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O que aprendi sobre educação ao visitar instituições no Canadá

  • Destaque 1-palavras, Educação, Palavras, Sub-Editoria Palavras
  • 2025-12-18
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Por Kassula Corrêa 

Viajar para estudar educação é um exercício de humildade. Ao caminhar pelos corredores de universidades canadenses, conversar com gestores, observar aulas e conhecer de perto como o país estrutura seu currículo, percebi algo profundo: escolas não são construídas apenas com infraestrutura ou metodologias. Elas são construídas com propósito. 

O Canadá tem um dos sistemas educacionais mais consistentes do mundo. Mas o que mais me chamou atenção não foram os rankings. Foi a intencionalidade. Nada é improvisado. Cada escolha pedagógica é feita para dar ao estudante não apenas conhecimento, mas condições reais de se tornar protagonista da própria trajetória. 

Uma das primeiras conversas que tive foi com especialistas que ajudaram a desenvolver o currículo por competências do país. Eles afirmam que a escola deve preparar o aluno para navegar em ambientes imprevisíveis, e não para repetir modelos que funcionaram no passado. Essa lógica orienta desde o planejamento das aulas até a formação de professores. 

Algo me marcou: os canadenses falam menos sobre “ensinar” e mais sobre “aprender”. O foco está no estudante. O professor é mediador, provocador, guia. O currículo é flexível e sensível ao ritmo de cada criança. A avaliação não é um fim, mas um processo contínuo de reflexão e avanço. A aprendizagem acontece por meio de investigação, colaboração e projetos reais, sempre conectada ao cotidiano. 

Outro ponto importante é a valorização do bem-estar. Nenhuma experiência de alta performance é sustentável quando existe exaustão. Nas escolas que visitei, o tempo de qualidade é tratado como elemento pedagógico. Ambientes leves, relações saudáveis e cuidado emocional são considerados condições básicas para que as crianças desenvolvam autonomia e pensamento crítico. 

A formação global também aparece de forma natural. Os estudantes são incentivados a compreender diferentes perspectivas, comunicar-se em mais de um idioma, construir repertório cultural e refletir sobre o impacto de suas escolhas no mundo. A escola não forma apenas para o mercado. Forma para a vida em comunidade, local e global. 

Voltei ao Brasil com a certeza de que estamos no caminho certo ao defender uma educação que valoriza autonomia, consciência, repertório e responsabilidade. A formação global não é luxo. É necessidade. E precisa começar cedo, na infância, quando identidade e visão de mundo estão em construção. 

O futuro exigirá jovens capazes de dialogar com culturas diversas, resolver problemas complexos, pensar de forma criativa e agir com responsabilidade socioemocional. O aprendizado que vi no Canadá reforça essa direção. 

Não precisamos copiar modelos estrangeiros. Precisamos aprender com eles. Precisamos traduzir boas práticas para a realidade brasileira e construir escolas que preparem nossas crianças para o mundo que elas vão encontrar, e não para o mundo que já passou. 

Kassula Corrêa é CEO da Rede ON de Educação e mantenedora da Start Anglo Bilingual School no Rio de Janeiro.

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