediata quando surgem sinais como dor persistente após o jogo, inchaço nas primeiras horas, sensação de instabilidade ou “falseio”, estalos acompanhados de dor ou dificuldade para apoiar o peso do corpo. Esses sintomas podem indicar lesões ligamentares, meniscais ou musculares que não se resolvem apenas com repouso. 

Avanços terapêuticos

A ortopedia tem evoluído no uso de células mesenquimais, que modulam inflamação e favorecem um ambiente biológico mais propício à cicatrização, especialmente em casos de desgaste articular ou lesões de partes moles. “Essas terapias representam uma fronteira importante da medicina musculoesquelética ao promover reparo tecidual mais eficiente e retardar procedimentos invasivos, quando bem indicadas”, destaca Sadigursky.

Para o ortopedista, o ponto central é que a segurança e o desempenho no futebol dependem mais da qualidade do preparo do que da frequência da prática. “A longevidade esportiva não depende apenas de jogar, mas de como o corpo é preparado para isso. É o equilíbrio entre movimento, força e recuperação que mantém o joelho saudável, nem o excesso, nem a falta de estímulo são benéficos”, conclui.

Sobre David Sadigursky

David Sadigursky é ortopedista graduado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia, mestre em Cirurgia do Joelho pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorando pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP). Ele realizou fellowship em Doenças da Cartilagem e trauma esportivo na Harvard Medical School, em Boston, EUA, e em cirurgia ortopédica de artroplastia do joelho no Hospital CLINIC, em Barcelona, Espanha. Possui pós-graduação em Clínica da Dor pelo CTD e em Intervenção em Dor pela Universidade da Coreia, em Seul. É membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ) e da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE). Participa ativamente da Sociedade Internacional de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Esporte (ISAKOS) e é membro associado das sociedades de dor e medicina regenerativa, como SBRET, SBED e SOBRAMID. Atualmente, é sócio da Clínica Omane e diretor do centro de estudos em terapias celulares.

Relacionado

Gostou do conteúdo?
Compartilhe:

PrevAnterior“Ruth Rocha e Pedro Bandeira recebem Ordem do Mérito Educativo em cerimônia com Lula”
PróximoBahia Gospel Festival reúne 25 atrações e promete dois dias de fé e celebração em CamaçariNext
Picture of Iven

Iven

Postagens Recentes

Onde dançar forró no Centro Histórico até as pernas ficarem bambas  

18 de junho de 2026

Peça Rara Brechó avança na expansão nacional com inteligência artificial e modelo Pocket de franquias

18 de junho de 2026

Menopausa precoce e qualidade de vida: por que o diagnóstico ainda demora?

18 de junho de 2026

Obesidade infantil pode provocar inflamação silenciosa e elevar risco de doenças crônicas

18 de junho de 2026
Ver mais

Jornalista que gosta muito do que faz e que quer dar espaço para quem quer mudar o mundo para melhor.

Icon-facebook Instagram

Postagens Recentes

Peça Rara Brechó avança na expansão nacional com inteligência artificial e modelo Pocket de franquias

Menopausa precoce e qualidade de vida: por que o diagnóstico ainda demora?

Obesidade infantil pode provocar inflamação silenciosa e elevar risco de doenças crônicas

Conheça Doris e Equipe

Copyright © 2023. Todos os direitos reservados.

  • Política e Privacidade
  • Contato
  • Anuncie aqui