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Mortes violentas de pessoas LGBT preocupam. Como podem atuar pais e educadores?

  • Destaque 1-palavras, Educação, Palavras, Sub-Editoria Palavras
  • 2025-06-27
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

No mês de junho, dedicado ao Orgulho LGBTQIAPN+, a educação assume um papel essencial na formação das novas gerações. O dia 28 simboliza o marco das celebrações e reflexões que vão além do período, ao inspirar práticas inclusivas ao longo de todo o ano e impulsionar a construção de um futuro livre de discriminação.  

As práticas de respeito à diversidade se desenvolvem quando aprendemos a conviver com diferenças envolvendo raça, gênero, condições físicas e intelectuais. A psicóloga Mayrla Pinheiro, da Hapvida, destaca que esse convívio ajuda a construir atitudes mais respeitosas.  

“A educação inclusiva é fundamental na infância e adolescência porque ela reflete o mundo real, que é diverso. Ao interagir com quem é diferente, aprende-se a se colocar no lugar do outro, entendendo suas perspectivas e desafios. Isso é a base para a construção de relações saudáveis e respeitosas”, reflete. 

Para a especialista em comportamento, a educação inclusiva exerce papel fundamental na percepção do outro. “O preconceito não é inato: ele é aprendido. As crianças observam e absorvem atitudes, crenças e estereótipos dos adultos ao seu redor, seja em casa, na escola ou na mídia. Se os adultos expressam ou demonstram atitudes preconceituosas, as crianças tendem a internalizar essas visões. Para desconstruir o preconceito, é preciso um esforço contínuo e consciente, como ajudá-las a identificar e questionar estereótipos que veem na mídia ou em conversas. Por exemplo, se um desenho animado retrata um determinado grupo de forma negativa, é uma oportunidade para conversar sobre isso”, afirma. 

A ausência dessa educação crítica e inclusiva tem consequências concretas e devastadoras na vida de pessoas que fogem das normas estabelecidas. Pelo 16º ano consecutivo, o Brasil aparece como o país que mais mata pessoas trans e travestis, de acordo com o dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgado em janeiro de 2025. Os dados do estudo mostram que  as vítimas são, em sua maioria jovens, pretas, pobres e nordestinas.

O desenvolvimento de habilidades socioemocionais como colaboração, comunicação e resolução de conflitos, além da construção e da integração de ambientes acolhedores, são essenciais para a estruturação de uma educação inclusiva e distante dos comportamentos discriminatórios, como avalia Pinheiro.  

“A representatividade e o diálogo são pilares para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, especialmente em contextos de diversidade. Por exemplo, escolas que promovem o diálogo sobre esses temas criam um ambiente de aprendizado mais rico e inclusivo. A aceitação e o respeito à diversidade têm um impacto profundo e positivo na saúde mental de crianças, como o fortalecimento da autoestima e identidade”, aponta. 

A educação inclusiva visa a garantir a todos o direito à aprendizagem, reconhecendo e valorizando a diversidade, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). Por isso, há a necessidade da criação de espaços capazes de atender necessidades individuais, promovendo sua participação ativa e seu progresso, em questões de gênero, raça e também daqueles com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades e/ou superdotação.

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